segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conversa com autores




Estou passando por divertidas experiências desde que comecei a trabalhar no Sempre Um Papo, projeto que promove debates com escritores sobre seus lançamentos. Conversei com a meiga Fernanda Takai, sobre o livro de contos e crônicas "Nunca Subestime Uma Mulherzinha", além de sua vida de mãe da Nina e cantora da banda Pato Fu. Momentos compartilhados com uma plateia de 100 pessoas, no Sesc Vila Mariana, em SP. "Li clássicos infantis, como Monteiro Lobato. O dia em que recebemos o convite da Globo para fazermos uma música para a nova Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo, eu e o John olhamos um para o outro e falamos: estamos no auge de nossa carreira!!!", foi uma das frases que divertiu o público.

É bacana presenciar Fabrício Carpinjar, prêmio Jabuti de Literatura 2008 pelo livro Canalha, com seus óculos de mergulho, peruca e unhas rosa brilhante, falar sobre a velhice de forma tão real, como se já a estivesse presenciado, ele que tem 30 e poucos anos. Falamos numa noite de tempestade em SP, que atrapalhou a chegada do público, da dor de envelhecer, do abandono dos filhos quando ficamos velhos, da perda da audição nos idosos, do preconceito vivenciado por eles, do desejo e do sexo quase proibido, da morte, da viuvez, da saudade da juventude, da sabedoria, da perda da identidade e da "velhinha que comprava uma penca de bananas por semana e se atreveu comprar três certa manhã e foi proibida pelas filhas a sair de casa, morrendo poucos meses depois de depressão".

domingo, 11 de outubro de 2009

Sophia, oito anos


Criança doce é muito bom! "Mãeee, este é o melhor presente do Dia das Crianças que já ganhei em toda, toda minha vida". Então, vamos à praça. Agora e sempre.

Isso me lembra alguém...


Sabe aqueles livros ou cenas que parecem terem sido recortados da sua vida? Aí vai uma que tem um pouquinho de mim. Está em "Comer, Rezar, Amar", de Elizabeth Gilbert(Objetiva, 342 páginas). "Meus pais, por sua vez, têm uma pequena fazenda, e minha irmã e eu fomos criadas trabalhando. Aprendemos a ser fortes, responsáveis, as melhores alunas da turma na escola, as babás mais eficientes e organizadas da cidade, o perfeito modelo em miniatura de nossos pais, dois verdadeiros canivetes suíços, nascidas para executar todo tipo de tarefa. Havia muita diversão na minha família, muito riso, mas as paredes eram cobertas por listas de coisas a fazer, e nunca vivi nem presenciei o perfeito ócio nem uma vez em toda a minha vida".

Paulo Autran sem comentários


Estive colocando as coisas no lugar, após a mudança. Remexi livros e sempre tem aqueles achados...coisas que a gente esquece e que é uma delícia reencontrar. Sou meio apegada a certas lembranças. Tenho algumas que não quero esquecer, "nunca, nunquinha", como diria a Lola (a irmanzinha do Charlie.Sim, eu adoro esse cartoon). Achei o livro "Paulo Autran sem comentários" (Cosac Naify, 267 páginas). Trata-se, como o próprio ator explica, de uma obra com "fotos, trechos de crítica e comentários bem-humorados, que me vinham à cabeça ao ver as fotos". É lindo o livro. Para mim ficou ainda mais precioso pelo autógrafo, escrito em 10 de março de 2006.
Recordei dos dias em que trabalhamos juntos.

Fiz assessoria de imprensa do espetáculo "Adivinhe quem vem para rezar", na passagem da montagem por BH. Acompanhei o respeito e a delicadeza com que Cláudio Fontana, seu parceiro na peça, tratava o doce e astuto, Paulo Autran. Sabendo que iria estar com o Paulo, comprei o livro imediatamente, na intenção de eternizar o encontro. Lembro que o jornalista Paulo Azevedo, do programa Agenda, da Rede Minas (afiliada da TV Cultura em BH)também levou esse mesmo livro para o ator autografar. E o Autran ficou muito feliz com a entrevista: "você leu mesmo este livro, hein rapaz!? sabe tudo sobre mim".

Foram dois dias de trabalho inesquecíveis. Almoçamos sozinhos e ele sempre interessado em saber quem eu era. Só não gostava de atraso. Na saída do hotel, marcada para às 11h20, para uma entrevista à Globo Minas, recordo que cheguei e ele já estava chegando ao carro que nos levaria. "Bom dia, Senhor Paulo! Ia me deixar?". Ele: "Claro que não...Te esperaria mais um minuto."