quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cabeza de Vaca, por Paulo Markun





Este jornalista que apresentou por 10 anos o Roda Viva e agora preside a Rádio e TV Cultura, esteve em BH para lançar o livro "Cabeza de Vaca". O título refere-se ao sobrenome do conquistador espanhol Dom Álvar Núnez. Na argentina ainda há família que o utiliza. No bate-papo com Markun, ele justificou o interesse pelo tema, que é realmente muito interessante.

A figura tornou-se soldado aos 13 anos; foi alcoviteiro - sempre portador das boas novas-; conquistador - sem deixar herdeiro, Markun não encontrou familiares que valessem participar da história ou que podem ter interesse em receber a obra-; Náufrago - sobreviveu a três naufrágios-; curandeiro - curou centenas de índios, atravessou, nu e descalço, parte dos atuais Estados Unidos e México, voltou à Espanha e obteve um cargo como recompensa. Depois de nova viagem, tomou posse de Santa Catarina, na condição de seu primeiro governador. Depois, ele mesmo escreveu sua história em "Naufrágios e Comentários" — obras pioneiras da literatura de viagens. Isso tudo por volta dos anos 1530.

E não é que no meio da conversa, na Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes, um gato miava descontroladamente. Paramos um pouco para procurar o bichano. Nada. "Deve ser um aviso do Cabeza de Vaca. A vida dele já foi salva por um grilo. Dizem que um embarcação que estava ia bater em rochedos quando um grilo começou a cantar e acordou os tripulantes que lançaram âncoras, impedindo o naufrágio", disse o bem humorado Markun.

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