segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Aspas de Daniella Cicarelli


Conversei com Daniela Cicarelli no final do ano passado em Belo Horizonte, quando desfilou em um dos coletivos do Minas Trend Preview Outono Inverno 2010. Na mesma semana em que lançou seu programa Zero Bala, na TV Band. Abaixo, algumas aspas da modelo, maratonista, ex- Ronaldo Fenômeno , ex-MTV e super alvo de paparazzi e escândalos. Muito simpática com a imprensa que aguardava do lado de fora de seu camarim, recebeu cada jornalista individualmente. Hoje, o programa da Band vai bem de audiência e a esportista vai correr na Maratona de Berlim, na Alemanha, que ocorre em setembro de 2010.

Minas
“Comecei minha carreira em Belo Horizonte. Eu acompanho o que é o produzido na cidade. Nos desfiles pelo país, quando chego no meu camarim e vejo que a etiqueta é de BH eu vibro, acho muito legal. Gosto muito da Printing, da Colven que é uma marca de tricot super bacana. Já trabalhei em várias fábricas daqui. Foram anos para a Alphorria e Patachou, tenho um carinho enorme por essas marcas. Sempre que venho, visito a família, vou correndo ver minha avó antes de voltar para São Paulo, onde moro. Na minha mala não pode faltar um bom jeans para levar para todo lado.”

Expectativas
“Eu não fico com expectiva, porque ela anda juntinha com a frustação. Não coloco expectativa, mas objetivos. Para mim é um grande momento, é um momento que estou feliz, que estou confiante. Tem várias coisas diferentes da outra vez (referindo-se ao programa “Quem pode mais”), eu volto de novo aos domingos. Eu quero pensar dentro do parâmetro da Band. Ela já tem um Ibope agregado, todo emissora já tem. Na verdade não tenho medo do domingo, estar do lado dos grandes apresentadores que estão na TV no domingo para mim é uma honra, não uma concorrência. Na verdade eu penso: “gente, estou junto com ele, não acredito, que delícia”.

Ao vivo
“O vivo te deixa mais confiante, acho que você está ali de corpo e alma, não é como o gravado, que te possibilita pensar em gravar de novo se você não está bem. E eu já fazia vivo do Beija Sapo, da MTV, uma ou duas vezes por mês. E é uma delícia, esse é completamente diferente. Mas imagina, se eu dominava um programa com 80 adolescentes aos berros, fazendo uma bagunça, todo mundo começava a se beijar e era uma loucura. O Zero Bala não tem plateia. Mas vou lidar direto com o público, que ja é pré selecionado. Isso porque temos que saber se o carro está legal, se não está em inventário, se tem multas, taxas etc.

Zero Bala
“As pessoas têm que levar um carro bem capenga, se tiver, por exemplo, um retrovisor caindo é ainda mais engraçado. O programa vai pegar porque o carro é um xodó do brasileiro. Além de ter o lado social da doação do carro velho. Antes que ia apresentar comigo era o Felipe Andreoli, mas ele cobre esporte no CQC da Band, daí ficaria muito difícil para ele porque geralmente os jogos ocorrem no domingo. Ele ficou super triste, queria fazer, eu também, mas o Otávio Mesquita também é ótimo. Acho que a melhor qualidade que a pessoa tem é ser do bem, o resto você ensaia, pilota...”

Na geladeira
“Referente as críticas que recebi dizendo que eu estava na geladeira, eu não me importei, porque na verdade desde de fevereiro eu estava escalada para esse projeto. Ele foi se concretizando, com a agregação das empresas. Eu prefiro mil vezes, fazer um projeto, aguardar para entrar no ar, do que estar no ar por estar, para dizer que estou “dando pinta”. Eu estava tranquila porque eu já sabia que ia surgir. Paralelamente, eu segui com meus projetos de modelo, de gravação de campanhas, com minha faculdade de direito, com meu esporte que eu amo que é o triatlon, mas meu amor é a corrida.”

MTV
“A MTV foi onde comecei. Tenho um carinho com a MTV para o resto da vida. Eu tinha 22 anos, hoje tenho 29, eu estava no lugar certo, no programa certo.”

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Conversa com Isabela Scalabrini

Em entrevista que realizei para a revista Contigo! a jornalista da Rede Globo conta como foi a mudança do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, a adaptação na cidade, fala da família e do dia a dia na Globo Minas. A publicação está nas bancas e também disponível na web. Leia a matéria publicada hoje.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O filme de Lula

"Lula, o filho do Brasil" está em cartaz desde o dia primeiro de janeiro. Há rumores de que a bilheteria não vai tão bem quanto o esperado. E pode piorar, já que em todas as esquinas das médias e grandes cidades já é possível comprar uma cópia por até R$2,50 - é a pirataria que também atinge ao presidente. O investimento de R$ 18 milhões, logo no início da trama, é avisado de que foi conseguido sem dinheiro público. "Este projeto foi realizado graças aos patrocinadores", diz um off.

O filme é uma oportunidade de público brasileiro ver na telona a história do nordestino nascido em 1945, nos cafundés da seca. Algumas cenas são curiosas como a perda do dedo, a correria no meio da noite para se salvar com a família de uma enchente, a morte da primeira mulher quase que por falta de atendimento médico, o pai alcoólatra, a mãe que cria os vários filhos sozinha, etc. Fatos que ainda são recorrentes na vida de brasileiros pobres. As cenas estão amarradas, excelente continuidade, muito drama - não me convence que na vida real ele chorou tanto como no filme. Isso o aproxima de uma novela, tudo muito explicado, nada subentendido, nada nas entrelinhas. É um filme didático, com princípio, meio e fim. Daqueles que você já sabe o final, mas quer saber como ele vai ser contado. Se falarmos de estrelas para recomendar, arrisco três.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Suspensa no Verão


Dança, teatro e circo estão juntos no espetáculo “De Peixes e Pássaros”, da Cia Suspensa e que o público terá a oportunidade de assistir dentro da programação do Verão Arte Contemporânea (VAC), dias 05 e 06 de fevereiro – sexta e sábado. As apresentações marcam o início da mudança do grupo para a nova sede, o espaço C.A.S.A (Centro de Artes Suspensa Armatrux), localizado no Vale do Sol, condomínio próximo a Belo Horizonte. O local está em fase final de obras, mas já é utilizado para apresentações culturais desde 2007.

“De Peixes e Pássaros” traz três atores em cena – Patrícia Manata, Tana Guimarães e Lourenço Marques, também responsáveis pela criação da montagem, sob a direção de Tarcísio Ramos Homem. São sete quadros, idealizados a partir das obras do artista plástico Marc Chagall. Em cena, bailarinos dançam em lugares suspensos, como trapézios, bancos, colchões, ora apoiados por cordas e roldanas.

Leia matéria do jornal Estado de Minas e Portal Uai, publicada à época da estreia da montagem.

Serviço
Cia Suspensa apresenta – “De Peixes e Pássaros”
Dias/Hora: 05 e 06 de fevereiro – sexta e sábado, às 21h
Ingressos: R$12,00 (inteira) e R$6,00 (meia)
Local: C.A.S.A Centro de Artes Suspensa e Armatrux) – R. Himalaia, 169, Vale do Sol, Nova Lima


Assessoria de imprensa: Jozane Faleiro (31) 3261.1501

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Aspas de Caio Fernando Abreu

(..) "É que nossa "profissão" (aspas intencionais & irônicas) de escritor na verdade não tem muitas vantagens objetivas. Até hoje, cinco livros publicados, 34 anos, me debato todos os dias para sobreviver e para não desistir. Nélida Piñon costuma dizer que, de alguma forma, todos os dias alguém bate à nossa porta e nos convida a desistir. Não desitimos de teima quem sabe até mesmo burra. Mas gosto do seu Caminhando na chuva (...)". Trecho da carta de Caio Fernando de Abreu a Charles Kiefer, em 16-11-1982. Está no livro Cartas - Caio Fernando Abreu (Editora Aeroplano), organizado por Italo Moriconi.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vitória tem seus encantos




A pequena capital do Espírito Santo traz, além de praias ao redor da Ilha, programação cultural. Passei sete dias na cidade e recomendo: visita ao Museu da Vale, que fica a beira mar e tem um restaurante café bem aconchegante. Até o dia 21 de fevereiro é possível visitar a exposição "Salas e Abismos", de Waltercio Caldas. A montagem reúne nove instalações maravilhosas. Oportunidade única apreciar o trabalho deste artista que possui obras nos principais museus do mundo e do Brasil, como o MOMA, de Nova York, e Museu de Arte Moderna de São Paulo e Rio de Janeiro.

Outra dica é o Horto Mercado. São 20 lojas, incluindo de artesanatos, bares e restaurantes. Ideal para o fim de tarde, com ar condicionado e bebida gelada. Experimentei um dos melhores mojitos no Panela Capixaba.

Bem perto de Vitória, em Vila Velha, está o Convento da Penha com uma vista maravilhosa da cidade. Uma vez na cidade, passe pela fábrica de chocolates Garoto . É preciso agendar visita para quem deseja conhecer a produção. Mas há uma big loja aberta ao público cheia de delícias.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os melhores livros da década

Nesta semana, o jornal O Globo apresentou sua lista dos dez melhores livros de ficção ou poesia publicados por autores brasileiros nos anos 2000. Dez dos mais importantes críticos literários do país fizeram a eleição. Pela ordem dos mais votados, temos: Dois irmãos (Companhia das Letras - 2000, 266 pp., R$ 44,50), de Milton Hatoum, seis votos; Nove noites (Companhia das Letras - 2002, 152 pp., R$ 19 – 2006 Ed.Bolso), de Bernardo Carvalho, cinco; O voo da madrugada (Companhia das Letras - 2003, 248 pp., R$ 44,50), de Sérgio Sant’Anna, e Eles eram muitos cavalos (Record - 2007, 160 pp., R$ 32,90 ), de Luiz Ruffato, empatados com quatro; Elefante (Companhia das Letras - 2000, 152 pp., R$ 38), de Francisco Alvim, Máquina de escrever (Nova Fronteira – 2003, 608 pp.), de Armando Freitas Filho, Acenos e afagos (Record 2008, 208 pp., R$ 32,90), de João Gilberto Noll e O filho eterno (Record - 2007, 224 pp., R$ 39,90), de Cristovão Tezza, com três votos cada; e Um defeito de cor (Record - 2006, 952 pp., R$ 82,90), de Ana Maria Gonçalves, e Leite derramado (Companhia das Letras - 2009, 224 pp., R$ 36), de Chico Buarque, com dois votos - ambos estavam empatados com outros cinco livros, e foram escolhidos numa segunda rodada.