domingo, 13 de dezembro de 2009

Aspas de Nelson Motta


Na semana passada, esse jornalista, produtor cultural e escritor, esteve em BH para lançamento do livro "Força Estranha". Estive presente em algumas entrevistas e na conversa do Sempre Um Papo. Acompanhe algumas aspas de Nelson Motta:
Livro
"Quando sugeri o nome para a editora, eles adoraram, mas já vieram com a preocupação do Caetano não gostar. Me sinto parte da família de Dona Canô...Quando perguntei ao meu amigo se poderia usar o nome da letra de sua música e ele respondeu: "É uma honra!".

"A capa já é um anúncio do livro. São chamadas como em um jornal popular."

"São 10 histórias e um mistério. Uma força estranha une a todas no final. Eu torço para que as pessoas leiam, indique aos amigos por e-mail e eles também leiam e divulguem".
Literatura
"Ninguém vai me ouvir dizer "minha obra". Quero divertir as pessoas. É muito difícil uma obra divertir e ser literária ao mesmo tempo. Tenho amor e respeito pela literatura, mas meus livros são pop. Me irrita escritores vagabundeiros que enchem a boca para falar "minha obra"".

"Já temos escritores insuperáveis. O que vale hoje é uma boa história".

"Eu já me expressei muito em letras de músicas. A maior alegria do compositor é quando a música deixa de ser sua e vira do povo. Como "Como uma onda", "Bem que se quis" e por aí vai.

"Fui amigo pessoal do Nelson Rodrigues, fomos muitas vezes juntos ao Maracanã. Uso expressões dele. A segunda história do livro traz um canalha rodriguiano, daqueles que não respeita nem a cunhada".

"Na escola, fui reprovado duas vezes em português. Eu mudei de profissão por causa do Zuenir Ventura, que foi meu professor na Faculdade. Ele é um grande mestre".
Produção musical
"Não tenho como nem ver todo o material de música que recebo. São mais de 400 por mês.Se recebo por e-mail, vou deletando. O que consigo selecionar vai para meu programa de rádio Sintonia Fina, distribuído por várias rádios do país. Mas não me mandem nada, eu não tenho tempo e nem posso ser produtor musical de todo mundo".

"Conhecia de longe o Pato Fu, ainda morava fora. Foi uma ironia, gostei da elegância do casalzinho. Quando conheci a Fernanda e ela foi me dizendo que sabia várias letras da Nara de cor, eu a convidei para fazer o CD. Ficou lindo. É impressionate o que ela consegue fazer com aquela vozinha, mansa. Ganhamos o disco de ouro por 50 mil cópias vendidas."

"O mundo da música mudou muito. Tenho três discos de ouro na minha parede: 150 mil, das frenéticas; 100 mil, com Marisa Monte; e 50 mil, com Fernanda Takai..."
Tim Maia
"O livro do Tim Maia vendeu 130 mil cópias. O audio livro vendeu 12 mil. E é muito mais legal que o escrito. Lá, eu narro e quando o Tim fala eu o imito, faço aquele vozerão dele. Tim foi a pessoa que mais me fez rir na vida. Eu adoro o Tim. Ele é chapa preta. Se eu o apresentasse como bom moço ele ia voltar e puxar minha perna de noite. É um personagem imenso. O livro vai virar filme, dirigido por Rodrigo Teixeira com roteiro de Antonia".

3 comentários:

Raskólhnikov disse...

é. o nelson é bacana.

Jozane Faleiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
guto disse...

Nelson Rodrigues usa de uma sinceridade que admiro. Com seus feitos na arte brasileira ele é gabaritado para isso.