quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O último bate-papo

Finalizamos o Sempre Um Papo em Itabirito/MG com o cantor Vander Lee, no dia 20. No palco, ele falou com o público de 400 pessoas sobre sua carreira, seu processo de criação e do disco Faro, seu último CD. Ele cria tanto que já tem em arquivo mais de 500 composições. Além de cantar, agora, prepara também um livro de poesias. Fotos do evento: Jackson Romanelli. Palco, plateia e equipe Vander Lee e Sempre Um Papo.
 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Enquanto Tecemos, em Mariana

A Odisseia de Homero e as histórias de seus personagens, Penélope e Ulisses são tecidas por Julia Panadés, Roberta Manata e Sérgio Penna no espetáculo “Enquanto Tecemos”, novo trabalho da Companhia Suspensa, que estreia no dia 16 de dezembro, quinta-feira, às 20h, no Teatro Sesi Mariana (Mariana/MG) – entrada gratuita. A narrativa é construída a partir de um conjunto de linguagens que une dança, textos, desenhos, objetos e sonoridades. Em cena, os artistas dialogam a partir de movimentos físicos que abordam diferentes humores, impulsos, temperamentos, conflitos e encontros da relação entre duas pessoas.

A montagem traz três personagens: Penélope, representada por Roberta Manata, Ulisses, interpretado por Sérgio Penna, e Atena, papel de Julia Panadés. “No texto, chamamos Penélope de ‘Ela’, Ulisses de ‘Alguém’ e Atena de ‘Eu’. ‘Ela’ e ‘Alguém’ vivem a aventura da espera e da ausência, e ‘Eu’ é uma Deusa que interfere na vida do casal, criando e projetando situações”, explica Roberta Manata. A bailarina completa que o espetáculo não é uma adaptação da obra, mas uma inspiração na situação de espera e solidão da história de Penélope e Ulisses. “O espetáculo nos faz pensar como viver juntos estando sós. Solidão que independe da distância e a ausência que evoca a presença. Essa narrativa se transforma em uma saga de aventura, na Odisséia da espera.”

As cenas são costuradas por textos desenhados ou escritos em projeção por Julia Panadés (Atena), de sua própria autoria, outrora dos poetas Ana Martins. Os textos falam das situações de espera, encontros e desencontros, das sagas e aventuras dos personagens. “São inspirados principalmente na espera de Penélope e na ausência de Ulisses”, esclarece Júlia. Sobre as linguagens utilizadas para a construção do espetáculo, Roberta Manata explica. “A dança aliada aos textos, desenhos e a música criam uma narrativa que nos possibilita contar a história de solidão de um casal separado pela espera.”

Os objetos, a música e os desenhos proporcionam concretude e texturas necessárias ao que se propõem o espetáculo. “A utilização de diversas linguagens surgiu naturalmente. Não houve ordem hierárquica. Os elementos e seus respectivos usos foram surgindo em conseqüência da narrativa e do roteiro. Os objetos, os textos, desenhos e a trilha sonora completam as cenas e ajudam a delinear a história contada. O cenário foi construído em função da narrativa”, detalha Roberta Manata.

“Enquanto Tecemos” é resultado do desejo dos bailarinos Roberta Manta (Companhia Suspensa) e Sérgio Penna e da artista plástica Julia Panadés, de experimentar um processo de montagem sem os limites rígidos das autorias e funções. “Os limites comumente estabelecidos em parcerias artísticas, acerca das funções e campos de ação de cada artista, foram flexivelmente permeados e alargados ao longo do processo. A admiração que sentíamos diante do processo criativo do outro produziu a aproximação e a interseção de potências inventivas distintas. E assim os desenhos surgiram nas mãos dos bailarinos, o movimento tornou-se poema escrito, os objetos pediram novas danças, e assim montaram o espetáculo”, diz Roberta.

Companhia Suspensa
A Companhia Suspensa trabalha, desde sua fundação, sob dois aspectos das artes cênicas: a dança e o circo contemporâneo. O grupo desenvolve projetos de pesquisa e interseções de linguagens do movimento tanto na criação de performances e espetáculos quanto em projetos educativos. Entre as montagens estão os espetáculos “Pouco Acima” – 2004 (indicado ao prêmio Usiminas Sinparc como melhor espetáculo de dança, melhor coreografia e melhor cenografia e premiado como melhor trilha sonora) e “De Peixes e Pássaros” – 2009. Realizaram a pesquisa “Sem os Pés no Chão” (2006) com publicação homônima e o projeto educativo “Objeto de Vôo” (2008) que gerou o DVD documentário de mesmo nome. Em 2009, realizaram um projeto de residência com o grupo inglês Scarabeus, que gerou a performance colaborativa, site specific na obra do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa Armatrux), sede em construção.
Dar pulso a objetos, estar suspenso, no ar, no chão, ver o mundo ao avesso; entender a relação com outro e com o espaço sob outras perspectivas: poesia, encontros, limites, vertigens, estranhezas e frustrações. Entendendo a arte como um campo aberto de possibilidades, a Companhia Suspensa trabalha sob uma perspectiva sutil e humana: movimento, pulsões, sensações, palavras, música, silêncio, corpo e imagem fazem do seu trabalho, construções cênicas que permitem leituras e percepções  diversas.
  
Fixa técnica
Concepção/Criação: Julia Panadés, Roberta Manata e Sérgio Penna
Proposição inicial: Roberta Manata
Direção de cena: Sérgio Penna
Bailarinos: Roberta Manata e Sérgio Penna
Performer: Julia Panadés
Direção de arte: Julia Panadés
Trilha original: Lenis Rino
Desenho e luz: Sérgio Penna
Figurinos: Gilda Quintão
Assistente de arte: Clarice Panadés
Soluções cenográficas: Paulo Waisberg
Textos: Ana Martins Marques e Julia Panadés
Assessoria de cena: Karina Collaço
Arte gráfica: Tana Guimarães Sobre foto de Clarice Panadés.
Técnico de montagem: Lourenço Marques
Coordenação de produção: Sheila Katz
Produção executiva e artística: Clarice Panadés
Auxiliar administrativo: Carlos Eduardo
Realização: Companhia Suspensa

Serviço
Companhia Suspensa estreia “Enquanto Tecemos”
Data/Horário:16 de dezembro, quinta-feira, às 20h
Endereço: Teatro SESI-Mariana - Rua Frei Durão, 22 - Centro - Mariana/MG
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Entrada franca - retirada do ingresso na portaria do teatro
Informações: (31) 3557 1041

Conversa com Laurentino Gomes

 

Por dois momentos, tive o prazer de mediar o debate de Laurentino Gomes com o público do Sempre Um Papo. Em BH, no Museu Inimá de Paula, em outubro, e em Araxá, no UniAraxá, em novembro. O evento tratou do novo livro do escritor e jornalista, "1822 - como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D.Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado".

Na foto, em Araxá, com Tarcísio, assessor de comunicação da CBMM, Kátia Lemos, diretora do UniAraxá e Carmem Gomes, companheira e agente literária de Laurentino.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ApromBH tem nova diretoria



Por unanimidade de votos, o advogado Luiz Fernando Valladão Nogueira é o presidente eleito da Associação dos Procuradores do Município de Belo Horizonte – ApromBH, para o biênio 2011/2012. “O primeiro passo à frente da entidade será a concretização da Escola Superior da Aprom, a Esaprom, que irá realizar encontros e cursos jurídicos em parceria com outras entidades de Minas, com o objetivo de preparar e profissionalizar ainda mais estudantes e profissionais da área jurídica”, adianta Valladão, que acumula mais de 20 anos de experiência no exercício da profissão.

O presidente anterior, advogado Fernando Couto Garcia, passa o cargo para a nova diretoria composta pelos advogados Márcio Santos, vice-presidente; Paulo Antônio Monteiro de Castro, diretor secretário; Marcelo Veiga Franco, diretor técnico-jurídico; Lucienne Pitchon, diretor social; e Gleyton Prado, diretor tesoureiro. A cerimônia de posse ocorre no dia 01 de dezembro, quarta-feira, às 19h, no Nacional Clube, Bairro Cidade Jardim.


Serviço:
Posse nova diretoria ApromBH
Data/Horário: 01 de dezembro, quarta-feira, às 19h
Local: Nacional Clube –Rua Josafá Belo, 100, bairro Cidade Jardim
Informações: (31) 3245.7018

Informações para a imprensa
Jozane Faleiro
(31) 8828 0906

Cristina Sanches
(31)  8219-4488 | 8489 2098
contato@cristinasanches.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Christiane Torloni em: A Loba de Ray-Ban

Em uma noite, um espetáculo de teatro é interrompido pela atriz principal, que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público. Escândalo. Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido e sua atual amante, ambos atores da sua Companhia Teatral. Um espetáculo que proporciona uma brilhante discussão sobre moral e relacionamento amoroso, no qual o público participa do cotidiano dos camarins e coxias de um teatro. E a plateia vai testemunhar um desafio de interpretação, vividos por Christiane Torloni como Julia Ferraz, a atriz-empresária, e por Leonardo Franco e Maria Maya, o ex-marido e a amante.  A Loba de Ray-Ban” fica em cartaz no Palácio das Artes, dias 04 e 05 de dezembro, sábado, às 21h e domingo, às 20h.

Este espetáculo encerra a programação do projeto Teatro em Movimento da Rubim Projetos e Produções, que visa incluir Belo Horizonte e cidades do interior no roteiro dos grandes espetáculos em cartaz no eixo Rio-São Paulo. “A Loba de Ray-Ban” conta com o apoio institucional do Instituto Unimed-BH e apoio cultural da Porto Seguro.

A montagem narra a história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade. Os personagens envolvidos são atores, fazem do teatro sua profissão e seu sacerdócio. São seres apaixonados e apaixonantes, são capazes de assumir a persona de verdadeiros monstros sagrados e resvalar o mais baixo do melodrama humano.  São objeto de curiosidade de todo tipo de voyerismo, portanto irresistíveis.

Nesta versão, passados 22 anos, os papéis se invertem. Christiane Torloni passa a fazer o papel que era de Raul Cortez. Leonardo Franco o que era de Christiane e o papel do jovem ator, representado por Leonardo, agora será feito pela jovem atriz Maria Maya.

Diretor José Possi Neto
Para o diretor José Possi Neto, a semelhança das duas montagens é o texto de Renato Borghi, apaixonado, contundente, ousado e desafiador. “As diferenças são todas. Eu não sou o mesmo Possi de 22 anos atrás, Christiane e Leonardo também não o são, crescemos e amadurecemos como artistas e como seres humanos. Versamos sobre o mesmo tema, A paixão, na vida e na profissão. Expomos cruamente um triângulo amoroso, mas a emoção que permeia este trabalho tem outro tônus comparado àquele que se instaurou na encenação de 87. Lidamos agora com outro triângulo de atores, portanto outra química se estabelece. Resultado previsto? Novas emoções, nova estética”, afirma o diretor.


Autor Renato Borghi
Renato Borghi conta que escreveu as duas versões na mesma época. Dina Sfat, que acompanhava algumas leituras durante a construção da versão masculina, lhe pediu para escrever uma versão feminina para ela. Borghi então resolveu transformar o Lobo em Loba. Entretanto, ao iniciar o trabalho, se viu diante de um grande desafio, pois não se tratava apenas de criar uma versão feminina e sim de reescrever todo o texto, já que o conflito passou a ser embasado por sentimentos completamente diferentes, uma vez que A Loba de Ray-Ban traz como protagonista uma mulher, ao invés de um homem. Além disto, se fez necessária uma pesquisa detalhada dentre alguns dos principais textos da dramaturgia mundial, pois para construir a sua LOBA, Renato teve que substituir referências e cenas de outras peças que utilizava no LOBO e que são fundamentais para fortalecer o conflito de seus personagens. Por exemplo; no Lobo, o espetáculo que a companhia representa é Ricardo III de W. Shakespeare. Na Loba é Medeia de Eurípedes. Em uma das principais cenas (a do teste), Renato utilizou, em o LOBO, “Eduardo II” de Shakespeare, e na LOBA, “As Criadas” de Jean Genet. “Quando o texto ficou pronto, oito meses depois, Dina estava muito doente e não tinha condições de encená-lo. Resolvi mostrar o texto ao Raul que o agarrou imediatamente - como um lobo”, completa Renato.

Ator e produtor Leonardo Franco
A primeira montagem foi um divisor de águas para o ator Leonardo Franco que viu sua vida profissional transformada após atuar ao lado de Raul Cortez. “Contracenar com Raul me deu coragem, me fez ter atitude e comprometimento com a arte de representar. Naquele momento soube que direcionaria minha vida profissional para a solidez e consistência, buscando sempre fazer as escolhas certas, mesmo que com isto o caminho ficasse mais longo”. Leonardo está atingindo seus objetivos - é o idealizador do Centro Cultural Solar de Botafogo, reduto de importantes montagens teatrais no Rio de Janeiro.

Atriz e produtora Christiane Torloni
Parceiros de palco na primeira e segunda encenação, Leonardo e Christiane são os produtores dessa montagem e consideram esse texto uma jóia da dramaturgia nacional. “O teatro é o personagem principal deste espetáculo. Ele nos permite a loucura, por isso nos salva. Os personagens são certos, errados, bonzinhos, bandidos... São lobos, lobas”, afirma Torloni. Sobre fazer as duas versões da peça ela diz que acontece uma coisa interessante que é como se acompanhasse a alma dos personagens por esses 22 anos de distância entre as duas montagens e percebe que a alma não tem sexo e que a sexualidade é um código.

Atriz Maria Maya
Maria Maya que entrou no elenco por meio de teste diz estar nessa peça por superposição mágica: “Eu cheguei através de um teste e quando fui escolhida ainda não havia a novela (Caminho das Índias). Foi uma casualidade de filha, na novela, virar amante de Christiane no espetáculo. A peça é como um drama, mas os personagens não são sofredores... É um drama contemporâneo”, opina.

Perguntados com qual sensação gostariam que o espectador saia do teatro, os três atores foram unânimes: “Com tesão!”.
  

FICHA TÉCNICA
Texto: RENATO BORGHI II Direção: JOSÉ POSSI NETO II Elenco: CHRISTIANE TORLONI, LEONARDO FRANCO, MARIA MAYA E RENATO DOBAL II Cenário: JEAN-PIERRE TORTIL II Figurino e Visagismo: FABIO NAMATAME II Iluminação: JOSÉ POSSI NETO II Trilha Sonora: TUNICA e ALINE MEYER II Preparação Corporal: SUZANA MAFRA II Programação Visual e Curadoria: DENISE MATTAR II Fotos: LUIZ TRIPOLLI E LENISE PINHEIRO II Direção de produção: ELZA COSTA e EDINHO RODRIGUES II Realização: CHRISTIANE TORLONI e LEONARDO FRANCO II Produção Local: RUBIM PRODUÇÕES II Assessora de imprensa local: JOZANE FALEIRO

Serviço
A Loba de Ray-Ban, com Christiane Torloni e elenco
Classificação: 14 anos
Duração: 100 minutos
Dias 04 e 05 de dezembro, sábado, às 21h e domingo, às 20h
Local: Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena 1537, Centro
Informações: 31 - 3236-7400
Ingressos: Plateia I - R$ 60,00 inteira – R$ 30,00 meia entrada (válida de acordo com a lei)
                     Plateia II – R$ 50,00 inteira – R$ 25,00 meia entrada (válida de acordo com a lei)
                     Blacão – R$ 40,00 inteira – R$ 20,00 meia entrada (válida de acordo com a lei)



Informações para a imprensa:
AB ComunicaçãoJozane Faleiro
(31) 32611501 / 92046367 – jozane@ab.inf.br

Festa dos advogados

Na próxima sexta-feira, dia 26 de novembro, seis das principais entidades que representam os advogados mineiros realizam um evento de confraternização de final de ano. O objetivo é proporcionar à categoria um momento de descontração e debate sobre os diversos assuntos que expuseram a classe durante 2010. “O momento da advocacia exige um debate e uma troca de ideias sobre a ética do profissional e a credibilidade do mesmo perante a sociedade. Além dos colegas veteranos, esperamos receber também um número grande de jovens advogados, porque é no âmbito das entidades que eles podem se relacionar e se sentirem mais estimulados no exercício da advocacia”, explica Luiz Fernando Valladão Nogueira, que assumirá a presidência da Associação dos Procuradores do Municício de Belo Horizonte (ApromBH) no dia 01 de dezembro.  A entidade agrega os advogados do município de Belo Horizonte com o objetivo de defender suas prerrogativas e reivindicar seus direitos. Além da Aprom, participam da organização do evento o Clube dos Advogados de Minas Gerais, o Instituto Brasileiro de Direito de Família – MG (IBDFAM-MG), a Associação Nacional dos Advogados da União – MG (ANAUni-MG) , a Associação dos Defensores Públicos -MG (Adep-MG),  Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG), a Associação Nacional dos Procuradores Federais (Anpaf) e Associação dos Advogados de Minas Gerais (AAMG). Na oportunidade, haverá sorteios de livros jurídicos de autores renomados nacionalmente.
  
Serviço:
Confraternização dos Advogados de Minas Gerais
Data/Horário: 26 de novembro, sexta-feira, às 21h
Local: Salão Júbilo – Rua Rio Negro 555, Bairro Prado
Convites e informações: (31) 33373087

Informações para a imprensa
Jozane Faleiro
(31) 8828 0906

Cristina Sanches
(31)  8219-4488 | 8489 2098
contato@cristinasanches.com

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Grande Volta em Brasilia

O projeto Teatro em Movimento, de Tatyana Rubim, com sede em Belo Horizonte, retorna a Brasília com o patrocínio da Norsul. O espetáculo escolhido para dar início à série de montagens que visitará a capital nacional é a comédia dramática “A Grande Volta”, do belga Serge Kribus, última tradução de Paulo Autran, que começou a preparar a sua montagem, em 2001. O grande sucesso de Visitando o Sr. Green acabou por mudar os planos de Autran. No entando, a montagem que tanto interessou o grande mestre ganhou direção de Marco Ricca e traz no elenco os atores Fúlvio Stefanini (indicado ao prêmio Shell de melhor ator em 2010) e Rodrigo Lombardi, que interpretam pai e filho, protagonistas de uma história que fala de amor, comprometimento, medo, solidão, sonhos, falhas e de um belo encontro. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Nacional, sala Villa Lobos, dias 27 e 28 de novembro, sábado e domingo.

A peça tem cenografia de André Cortez, figurinos de Letícia Barbiere, iluminação de Maneco Quinderé, trilha sonora de Eduardo Queiroz e produção de Germano Soares Baia e Giuliano Ricca. A Grande Volta (Le Grand Retour de Boris S.) foi escrita em 2000, sendo montada com sucesso de público e crítica na França, Bélgica, Suíça, Argentina, entre outros países. O espetáculo foi originalmente dirigido por Marcel Bluwal no Teatro de l’Œuvre, recebendo Prêmio Beaumarchais, Prêmio da Crítica, Prêmio da Francofonia da SACD, Prêmio Lucien Barrière e a nomeação para os Molières 2001.


SINOPSE
 O momento é de crise para o publicitário Henrique (Rodrigo Lombardi): ele acaba de perder o emprego, sua esposa o deixou levando o filho pequeno, e, para completar, seu pai Boris (Fúlvio Stefanini), sem aviso prévio, mudou-se para sua casa. Boris é um ator velho, ultrapassado, há muito tempo fora dos palcos, que acaba de ser chamado para viver um personagem clássico - e dos mais importantes da dramaturgia mundial: o Rei Lear, de Shakespeare.

A peça de Serge Kribus, tocante e muito bem construída, explora a relação entre pai e filho e as questões de identidade delas decorrentes. O tom às vezes irônico e rude leva, a uma profunda humanidade. Nós somos o que somos, mas também aquilo que os nossos pais nos transmitiram. Henrique não pode fugir de seu pai, apesar do profundo desejo que ele tem de distanciar-se dele. A verdade está aí, os dois homens se parecem. Como em um espelho, pai e filho devolvem um para o outro o mesmo discurso, os mesmos erros, o mesmo medo e a mesma loucura.

A história ameaça transformar-se em tragédia, porém, com sensatez, dela se afasta e se encontra na comédia dramática, com a densidade sentimental habilmente recheada de certeiros toques de humor.

FÚLVIO STEFANINI
Com mais de 50 anos de carreira, o ator paulistano tem seu nome associado a diversos espetáculos de grande sucesso no teatro: As Feiticeiras de Salém, Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera, Quem Tem Medo de Virginia Woolf ?, Oh! Que Delícia de Guerra, O Versátil Mr. Sloane, A Venerável Madame Goneau, Meno Male, Sua Excelência, o Candidato, Caixa 2 e Até que o Sexo nos Separe, entre muitos outros. Na televisão, a partir de 1956, foram dezenas de papéis em teleteatros, novelas e minisséries, alguns inesquecíveis como o conquistador Tonico Bastos, em Gabriela (1975).

RODRIGO LOMBARDI

Entrou para o Grupo Tapa em 1999, onde participou de espetáculos como A Mandrágora. Em 2006, fez parte do grande elenco de Ricardo III, dirigido por Jô Soares, e estrelado por Marco Ricca, Denise Fraga e Glória Menezes. Em televisão, teve imenso sucesso como o personagem Raj, em O Caminho das Índias, de Glória Perez. Atualmente, interpreta o executivo Mauro, em Passione, da TV Globo.

MARCO RICCA
Ator e diretor de teatro, cinema e televisão. No palco, como ator em Os Pequenos Burgueses, Dois Perdidos numa Noite Suja, A Gaivota, Closer, 3 Versões da Vida e Ricardo III. Como diretor de teatro, fez os espetáculos Ufa, que perigo; Brincando na Chuva, Oeste, O Afogado, Shopping e Fucking e Senhor das Flores. No cinema, como ator em O Caso Morel, O que é isso, companheiro, O Invasor, O casamento de Romeu e Julieta, O Coronel e o Lobisomem, Crime Delicado e A Via Láctea. Em 2009, dirigiu seu primeiro longa-metragem, Cabeça a Prêmio.

SERGE KRIBUS
Serge Kribus nasceu em 1962 na Bélgica. Estudou artes cênicas no conservatório de Bruxelas e em 1980 mudou-se para Paris, trabalhando com sucesso como ator, diretor de cinema e televisão, e dramaturgia. Recebeu inúmeros prêmios importantes, entre eles o Prêmio Molière de melhor Autor, e o principal prêmio da Sociedade de Autores Franceses. Serge Kribus recebeu em 2006 o prêmio Teatro de SACD para L’Amérique, peça para a qual ele foi nomeado para os Molières em 2006 na categoria Melhor autor. Seu último texto Infamies acabou de ser lido na Comédie Française no âmbito Das Pequenas Formas da Comédia Francesa.

FICHA TÉCNICA: Texto: Serge Kribus / Tradução: Paulo Autran / Direção: Marco Ricca / Elenco: Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi / Cenografia: André Cortez / Figurinos: Leticia Barbiere / Iluminação: Maneco Quinderé / Trilha Sonora: Eduardo Queiroz / Fotos: João Caldas / Fotos de Estúdio: Jairo Goldflus / Programação Visual:  Bummub / Assistente de Direção: Luciana Azevedo / contrarregra: Renato Orbite /técnico de Luz: Adriano Tosta / técnico de som: Felipe Alexandre / Camareira: Conceição Telles / Lei Rouanet: Sonia Odila / Administração Financeira: Argemiro Meirelles Neto /  Assistente de Produção: Thiago Oliveira / Produção Executiva: Carmem Oliveira / Produtores associados: Germano Soares Baia e Giuliano Ricca / Realização: Ricca Produções Artísticas / Produção local: Rubim Produções

SERVIÇO: A Grande Volta
Duração: 75 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Dia/Hora: dias 27 e 28 de novembro, sábado às 21h e domingo às 20h
Local: Teatro Nacional – sala Villa Lobos (Setor Cultural Norte Via N 2 - em frente ao Conjunto Nacional de Brasília)
Informações: (61) 3325.6239
Ingressos: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia entrada

Assinantes do Correio Brasiliense pagam têm 50% no valor do ingresso.

Informações para a imprensa:
Jozane Faleiro (31) 3261.1501 / (31) 9204.6367 

Marisa Orth canta em BH


Marisa Orth volta aos palcos de Minas Gerais com o show inédito ‘Romance’, que mistura música, texto, improvisação, emoção e humor, muito humor. No roteiro, canções que vão de Hildon à Tim Maia, de André Abujamra à Roberto Carlos, passando por Rita Lee, Erasmo Carlos e tantos outros que traduzem em suas composições as dores e delícias de uma história de amor. Com direção geral de Natália Barros, ex-integrante da Banda Luni, grande sucesso nos anos 80 da qual Marisa Orth também participava, o ‘Romance’ resgata as histórias de amor versadas nas letras das músicas que cantamos e que muitas vezes não notamos o romantismo nelas contido. Objetos de cena do acervo pessoal de Humberto e Fernando Campana e os figurinos de Fábio Namatame completam a viagem que o show se propõe. No palco, Orth é acompanhada pelos músicos Marcos Camarano (guitarra), Alê Prade (teclados), Paulo Bira (baixo), Carneiro Sândalo (bateria) e Hugo Hori (sopros). O show ‘Romance’ tem única apresentação no Palácio das Artes, dia 20 de novembro, sábado, às 21h. No domingo, dia 21, é a vez de Nova Lima receber Marisa Orth, às 20h30, no Teatro Manoel Franzen de Lima.  A apresentação em BH tem o apoio institucional do Instituto Unimed-BH.

A montagem estreou em 12 de junho de 2008, no Café Uranus, na Barra Funda em São Paulo, espaço que remete a um cabaré. A idéia inicial do projeto, foi de uma peça de teatro apresentada como um musical. Mas com o sucesso, acabou, também, gerando um CD de estreia intitulado Romance Vol. II, lançado em agosto de 2009. Por ser uma peça de teatro musical, entre uma música e outra, Marisa Orth conversa, interage e brinca com o público.

Romance, por Marisa Orth

Escolhi músicas que falam de amor.  Todas na primeira pessoa. A idéia, inspirada em mim mesma e na data de estreia, o dia dos namorados, é falar de romance... As historinhas que inventamos, aquelas que vivemos e as histórias que gostaríamos de ter vivido. As canções, em sua maioria populares brasileiras, versando sobre os vários momentos de vida pelos quais passamos.  Atire a primeira pedra quem nunca os viveu. Humor, participação da platéia e momentos de emoção de verdade são a nossa despretensiosa intenção. Entremeando as canções, um pouco de conversa e improviso. As músicas? Tim Maia, Rita Lee, Hildon, André Abujamra, Erasmo Carlos... Para mim é puro prazer.  Por isso mesmo o maior desafio. E, é claro, que tem que ter final feliz, como toda bela história de amor.  E, se estivermos juntos, melhor... muito melhor. Obrigada pela atenção!

Ficha Técnica:

Argumento e voz: Marisa Orth II Direção Geral: Natalia Barros II Teclados: Alê Prade II Bateria: Carneiro Sândalo II Baixo Acústico: Paulo Bira II Guitarra: Marco Camarano II Sopros: Hugo Hori/Fernando Bastos II Roadies: Eduardo Ohata II Fotos: Priscila Prade II Camareira: Luana Santos II Objetos de cena: Acervo pessoal Humberto e Fernando Campana II Móbile: Mana Bernardes II Projeto gráfico: Sis Estudio  Fotos Priscila Prade  Figurinos: Fábio Namatame II Textos: Teté Martinho  
Iluminação: Jairo Mattos II Assessoria Jurídica: Francez e Alonso Advogados II Produção Executiva: Andréa Francez e Priscila Prade  Produção: Nicinha Produções Artísticas e Super Amigos Produções Culturais  II Produção local: Rubim Produções II Assessora de imprensa local: Jozane Faleiro

Serviço BH: Romance, com Marisa Orth
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
Dia 20 de novembro, sábado, ás 21h
Local: Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena 1537, Centro
Informações: 31 - 3236-7400
Ingressos: R$ 60,00 inteira – R$ 30,00 meia entrada (válida de acordo com a lei)

Serviço Nova Lima: Romance, com Marisa Orth
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos
Dia 21 de novembro, domingo, ás 20h30
Local: Teatro Manoel Franzen de Lima – Praça Bernardino Lima, s/n, Centro
Informações: 31 - 35425949
Ingressos: R$ 40,00 inteira – R$ 20,00 meia entrada (válida de acordo com a lei)


Informações para a imprensa
AB Comunicação – Jozane Faleiro
(31) 32611501 / 92046367

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Denise Fraga em BH

A atriz esteve em BH, Nova Lima e Timóteo a convite do Sempre Um Papo para lançar "Travessuras de Mãe". Antes do bate-papo na capital mineira, em outubro de 2010, ela falou com a TV Minas, esteve no Tutti Maravilha e na Rádio Itatiaia. Recebeu Globo, Rádio Guarani e TV Record. Confira as fotos de bastidor.



 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cobertura Uai Folia 2010

Estive em cobertura do Uai Folia 2010 para a revista Contigo! Abaixo, algumas fotos de bastidores. Nem precisa de legenda! Imagens de Rafael Campos.

Impressionante o gás dos foliões.




Marieta Severo e Andréa Beltrão em BH

Estou na assessoria de mais um espetáculo bastante esperado em BH. Trata-se de As Centenárias, estrelado por Marieta Severo e Andréa Beltrão, que estreou em 2007. Em cartaz no Palácio das Artes, no próximo final de semana, dias 30 e 31 de outubro e 01 de novembro. 

Veja o release da montagem

A BR Distribuidora apresenta em BH o premiado espetáculo “As Centenárias”, com  Marieta Severo, Andréa Beltrão e Sálvio Moll, no elenco, sendo texto de Newton Moreno e direção de Aderbal Freire-Filho. Trata-se de uma montagem teatral vitoriosa que, desde setembro de 2007, quando estreou no Teatro Poeira no Rio de Janeiro, vem lotando todas as salas onde se apresenta. Ao longo destes três anos de carreira, mais de 100 mil espectadores já aplaudiram de pé esta comédia brasileira que conta a saga de Socorro e Zaninha, duas carpideiras do sertão nordestino. A peça faz curta temporada no Palácio das Artes, dias 30 e 31 de outubro sábado (às 21h) e domingo (às 20h) e 01 de novembro, segunda-feira (às 21h).

Em 2009 o espetáculo realizou uma temporada de enorme sucesso, em São Paulo, no Teatro Raul Cortez durante quatro meses. A crítica de teatro BÁRBARA HELIODORA dedicou uma página inteira no caderno de cultura do jornal O GLOBO, considerando o espetáculo como O MAIS ALEGRE DO ANO.
A Peça
Na peça AS CENTENÁRIAS o autor explora o tema da morte, seus ritos e as personagens que a tradição popular evoca. Há um vasto repertório de causos em que se registra a dupla e importante missão das carpideiras dentro do ritual da morte. Elas devem confortar os familiares e tentar enganar a indesejada, ludibriar a dita-cuja, aplicando todo o seu saber fundado na esperteza e na dissimulação. Dizem que são centenárias, que nunca morrem porque fizeram pacto com a “Patroa”. São também chamadas de as choronas e carregam um lenço imenso nas mãos, sinal das lágrimas que devem verter... A tradição do carpir é milenar; no Brasil, quase em extinção, mas, por ser um ofício fortemente codificado, guarda um ritual de grande teatralidade. O carpir é também próprio do universo feminino, maternal, do acarinhar, cuidar da morte de cada defunto como um filho. Por isso, a maternidade é, de alguma forma, um dos eixos da peça. Socorro e Zaninha, carpideiras centenárias, são amigas e companheiras de ofício, ajudam-se nas artimanhas e tramas; a amizade é também um tema muito forte na peça. No palco, serão representadas por MARIETA SEVERO e ANDREA BELTRÃO, em espetáculo produzido pelo TEATRO POEIRA, com direção de ADERBAL FREIRE-FILHO.
A PEÇA APRESENTA-SE EM DOIS TEMPOS:
1921
As personagens se conhecem e começam a amizade. Zaninha viu Socorro carpir sua mãe e decidiu seguir o ofício; aproxima-se dela para ser sua parceira. Até que a Morte faz um estranho pedido. Aqui Socorro tem 25 anos e Zaninha, 20 anos.
2006
Num velório, Socorro e Zaninha esperam um defunto que não chega. Durante esse tempo, recordam antigos velórios. Narram como cada um chegou àquela morte. Bebem boa parte da pinga servida e acendem suas memórias destes quase cem anos de carpir. O velório no puteiro, o Coronel que quer comunicar-se com a amante devassa, o velório do cachorro baitola, o velório da milagrosa Flor, o palhaço enterrado com nariz, as artimanhas de Cleide para chegar perto de Jesus... Até que a Morte faz um estranho pedido.
Às atrizes Marieta e Andrea cabe um duplo exercício: transitar da faixa da juventude (1921) para a velhice (2006), da fase do agir sobre o mundo (1921) para a fase do recordar e refletir (2006) ou ainda do diálogo (1921) para o contar (2006).
Personagens:
SOCORRO (Marieta Severo) - Carpideira mais experiente, chora só o necessário. Mestre da relação. Sábia e maternal.
ZANINHA (Andréa Beltrão) - Carpideira mais jovem, desaba em rios de lágrimas. Aprendiz. Glutona e voluntariosa.
A inspiração para as estórias está em alguns dos contos já publicados em livro (ÓPERA) pelo autor e em depoimentos de populares da cidade do Recife, durante pesquisa realizada para o espetáculo assombrações do Recife velho. Há um campo do imaginário popular muito presente, destacando-se o material recolhido por Luiz da Câmara Cascudo e Mario Souto Maior.
Serviço: “As Centenárias” em BH
Data/horário: 30 de outubro a 01 de novembro - sábado e segunda às 21h e domingo às 20h.
Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 meia-entrada (válida de acordo com a Lei)
Local: Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena 1537, Centro
Info.: 3236.7400
Classificação: 10 anos
Prêmios:
2007
PRÊMIO SHELL
MELHOR AUTOR: NEWTON MORENO
MELHOR ATRIZ: ANDRÉA BELTRÃO
MELHOR CENÁRIO:FERNANDO MELLO DA COSTA E ROSTAND ALBUQUERQUE
PRÊMIO QUALIDADE BRASIL
MELHOR ATRIZ: MARIETA SEVERO
MELHOR DIRETOR: ADERBAL FREIRE-FILHO
MELHOR ESPETÁCULO DE COMÉDIA 2008
2008
PRÊMIO CONTIGO
MELHOR ATRIZ: ANDREA BELTRÃO
MELHOR ESPETÁCULO DE COMÉDIA: JÚRI OFICIAL e VOTO POPULAR
MELHOR AUTOR: NEWTON MORENO
PRÊMIO APTR
MELHOR ATRIZ: ANDREA BELTRÃO
Marieta Severo:
Estreou no teatro em 1965. Participou posteriormente de espetáculos marcantes como: Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, Onde Canta o Sabiá, Roda Viva, Desgraças de uma Criança, Os Saltimbancos, Ópera do Malandro, Antígona, Torre de Babel, Os Solitários, Quem tem Medo de Virgínia Woolf, Sonata de Outono. Por seu trabalho em A Estrela do Lar, conquistou o Mambembe, o Molière e o prêmio Shell. Sua atuação em No Natal a Gente Vem te Buscar foi duplamente premiada: Mambembe e Molière, ambos em 1981. Marieta é atriz e produtora de espetáculos muito importantes, alguns inesquecíveis, contando sempre com a parceria de prestigiados diretores: Gianni Ratto, Paulo Affonso Grisolli, José Celso Martinez Corrêa, Luís Antônio Martinez Corrêa, João das Neves, Antônio Pedro, Naum Alves de Souza, Felipe Hirsh, Mauro Rasi, João Falcão, Aderbal Freire-Filho e tantos outros.
No cinema, tem sido atriz muito presente. Nos anos oitenta, atuou nos filmes O Corpo, O Homem da Capa Preta; além desses, Com Licença, Eu vou à Luta e Sonho sem Fim com os quais conquistou o prêmio Kikito. No início dos anos noventa, foi Carlota Joaquina, o filme, ao qual se seguiram: Vai Trabalhar Vagabundo II, Castelo Rá-tim-bum, As Três Marias e Quase Irmãos. Seus trabalhos mais recentes são Cazuza e A Dona da História. Destacou-se no premiado curta-metragem A Espera, com o qual ganhou o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado de 1986; atuou, ainda, em A Porta Aberta, Por Dúvida das Vias e O Diário Noturno. Foi homenageada com o Troféu Oscarito de Cinema. Na TV, além das telenovelas, participou de episódios da série Comédia da Vida Privada; atualmente integra o elenco de comediantes de A Grande Família, um dos programas mais populares da televisão brasileira, no papel de Dona Nenê.
Andrea Beltrão:
Iniciou sua carreira de atriz na Escola de Teatro Tablado. Atuou em vários grupos de teatro infantil, infanto-juvenil e adulto: Arco da Velha, Manhas & Manias e Manhas de Cabaré. Participou, como atriz e produtora, dos espetáculos:             O Amigo da Onça, A Estrela do Lar, A Dona da História, Memória da Água, A Prova, Como Aprendi a Dirigir um Carro, Sonata de Outono, entre outros. No cinema , estreou em Garota Dourada; atuou em alguns títulos do “terrir” (As Sete Vampiras e Escorpião Escarlate) e, ainda, em O Rei do Rio, Minas Texas, A Cor do seu Destino, Roque Estrela, Vai Trabalhar Vagabundo 2, Pequeno Dicionário Amoroso. Mais recentemente, em A Partilha e Cazuza. Destacou-se na televisão com o papel de Zelda Scott, em Armação Ilimitada, série que durou quatro anos. A esses se seguiram muitos outros personagens de telenovelas e seriados: Rainha da Sucata, Pedra sobre Pedra, Radical-Chic, Comédia da Vida Privada, As Filhas da Mãe, A Grande Família e As 50 Leis do Amor e Os Aspones.
Andréa Beltrão é atriz de cinema premiada como  melhor atriz coadjuvante no II Festival Rio-Cine de Cinema (As sete Vampiras) e no Festival de Cinema de Brasília (Vai Trabalhar Vagabundo 2). Com o filme Escorpião Escarlate, melhor atriz no Festival de Cinema de Natal e com Minas Texas, melhor atriz no Festival de Cinema de Brasília. Pelo trabalho no curta-metragem Garganta levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado. Em 2003, conquistaria, ainda, os prêmios Shell de melhor atriz (A Prova) e Maria Clara Machado (Eu e Meu Guarda-Chuva).
Sávio Moll:
2007 e 2006O Púcaro Búlgaro – romance de Campos de Carvalho e encenado por Aderbal Freire Filho, com produção do Teatro Poeira. 2007 – O que diz Molero – romance de Dinis Machado encenado por Aderbal Freire Filho, que realizou temporada no Teatro Maria II, em Lisboa – Portugal em janeiro de 2007. 2007 e 2005 – Protagonizou A Incrível Confeitaria do Senhor Pellica – autoria e direção de Pedro Brício. O espetáculo teve duas temporadas no Rio de Janeiro e permaneceu em cartaz no ano de 2006 na cidade de São Paulo e teve cinco indicações para o prêmio pelo Júri do Prêmio Shell de Teatro. (Atualmente foi selecionada pela caravana Petrobrás para circular em 5 cidades no mês de março de 2007).
2006 – Estreou o espetáculo Inventário – Aquilo que seria esquecido se a gente não contasse. Montagem que conta com uma dramaturgia específica de transposição do trabalho realizado pelos palhaços dos Doutores da Alegria dentro dos hospitais para o palco. Duas temporadas no Rio de Janeiro e participação no FIT – Festival Internacional de Londrina. (Atualmente o espetáculo está selecionado para a mostra FestClown em Brasília nos dias 31 de março e 01 de abril de 2007). 2004 – Minha’lma é Imortal no Centro Cultural Banco do Brasil na mostra do repertório de 15 anos da Cia. de Teatro Autônomo, sob direção de Jeferson Miranda. 2001 – Farsa da Boa Preguiça de Ariano Suassuna, com a Confraria da Paixão e direção de Elza de Andrade – Foi convidado para protagonizar o espetáculo no papel – Joaquim Simão. Espetáculo foi considerado pelo jornal O Globo como os dez melhores espetáculos do ano. Além de outros espetáculos como O Mambembe – dir. Amir Haddad; Macbeth – A Tragédia da Ambição – dir. Dácio Lima; Escorial – texto de Michel de Guelderode, os espetáculos infantis – A História de Tony e Clóvis; O Pastelão e a Torta, O Homem que Calculava com indicação ao Prêmio Mambembe e o curta metragem A Última Canção da Terra – Luis Carlos Perseganni.
Aderbal Freire-Filho:
Criou a maioria dos seus espetáculos no Rio de Janeiro, a partir de 1972. Dirigiu também em outras cidades do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre). Em Montevidéu, com os elencos da Comedia Nacional del Uruguay e da Institución Teatral el Galpón montou outros espetáculos, bem como em Buenos Aires, Amsterdã e Madri. Recebeu os prêmios Molière, Shell (em 2003 e 2004), Golfinho de Ouro, Mambembe, entre outros.
Alguns de seus espetáculos mais conhecidos são: Mão na Luva(Oduvaldo Vianna Filho); A Morte de Danton (Buchner); As You Like It (Shakespeare); Turandot ou O Congresso dos Iintelectuais (Brecht); Senhora dos Afogados (Nelson Rodrigues); Luces de Bohemia (Valle-Inclán); O Homem que Viu o Disco Voador (Flavio Marcio); Casa de Boneca (Ibsen); Tio Vania (Tchecov); A Prova; Sonata de Outono; O que Diz Molero e O Púcaro Búlgaro (em cartaz). Criou, em 1990, o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. Além de diretor, é também autor de O Tiro que Mudou a História (em parceria com Carlos Eduardo Novaes), No Verão de 1996…, Xambudo, Isabel, Cão Coisa e a Coisa Homem, peças já encenadas. Publicou Conversaciones com un Director de Teatro, com o crítico Rubén Castillo, em Montevidéu (Ed. Banda Oriental) e assina artigos em revistas nacionais e estrangeiras. Foi coordenador da comissão que projetou o Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1994 a 1999, foi membro do Conselho Assessor do Festival Iberoamericano de Teatro, de Cádiz, Espanha. Tem espetáculos incluídos na Enciclopédie mondiale des arts du spectacle dans la seconde moitié du XXe. Siècle, La scène moderne (Éditions Carré, Paris, 1997).
Newton Moreno:
Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp e Mestre pela USP. Em 2001, encenou seu primeiro texto Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada, que cumpriu temporada no TUSP e no Teatro Sérgio Cardoso entre 2001 e 2003. É autor de Dentro(que participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI em 2002) e A Cicatriz é a Flor. Estes dois textos juntos compõem a primeira etapa do Projeto Carne/Body Art e foram encenados no Teatro de Arena de maio a junho de 2004. Autor de Agreste, encenado em São Paulo pela Cia. Razões Inversas, com direção de Marcio Aurélio. Com esse texto, ganhou os Prêmios Shell e APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) de melhor autor em 2004. Ganhador de Bolsa Vitae de Artes para realizar livre adaptação teatral do livro Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freyre.
A peça está sendo apresentada pelo grupo Os Fofos Encenam, com apoio da Lei de Fomento da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo e ganhou o Prêmio Qualidade Brasil 2005 de Melhor Espetáculo, Direção e Ator na categoria Comédia. Recebeu indicações ao Prêmio Shell de Teatro de 2005 para direção, iluminação e música. Desenvolveu, juntamente com Antônio Rogério Toscano, texto para espetáculo do Núcleo Experimental do SESI, com a coordenação de Georgette Fadel, Santa Luzia Passou por Aqui com Seu Cavalinho Comendo Capim. A Refeição (resultado da oficina de dramaturgia ministrada pelo Royal Court Theatre em 2004, em São Paulo, e em 2005, em Londres), The Célio Cruz Show, Jacinta, Ivan & Isabel e Berço de Pedra são textos ainda inéditos do autor.