quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O Natal de cada um


A criatividade anda solta na hora de produzir os cartões de Natal. Grupo Galpão colocou a carinha de cada ator dentro de bolas, formando a árvore. Ronaldo Fraga mandou anjinhos. Sempre Um Papo sugeriu mais leitura para o ano que vem. Amigos enviam as mais variadas mensagens por todas a mídias...o
Ho Ho Ho
chega por celular, facebook, twitter... A minha sugere confiança e coragem para alçar voos bem altos em 2010, além de um mágico Feliz Natal.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Aspas de Nelson Motta


Na semana passada, esse jornalista, produtor cultural e escritor, esteve em BH para lançamento do livro "Força Estranha". Estive presente em algumas entrevistas e na conversa do Sempre Um Papo. Acompanhe algumas aspas de Nelson Motta:
Livro
"Quando sugeri o nome para a editora, eles adoraram, mas já vieram com a preocupação do Caetano não gostar. Me sinto parte da família de Dona Canô...Quando perguntei ao meu amigo se poderia usar o nome da letra de sua música e ele respondeu: "É uma honra!".

"A capa já é um anúncio do livro. São chamadas como em um jornal popular."

"São 10 histórias e um mistério. Uma força estranha une a todas no final. Eu torço para que as pessoas leiam, indique aos amigos por e-mail e eles também leiam e divulguem".
Literatura
"Ninguém vai me ouvir dizer "minha obra". Quero divertir as pessoas. É muito difícil uma obra divertir e ser literária ao mesmo tempo. Tenho amor e respeito pela literatura, mas meus livros são pop. Me irrita escritores vagabundeiros que enchem a boca para falar "minha obra"".

"Já temos escritores insuperáveis. O que vale hoje é uma boa história".

"Eu já me expressei muito em letras de músicas. A maior alegria do compositor é quando a música deixa de ser sua e vira do povo. Como "Como uma onda", "Bem que se quis" e por aí vai.

"Fui amigo pessoal do Nelson Rodrigues, fomos muitas vezes juntos ao Maracanã. Uso expressões dele. A segunda história do livro traz um canalha rodriguiano, daqueles que não respeita nem a cunhada".

"Na escola, fui reprovado duas vezes em português. Eu mudei de profissão por causa do Zuenir Ventura, que foi meu professor na Faculdade. Ele é um grande mestre".
Produção musical
"Não tenho como nem ver todo o material de música que recebo. São mais de 400 por mês.Se recebo por e-mail, vou deletando. O que consigo selecionar vai para meu programa de rádio Sintonia Fina, distribuído por várias rádios do país. Mas não me mandem nada, eu não tenho tempo e nem posso ser produtor musical de todo mundo".

"Conhecia de longe o Pato Fu, ainda morava fora. Foi uma ironia, gostei da elegância do casalzinho. Quando conheci a Fernanda e ela foi me dizendo que sabia várias letras da Nara de cor, eu a convidei para fazer o CD. Ficou lindo. É impressionate o que ela consegue fazer com aquela vozinha, mansa. Ganhamos o disco de ouro por 50 mil cópias vendidas."

"O mundo da música mudou muito. Tenho três discos de ouro na minha parede: 150 mil, das frenéticas; 100 mil, com Marisa Monte; e 50 mil, com Fernanda Takai..."
Tim Maia
"O livro do Tim Maia vendeu 130 mil cópias. O audio livro vendeu 12 mil. E é muito mais legal que o escrito. Lá, eu narro e quando o Tim fala eu o imito, faço aquele vozerão dele. Tim foi a pessoa que mais me fez rir na vida. Eu adoro o Tim. Ele é chapa preta. Se eu o apresentasse como bom moço ele ia voltar e puxar minha perna de noite. É um personagem imenso. O livro vai virar filme, dirigido por Rodrigo Teixeira com roteiro de Antonia".

sábado, 5 de dezembro de 2009

Conversa com Ronaldo Fraga

No início de novembro, conversei com Ronaldo Fraga sobre o diferencial da moda que é produzida em Minas, o típico consumidor de suas peças e como se vestir bem. Acompanhe a conversa.
A moda feita em Minas tem um deferencial?
Ronaldo Fraga - Aqui, você vê muito clara a mão humana. O feito a mão. Mesmo a roupa produzida em larga escala, mesmo a roupa de produção industrial ela carrega aqueles vestígios de produzido um a um. Nós ainda temos bons costureiros, bons alfaiates, profissional em extinção, mas aqui ele ainda existe.
Tem como andar na moda sem gastar muito?
Ronaldo Fraga - Mas é claro, é claro! É até facil você comprar uma roupa muito cara, é fácil você fazer uma coisa diferente com uma roupa mais barata. Mas o difícil é você ter o domínio de sua própria máscara, do personagem que você quer construir. E entender que isso é uma grande brincadeira e que pode se tornar uma diversão diária, essa construção do personagem. Acho que as pessoas deviam sofrer menos na hora da escolha dessa roupa.
Das pessoas públicas, quais você classifica como mais bem vestidas?
Ronaldo Fraga - Eu não tenho muito isso de bem vestida. Eu tenho mais de postura ética. Quando você gosta muito de uma figura, ela nunca vai ser mal vestida. Mesmo que ela use algo que você não gosta disso ou daquilo, você vai falar: “nossa, nela ficou tão bem”. A estilista inglesa Vivienne Westwood fala: “a roupa sempre vai cair melhor em uma pessoa inteligente”. Então, assim, a Fernanda Montenegro, tem jeito de ser brega? Não tem. Chico Buarque, tem jeito de ser brega? Não tem. Tanta gente que a postura ética e política é tão maior, que a roupa vira um detalhe e outras vêm a frente.
No seu trabalho você utiliza a moda para críticas socias e também homenagens...
Ronaldo Fraga - Eu falo principalmente de cultura brasileira. Eu acho que o melhor produto que o Brasil tem é a sua cultura. Quem dera que a moda, espero, chegue a alcançar o produto música do Brasil, ou a culinária. Então não dá mais para você desenvolver um produto de moda pensando só na roupa, de olho na tendência lá de fora. Precisamos criar outros caminhos, outros mecanismos para vender muito mais que roupa. Através da moda podemos vender um país inteiro. A história e a cultura de um país. Então, você viu e vai ver em todas as minhas coleções. Às vezes falo da crítica do tempo em que a gente está vivendo, como a da América Latina, que fiz agora (A Disneylândia de Ronaldo Fraga); ou olhar para a obra de pessoas ou de figuras que fazem muita falta pela sua ética ou postura artística, como por exemplo, Nara Leão. Então, o tempo inteiro eu falo com o meu consumidor, com as pessoas, que a moda é um instrumento poderosíssimo neste sentido.
Qual é o estilo do público que consome Ronaldo Fraga?
Ronaldo Fraga - São pessoas que no geral são formadoras de opinião dentro do grupo em que vivem; são pessoas que se emocionam, se enloquecem, “cortam o pulso” pela emoção da cultura brasileira; amam literatura brasileiraç são pessoas que têm o domínio de sua própria máscara; e são pessoas, a maioria delas, que na infância ou na adolescência eram consideradas no mínimo estranhas no meio deles.
E sua coleção para crianças?
Ronaldo Fraga - É a Ronaldo Fraga para filhotes. Foi lançada há oitos anos, quando estávamos para ganhar nosso primeiro filho, o Ludovico. Quando nasceu o bebê era tudo horrível. Eu falei “nossa, mas até hoje estão fazendo rosinha para meninas, azul para meninos. Não, vamos fazer umas coisas mais vibrantes.” Fizemos. Eram lançadas entre uma coleção e outra, então dava tempo de produzir. Os amigos foram pedindo e os amigos dos amigos... Daí, abri um conerzinho na loja de Belo Horizonte. A imprensa descobriu e começou a divulgar, os artistas que foram tendo filho começaram a pedir. E já estamos na quinta coleção, lançamos com pedido, e estamos com 120 pontos de venda no Brasil.
Suas lojas estão em Belo Horizonte e São Paulo?
Ronaldo Fraga - São lojas próprias, com masculino, feminino e infantil.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Thaïs Helt no MAO


A artista plástica mineira comemora 30 anos de carreira com a exposição "Thaïs Helt: Ofício Gravura", em cartaz de 03 de dezembro a 24 de janeiro no Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte. No local está montado parte de seu ateliê e os visitantes podem ver como é processo de produção da gravura. "Sempre gostei da linguagem, do ambiente que envolve a prensa, a pedra litográfica. Descobri este caminho e fiquei nele", disse ontem no evento de abertura que contou com cerca de 100 pessoas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Zuenir Ventura na Contigo!


O escritor esteve em BH participando do Sempre Um Papo e conversou com a Contigo sobre sua relação com a cidade e anunciou seu próximo livro "Sagrada Família", com publicação prevista para 2010.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Carpinejar é entrevistado pelo Twitter

O poeta Fabrício Carpinejar acaba de lançar o livro "www.twitter.com/carpinejar", reunindo cerca de 400 postagens suas no Twitter. A Folha on line fez matéria sobre o tema e utilizou a ferramenta para conversar com o autor.
Entrevista Carpinejar

Cabeza de Vaca, por Paulo Markun





Este jornalista que apresentou por 10 anos o Roda Viva e agora preside a Rádio e TV Cultura, esteve em BH para lançar o livro "Cabeza de Vaca". O título refere-se ao sobrenome do conquistador espanhol Dom Álvar Núnez. Na argentina ainda há família que o utiliza. No bate-papo com Markun, ele justificou o interesse pelo tema, que é realmente muito interessante.

A figura tornou-se soldado aos 13 anos; foi alcoviteiro - sempre portador das boas novas-; conquistador - sem deixar herdeiro, Markun não encontrou familiares que valessem participar da história ou que podem ter interesse em receber a obra-; Náufrago - sobreviveu a três naufrágios-; curandeiro - curou centenas de índios, atravessou, nu e descalço, parte dos atuais Estados Unidos e México, voltou à Espanha e obteve um cargo como recompensa. Depois de nova viagem, tomou posse de Santa Catarina, na condição de seu primeiro governador. Depois, ele mesmo escreveu sua história em "Naufrágios e Comentários" — obras pioneiras da literatura de viagens. Isso tudo por volta dos anos 1530.

E não é que no meio da conversa, na Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes, um gato miava descontroladamente. Paramos um pouco para procurar o bichano. Nada. "Deve ser um aviso do Cabeza de Vaca. A vida dele já foi salva por um grilo. Dizem que um embarcação que estava ia bater em rochedos quando um grilo começou a cantar e acordou os tripulantes que lançaram âncoras, impedindo o naufrágio", disse o bem humorado Markun.