segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Marieta Severo e Andréa Beltrão em BH

Estou na assessoria de mais um espetáculo bastante esperado em BH. Trata-se de As Centenárias, estrelado por Marieta Severo e Andréa Beltrão, que estreou em 2007. Em cartaz no Palácio das Artes, no próximo final de semana, dias 30 e 31 de outubro e 01 de novembro. 

Veja o release da montagem

A BR Distribuidora apresenta em BH o premiado espetáculo “As Centenárias”, com  Marieta Severo, Andréa Beltrão e Sálvio Moll, no elenco, sendo texto de Newton Moreno e direção de Aderbal Freire-Filho. Trata-se de uma montagem teatral vitoriosa que, desde setembro de 2007, quando estreou no Teatro Poeira no Rio de Janeiro, vem lotando todas as salas onde se apresenta. Ao longo destes três anos de carreira, mais de 100 mil espectadores já aplaudiram de pé esta comédia brasileira que conta a saga de Socorro e Zaninha, duas carpideiras do sertão nordestino. A peça faz curta temporada no Palácio das Artes, dias 30 e 31 de outubro sábado (às 21h) e domingo (às 20h) e 01 de novembro, segunda-feira (às 21h).

Em 2009 o espetáculo realizou uma temporada de enorme sucesso, em São Paulo, no Teatro Raul Cortez durante quatro meses. A crítica de teatro BÁRBARA HELIODORA dedicou uma página inteira no caderno de cultura do jornal O GLOBO, considerando o espetáculo como O MAIS ALEGRE DO ANO.
A Peça
Na peça AS CENTENÁRIAS o autor explora o tema da morte, seus ritos e as personagens que a tradição popular evoca. Há um vasto repertório de causos em que se registra a dupla e importante missão das carpideiras dentro do ritual da morte. Elas devem confortar os familiares e tentar enganar a indesejada, ludibriar a dita-cuja, aplicando todo o seu saber fundado na esperteza e na dissimulação. Dizem que são centenárias, que nunca morrem porque fizeram pacto com a “Patroa”. São também chamadas de as choronas e carregam um lenço imenso nas mãos, sinal das lágrimas que devem verter... A tradição do carpir é milenar; no Brasil, quase em extinção, mas, por ser um ofício fortemente codificado, guarda um ritual de grande teatralidade. O carpir é também próprio do universo feminino, maternal, do acarinhar, cuidar da morte de cada defunto como um filho. Por isso, a maternidade é, de alguma forma, um dos eixos da peça. Socorro e Zaninha, carpideiras centenárias, são amigas e companheiras de ofício, ajudam-se nas artimanhas e tramas; a amizade é também um tema muito forte na peça. No palco, serão representadas por MARIETA SEVERO e ANDREA BELTRÃO, em espetáculo produzido pelo TEATRO POEIRA, com direção de ADERBAL FREIRE-FILHO.
A PEÇA APRESENTA-SE EM DOIS TEMPOS:
1921
As personagens se conhecem e começam a amizade. Zaninha viu Socorro carpir sua mãe e decidiu seguir o ofício; aproxima-se dela para ser sua parceira. Até que a Morte faz um estranho pedido. Aqui Socorro tem 25 anos e Zaninha, 20 anos.
2006
Num velório, Socorro e Zaninha esperam um defunto que não chega. Durante esse tempo, recordam antigos velórios. Narram como cada um chegou àquela morte. Bebem boa parte da pinga servida e acendem suas memórias destes quase cem anos de carpir. O velório no puteiro, o Coronel que quer comunicar-se com a amante devassa, o velório do cachorro baitola, o velório da milagrosa Flor, o palhaço enterrado com nariz, as artimanhas de Cleide para chegar perto de Jesus... Até que a Morte faz um estranho pedido.
Às atrizes Marieta e Andrea cabe um duplo exercício: transitar da faixa da juventude (1921) para a velhice (2006), da fase do agir sobre o mundo (1921) para a fase do recordar e refletir (2006) ou ainda do diálogo (1921) para o contar (2006).
Personagens:
SOCORRO (Marieta Severo) - Carpideira mais experiente, chora só o necessário. Mestre da relação. Sábia e maternal.
ZANINHA (Andréa Beltrão) - Carpideira mais jovem, desaba em rios de lágrimas. Aprendiz. Glutona e voluntariosa.
A inspiração para as estórias está em alguns dos contos já publicados em livro (ÓPERA) pelo autor e em depoimentos de populares da cidade do Recife, durante pesquisa realizada para o espetáculo assombrações do Recife velho. Há um campo do imaginário popular muito presente, destacando-se o material recolhido por Luiz da Câmara Cascudo e Mario Souto Maior.
Serviço: “As Centenárias” em BH
Data/horário: 30 de outubro a 01 de novembro - sábado e segunda às 21h e domingo às 20h.
Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 meia-entrada (válida de acordo com a Lei)
Local: Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena 1537, Centro
Info.: 3236.7400
Classificação: 10 anos
Prêmios:
2007
PRÊMIO SHELL
MELHOR AUTOR: NEWTON MORENO
MELHOR ATRIZ: ANDRÉA BELTRÃO
MELHOR CENÁRIO:FERNANDO MELLO DA COSTA E ROSTAND ALBUQUERQUE
PRÊMIO QUALIDADE BRASIL
MELHOR ATRIZ: MARIETA SEVERO
MELHOR DIRETOR: ADERBAL FREIRE-FILHO
MELHOR ESPETÁCULO DE COMÉDIA 2008
2008
PRÊMIO CONTIGO
MELHOR ATRIZ: ANDREA BELTRÃO
MELHOR ESPETÁCULO DE COMÉDIA: JÚRI OFICIAL e VOTO POPULAR
MELHOR AUTOR: NEWTON MORENO
PRÊMIO APTR
MELHOR ATRIZ: ANDREA BELTRÃO
Marieta Severo:
Estreou no teatro em 1965. Participou posteriormente de espetáculos marcantes como: Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, Onde Canta o Sabiá, Roda Viva, Desgraças de uma Criança, Os Saltimbancos, Ópera do Malandro, Antígona, Torre de Babel, Os Solitários, Quem tem Medo de Virgínia Woolf, Sonata de Outono. Por seu trabalho em A Estrela do Lar, conquistou o Mambembe, o Molière e o prêmio Shell. Sua atuação em No Natal a Gente Vem te Buscar foi duplamente premiada: Mambembe e Molière, ambos em 1981. Marieta é atriz e produtora de espetáculos muito importantes, alguns inesquecíveis, contando sempre com a parceria de prestigiados diretores: Gianni Ratto, Paulo Affonso Grisolli, José Celso Martinez Corrêa, Luís Antônio Martinez Corrêa, João das Neves, Antônio Pedro, Naum Alves de Souza, Felipe Hirsh, Mauro Rasi, João Falcão, Aderbal Freire-Filho e tantos outros.
No cinema, tem sido atriz muito presente. Nos anos oitenta, atuou nos filmes O Corpo, O Homem da Capa Preta; além desses, Com Licença, Eu vou à Luta e Sonho sem Fim com os quais conquistou o prêmio Kikito. No início dos anos noventa, foi Carlota Joaquina, o filme, ao qual se seguiram: Vai Trabalhar Vagabundo II, Castelo Rá-tim-bum, As Três Marias e Quase Irmãos. Seus trabalhos mais recentes são Cazuza e A Dona da História. Destacou-se no premiado curta-metragem A Espera, com o qual ganhou o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado de 1986; atuou, ainda, em A Porta Aberta, Por Dúvida das Vias e O Diário Noturno. Foi homenageada com o Troféu Oscarito de Cinema. Na TV, além das telenovelas, participou de episódios da série Comédia da Vida Privada; atualmente integra o elenco de comediantes de A Grande Família, um dos programas mais populares da televisão brasileira, no papel de Dona Nenê.
Andrea Beltrão:
Iniciou sua carreira de atriz na Escola de Teatro Tablado. Atuou em vários grupos de teatro infantil, infanto-juvenil e adulto: Arco da Velha, Manhas & Manias e Manhas de Cabaré. Participou, como atriz e produtora, dos espetáculos:             O Amigo da Onça, A Estrela do Lar, A Dona da História, Memória da Água, A Prova, Como Aprendi a Dirigir um Carro, Sonata de Outono, entre outros. No cinema , estreou em Garota Dourada; atuou em alguns títulos do “terrir” (As Sete Vampiras e Escorpião Escarlate) e, ainda, em O Rei do Rio, Minas Texas, A Cor do seu Destino, Roque Estrela, Vai Trabalhar Vagabundo 2, Pequeno Dicionário Amoroso. Mais recentemente, em A Partilha e Cazuza. Destacou-se na televisão com o papel de Zelda Scott, em Armação Ilimitada, série que durou quatro anos. A esses se seguiram muitos outros personagens de telenovelas e seriados: Rainha da Sucata, Pedra sobre Pedra, Radical-Chic, Comédia da Vida Privada, As Filhas da Mãe, A Grande Família e As 50 Leis do Amor e Os Aspones.
Andréa Beltrão é atriz de cinema premiada como  melhor atriz coadjuvante no II Festival Rio-Cine de Cinema (As sete Vampiras) e no Festival de Cinema de Brasília (Vai Trabalhar Vagabundo 2). Com o filme Escorpião Escarlate, melhor atriz no Festival de Cinema de Natal e com Minas Texas, melhor atriz no Festival de Cinema de Brasília. Pelo trabalho no curta-metragem Garganta levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado. Em 2003, conquistaria, ainda, os prêmios Shell de melhor atriz (A Prova) e Maria Clara Machado (Eu e Meu Guarda-Chuva).
Sávio Moll:
2007 e 2006O Púcaro Búlgaro – romance de Campos de Carvalho e encenado por Aderbal Freire Filho, com produção do Teatro Poeira. 2007 – O que diz Molero – romance de Dinis Machado encenado por Aderbal Freire Filho, que realizou temporada no Teatro Maria II, em Lisboa – Portugal em janeiro de 2007. 2007 e 2005 – Protagonizou A Incrível Confeitaria do Senhor Pellica – autoria e direção de Pedro Brício. O espetáculo teve duas temporadas no Rio de Janeiro e permaneceu em cartaz no ano de 2006 na cidade de São Paulo e teve cinco indicações para o prêmio pelo Júri do Prêmio Shell de Teatro. (Atualmente foi selecionada pela caravana Petrobrás para circular em 5 cidades no mês de março de 2007).
2006 – Estreou o espetáculo Inventário – Aquilo que seria esquecido se a gente não contasse. Montagem que conta com uma dramaturgia específica de transposição do trabalho realizado pelos palhaços dos Doutores da Alegria dentro dos hospitais para o palco. Duas temporadas no Rio de Janeiro e participação no FIT – Festival Internacional de Londrina. (Atualmente o espetáculo está selecionado para a mostra FestClown em Brasília nos dias 31 de março e 01 de abril de 2007). 2004 – Minha’lma é Imortal no Centro Cultural Banco do Brasil na mostra do repertório de 15 anos da Cia. de Teatro Autônomo, sob direção de Jeferson Miranda. 2001 – Farsa da Boa Preguiça de Ariano Suassuna, com a Confraria da Paixão e direção de Elza de Andrade – Foi convidado para protagonizar o espetáculo no papel – Joaquim Simão. Espetáculo foi considerado pelo jornal O Globo como os dez melhores espetáculos do ano. Além de outros espetáculos como O Mambembe – dir. Amir Haddad; Macbeth – A Tragédia da Ambição – dir. Dácio Lima; Escorial – texto de Michel de Guelderode, os espetáculos infantis – A História de Tony e Clóvis; O Pastelão e a Torta, O Homem que Calculava com indicação ao Prêmio Mambembe e o curta metragem A Última Canção da Terra – Luis Carlos Perseganni.
Aderbal Freire-Filho:
Criou a maioria dos seus espetáculos no Rio de Janeiro, a partir de 1972. Dirigiu também em outras cidades do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre). Em Montevidéu, com os elencos da Comedia Nacional del Uruguay e da Institución Teatral el Galpón montou outros espetáculos, bem como em Buenos Aires, Amsterdã e Madri. Recebeu os prêmios Molière, Shell (em 2003 e 2004), Golfinho de Ouro, Mambembe, entre outros.
Alguns de seus espetáculos mais conhecidos são: Mão na Luva(Oduvaldo Vianna Filho); A Morte de Danton (Buchner); As You Like It (Shakespeare); Turandot ou O Congresso dos Iintelectuais (Brecht); Senhora dos Afogados (Nelson Rodrigues); Luces de Bohemia (Valle-Inclán); O Homem que Viu o Disco Voador (Flavio Marcio); Casa de Boneca (Ibsen); Tio Vania (Tchecov); A Prova; Sonata de Outono; O que Diz Molero e O Púcaro Búlgaro (em cartaz). Criou, em 1990, o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. Além de diretor, é também autor de O Tiro que Mudou a História (em parceria com Carlos Eduardo Novaes), No Verão de 1996…, Xambudo, Isabel, Cão Coisa e a Coisa Homem, peças já encenadas. Publicou Conversaciones com un Director de Teatro, com o crítico Rubén Castillo, em Montevidéu (Ed. Banda Oriental) e assina artigos em revistas nacionais e estrangeiras. Foi coordenador da comissão que projetou o Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1994 a 1999, foi membro do Conselho Assessor do Festival Iberoamericano de Teatro, de Cádiz, Espanha. Tem espetáculos incluídos na Enciclopédie mondiale des arts du spectacle dans la seconde moitié du XXe. Siècle, La scène moderne (Éditions Carré, Paris, 1997).
Newton Moreno:
Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp e Mestre pela USP. Em 2001, encenou seu primeiro texto Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada, que cumpriu temporada no TUSP e no Teatro Sérgio Cardoso entre 2001 e 2003. É autor de Dentro(que participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI em 2002) e A Cicatriz é a Flor. Estes dois textos juntos compõem a primeira etapa do Projeto Carne/Body Art e foram encenados no Teatro de Arena de maio a junho de 2004. Autor de Agreste, encenado em São Paulo pela Cia. Razões Inversas, com direção de Marcio Aurélio. Com esse texto, ganhou os Prêmios Shell e APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) de melhor autor em 2004. Ganhador de Bolsa Vitae de Artes para realizar livre adaptação teatral do livro Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freyre.
A peça está sendo apresentada pelo grupo Os Fofos Encenam, com apoio da Lei de Fomento da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo e ganhou o Prêmio Qualidade Brasil 2005 de Melhor Espetáculo, Direção e Ator na categoria Comédia. Recebeu indicações ao Prêmio Shell de Teatro de 2005 para direção, iluminação e música. Desenvolveu, juntamente com Antônio Rogério Toscano, texto para espetáculo do Núcleo Experimental do SESI, com a coordenação de Georgette Fadel, Santa Luzia Passou por Aqui com Seu Cavalinho Comendo Capim. A Refeição (resultado da oficina de dramaturgia ministrada pelo Royal Court Theatre em 2004, em São Paulo, e em 2005, em Londres), The Célio Cruz Show, Jacinta, Ivan & Isabel e Berço de Pedra são textos ainda inéditos do autor.


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