sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Musical É com esse que eu vou...

Após bem sucedida temporada no Rio de Janeiro, o espetáculo “É Com Esse Que Eu Vou” chega a Belo Horizonte para apresentações nos dias 08 e 09 de outubro, sábado e domingo, no Teatro Sesiminas. Idealizado pela historiadora Rosa Maria Araújo e pelo jornalista e compositor Sérgio Cabral, o musical, além de grandes nomes no elenco como Sheila Matos, Marcos Sacramento, Pedro Paula Malta, Alfredo Del-Penho, Makley Matos, conta ainda com duas legítimas herdeiras do trono do samba, Beatriz Faria, filha de Paulinho da Viola e Juliana Diniz, neta do sambista Monarco. Reeditando a vitoriosa parceria de “Sassaricando”, que, após quatro anos em cartaz e mais de 200 apresentações pelo país, foi vista por 170 mil espectadores, a dupla convidou os diretores Claudio Botelho e Charles Möeller para comandar a montagem, que é uma espécie de continuação da outra. O espetáculo tem patrocínio da Petrobras, produção da Tema Eventos e produção local da Rubim Projetos e Produções. Este projeto foi selecionado pelo programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2011/2012

Enquanto “Sassaricando” retratava o que havia de melhor no universo das marchinhas carnavalescas, “É com esse que eu vou” convida o público para um grande baile, animado por inesquecíveis sambas momescos, compostos entre as décadas de 1920 e 1970.

Os diretores Claudio Botelho e Charles Möeller fizeram um mergulho profundo no universo das canções. “Fiquei fascinado com a qualidade dos sambas escritos para o carnaval. Independente do material, busco entender o que há de teatral nele e, neste caso, me deparei com uma infinidade de possibilidades cênicas”, festeja Claudio. “Estas músicas têm uma característica que se perdeu nas últimas décadas: elas falam de personagens, abordam a vida de pessoas comuns, como a lavadeira, os operários. São histórias com começo, meio e fim”, acrescenta.

Para a encenação, os diretores optaram por criar uma revista. “Na verdade, é a revue americana, sem enredo definido. O que existe é o tema que, na nossa montagem, é o samba de carnaval”, explica Claudio. “Usamos diálogos curtos, a base do texto são as próprias letras das canções, que proporcionam um verdadeiro passeio pela história do Brasil. Há muito humor, crônica social, mas também uma forte dose de lirismo e dramaticidade. Há espaço até para a dor de cotovelo”, brinca.

Claudio enaltece ainda o conforto de trabalhar com um elenco que tem amplo domínio do gênero musical do espetáculo. “Eles sabem tudo de samba. Estar ao lado deles me dá total segurança, fico tranquilo para criar, transformar algumas canções. Quando tenho alguma ideia, sempre consulto os meninos, porque não quero descaracterizar, respeito a matéria prima com que estou lidando”.

A cenografia de Rogério Falcão tem como inspiração o glamour dos cassinos. São seis cenários que remetem ao Rio antigo, ao luxo dos bailes, aos grandes cassinos da Urca e de Copacabana, além de reproduzirem imagens do bonde, dos arcos da Lapa e do Pão de Açúcar.

Os figurinos de Ney Madeira têm como inspiração as ilustrações do cartunista carioca J. Carlos, especialmente a figura do mendigo trapeiro, que vestia roupas remendadas com retalhos e carregava um grande saco nas costas. “O musical é centrado no ator, então não criei muitos figurinos. Todos usarão uma roupa de base, superpondo peças. A imagem do mendigo me deu uma possibilidade de agregar os diversos temas que o espetáculo apresenta, harmonizando seus contrastes”, explica Ney. “Predominantemente em preto e branco, os retalhos dão forma a paletós, calças e saias. Lado a lado, a seda, o lamê, o cetim e o algodão se renovam e constroem o democrático pano de retalhos que veste todos os boêmios, trabalhadores, cabrochas e madames retratados nos sambas cantados no musical”, complementa.

Além de Rosa Maria Araújo, Sérgio Cabral, Claudio Botelho e Charles Möeller, o espetáculo marca o reencontro de outros artistas que dividiram o sucesso de “Sassaricando”.  Luis Filipe de Lima assina novamente a direção musical, bem como Renato Vieira repete a dose na coreografia e Paulo César Medeiros, na iluminação. “Aproveitamos todos os acertos do ‘Sassaricando’ e a experiência que adquirimos com ele nesses últimos quatro anos para produzir um musical que surge em sintonia com o movimento de resgate do samba promovido pela juventude atual, além de mexer com a memória afetiva de várias gerações”, explica Amanda Menezes, uma das sócias da Tema Eventos, produtora .

As canções, protagonistas do espetáculo

Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo pesquisaram durante um ano e dois meses para montar o repertório final de “É Com Esse Que Eu Vou”. Foram reuniões semanais, onde a dupla se debruçou sobre mais de 1200 sambas até selecionarem 153. O material foi novamente submetido a uma apreciação e, finalmente, chegaram às 83 canções presentes no espetáculo. “O que chamamos de samba de carnaval é a música que dividia com as marchinhas a animação da folia carioca”, explica Rosa Maria. “Esse tipo de música assumiu a sua forma definitiva em fins da década de 1920, quando uma geração de jovens compositores do bairro do Estácio (Ismael Silva, Alcebíades Barcelos e outros) criaram um tipo de samba especial para folia, sendo logo acompanhados pelos jovens compositores da época (Noel Rosa, Ary Barroso e outros) que, por sua vez, foram seguidos por Ataulfo Alves, Roberto Martins, Wilson Batista, Haroldo Lobo e todos aqueles que se dedicaram a criar sambas para o povo cantar no carnaval”, acrescenta Sérgio Cabral.

O roteiro de “É Com Esse Que Eu Vou” faz um passeio pela nobreza da produção musical brasileira. Clássicos como ‘Com que roupa’ (Noel Rosa), ‘Lata d´água’ (Jota Júnior/Luiz Antônio), ‘Leva meu samba’ (Ataulfo Alves) e ‘Ai que saudades da Amélia’ (Ataulfo Alves/Mário Lago),  incendiarão o baile, ao lado de pérolas menos conhecidas, como ‘Seu Libório’ (João de Barro/Alberto Ribeiro), ‘Falta um zero no meu ordenado’ (Benedito Lacerda/Ary Barroso) e ‘O homem sem mulher não vale nada’ (Roberto Roberti/Arlindo Marques Jr).

Os temas presentes no espetáculo foram desenvolvidos a partir do conceito de antagonismo, divididos em sete blocos: rico x pobre, orgia x trabalho, cidade x morro, tristeza x alegria, solteiro x casado, feminismo x machismo, briga x paz, culminando com a apologia do samba, uma espécie de síntese da paixão pelo gênero musical que é a cara do povo brasileiro. “A pesquisa obedeceu ao critério de seleção de sambas que retratassem a história social do Brasil, entre 1920 e 1970, período em que foram compostos”, pontua Rosa Maria. Todo o material que não estava acessível nas instituições públicas ou privadas é proveniente do acervo particular dos próprios autores do espetáculo.

Vídeo
Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral são também os autores do texto do vídeo ‘O morro e o asfalto’, que será exibido no espetáculo e reúne imagens históricas cedidas pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e pelo Arquivo Nacional. A narração é de Paulinho da Viola, que prontamente aceitou o convite da dupla de criadores. Com direção de Rodrigo Ponichi, o curta traz ainda cenas dos filmes ‘O assalto ao trem pagador’, de Roberto Farias, e ‘Escola de Samba Alegria de Viver’/‘5X Favela’, de Cacá Diegues.

Banda ao vivo
A banda que estará no palco é formada por Beto Cazes (percussão), Dirceu Leite (sopros), Fabiano Segalote (trombone), Gilson Santos (trompete e flugelhorn), Alessandro Valente (cavaquinho), Oscar Bolão (bateria) e Paulino Dias (percussão). Luis Filipe de Lima, além ser o responsável pela direção musical e arranjos, toca violão de sete cordas.

A Tema Eventos
A Tema Eventos Culturais atua desde 1984 no desenvolvimento de projetos culturais. Ao longo destes anos de atividade vem apresentando ao público uma ampla variedade de espetáculos de qualidade, nas áreas de música, teatro e cinema e produzindo livros cds e dvds com alguns dos mais renomados artistas brasileiros. Dentre os projetos realizados nos últimos cinco anos, vale destacar a produção de ‘Sassaricando’, que estreou em 2007 e anualmente volta aos palcos; o musical ‘Era no tempo do rei’, com canções inéditas de Carlos Lyra e Aldir Blanc; a produção da série, ‘Alô... alô 100 anos de Carmem Miranda e o lançamento do filme ‘Jards Macalé – um morcego na porta principal’, entre outros.

A produtora foi responsável também pela turnê nacional de nomes como Céu, Quinteto Villa-Lobos e Hamilton de Holanda, além de séries especiais, como ‘Ismael Silva - deixa falar’, ‘Festa de Arromba – 40 anos da Jovem Guarda’. A Tema Eventos recebeu o Prêmio da APTR pela melhor produção teatral de 2007, por ‘Sassaricando’ e o Prêmio Especial do Júri do Festival Rio, pelo filme ‘Jards Macalé – Um morcego na porta principal’.

Serviço
“É Com Esse Que Eu Vou”
Elenco: Juliana Diniz, Sheila Matos, Beatriz Faria, Pedro Paula Malta, Alfredo Del-Penho, Marcos Sacramento e Makley Matos
Classificação livre
130 minutos (intervalo de 15 minutos)
Local: Teatro Sesiminas – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia
Data/Hora: 08 e 09 de outubro, sábado, às 21h e domingo, às 19h
Ingressos: R$ 20,00 e meia-entrada R$ 10,00
Informações: (31) 3241.7181


Assessoria de imprensa:
Jozane Faleiro – jozane@ab.inf.br – (31) 3261.1501 / 92046367

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ballet de Londrina em BH


Ao completar 18 anos, com  22 espetáculos, 11 turnês nacionais e 10 viagens internacionais, mais de 500 apresentações para 150 mil pessoas, em seu novo espetáculo, a companhia de 13 bailarinos apresenta:  “A Sagração da Primavera”, uma releitura da obra fundadora da modernidade que consolida uma linguagem coreográfica própria do grupo. Apresentação ocorre no dia 22 de setembro, próxima quinta-feira, no Sesiminas

Não é necessário mais que um palco nu e um grupo coeso de bailarinos para narrar uma história tão antiga quanto o percurso do homem na Terra. É peculiar da própria natureza, aliás, o ciclo que consome tudo o que é frágil, individual e delicado em prol da força coletiva. A morte é o único caminho possível para o florescimento da vida num mundo que se renova às custas de seu próprio fim. O Ballet de Londrina apropriou-se desse movimento brutal para conceber sua nova montagem, “A Sagração da Primavera”, que faz única apresentação em Belo Horizonte, no Teatro Sesiminas, dia 22 de setembro, quinta-feira, às 21h.
 O enredo é relativamente simples: baseada em uma antiga lenda russa, a peça narra a imolação de uma virgem, oferendada aos deuses da primavera em troca da fertilidade da terra. A jovem eleita dança freneticamente até a morte. As inovações, entretanto, residiam na forma de apresentar o ritual pagão ao público.

A Sagração da Primavera dá continuidade à pesquisa do coreógrafo Leonardo Ramos sobre a exploração da horizontalidade e de novos eixos de apoio e equilíbrio na locomoção dos bailarinos – característica que já ganhou status de ‘linguagem’ dentro de sua obra e da companhia. “Eu descobri há alguns anos que quando coloco o elenco em pé eu sou convencional. No solo eu consegui expor algo que é novidade até para mim”, afirma Ramos. Outro atributo que se consolida na nova montagem é a utilização de uma obra inspiradora para uma criação coreográfica original - procedimento de sucesso desde Decalque (2007), concebido pela companhia a partir do roteiro de Romeu e Julieta.

Desta vez, o empreendimento é ainda mais ambicioso. A companhia londrinense propõe uma leitura contemporânea para A Sagração da Primavera, considerada a primeira obra de vanguarda que definitivamente escancarou as portas da Europa para a modernidade. Com música de Igor Stravinsky e coreografia de Vaslav Nijinsky, o balé estreou em Paris na noite de 29 de maio de 1913 para nunca mais ser esquecido. As ensurdecedoras vaias no Théâtre des Champs-Élysées ecoaram como o grito agonizante de uma burguesia conservadora frente àquela novidade estética.

A música composta por Stravinsky subordinava melodia e harmonia ao ritmo. Seu andamento era assimétrico e complexo, com acentos perturbantes. O discurso sonoro, que se aproxima do ruído e tem claramente uma intencionalidade dramática, dava especial relevo para a percussão e para as repetições. Na dança, Nijinsky igualmente inovava ao introduzir tremores, espasmos e contorções na seqüência dos dançarinos, que também golpeavam com os pés um palco acostumado à leveza das sapatilhas. Tudo parecia espelhar o espírito da barbárie e do primitivismo.

Na montagem do Ballet de Londrina, Leonardo Ramos optou por uma versão não orquestrada da partitura de Stravinsky. Ela é executada por quatro pianos, que fazem o papel de todos os outros instrumentos. O cataclismo sonoro que brota do timbre pianístico, porém, logo encontra complementação na percussão dos corpos em choque com o tablado ou no sopro ofegante da respiração dos bailarinos. Essa é, aliás, das mais agressivas e pungentes coreografias já apresentadas pela companhia, que, este ano, completa maioridade. Desde a primeira cena, o que se vê é um embate cego entre forças rivais, um movimento frenético e devastador que elege algozes para subjugar vítimas inofensivas, um confronto sem perdão que sufoca os raros lapsos de lirismo.

Para tanto, o elenco desdobra-se em formações - ora individuais, ora coletivas; ora sincrônicas, ora tenazmente díspares - que ocupam principalmente os planos médio e baixo. A conjugação de corpos estendidos horizontalmente faz lembrar a geografia da natureza em constante transformação e em feroz avanço sobre si mesma. Há a dominância de quedas e lutas corporais, sem que para isso os bailarinos precisem elevar-se do solo em grande medida.

O figurino em tons de bege cobre os dançarinos para mostrá-los. Estes homens primordiais, vestidos pela nudez de suas próprias peles, movem-se num cenário vazio, recoberto apenas pelo linóleo preto. Tais elementos (ou ausências) evidenciam o primitivismo e a universalidade do tema. As cenas do palco são duplicadas e invertidas pela colocação de espelhos na parte alta. “Não é um cenário, mas uma maneira funcional de auxiliar a platéia a ver certos momentos do espetáculo, que está muito grudado ao chão”, explica Leonardo Ramos.

Ficha Técnica: Criação e direção: Leonardo Ramos / Música: Igor Stravinsky / Execução: Amsterdam Piano Quartet: Ellen Corver, Sepp Grotenhuis, Marja Bom, Gerard Bouwhuis / Assistente de direção: Ana Maria Aromatario / Ensaiador/assistente de coreografia: Cláudio de Souza / Produção: Danieli Pereira / Fotos: Isabela Figueiredo / Maitre convidada: Carla Reinecke (Teatro Guaíra) / Figurino: Ana Carolina Ribeiro / Iluminação/Cenografia: Felipe Chepkassoff / Técnico de palco: Roberto Rosa / Designer gráfico e Web: Luís Adriano Pilchowski / Textos (imprensa): Renato Forin Jr. / Pilates: Paula Mezzaroba / Elenco: Alessandra Menegazzo, Bruna Martins, Bruno Calisto, Carina Corte, Cláudio de Souza, Gláucia Leite, José Maria, José Ivo, Nayara Stanganelli, Marciano Boletti, Viviane Terrenta / Bolsista: Vitor Rodrigues / Realização: FUNCART – Fundação Cultura Artística de Londrina / Patrocínio: Lei de Incentivo a Cultura/ Ministério da Cultura, Prefeitura de Londrina/ Secretaria Municipal de Cultura, Empresas TIGRE, Instituto Carlos Roberto Hansen, P.B. Lopes & Cia Veículos Scania.

Sobre a Companhia Ballet de Londrina
Reconhecida pela crítica especializada como uma das melhores companhias de dança contemporânea fora do eixo Rio - São Paulo, a Cia. Ballet de Londrina é um grupo profissional atuante há 18 anos no cenário cultural. No currículo constam 22 espetáculos, 11 turnês nacionais e 10 viagens internacionais. Já são mais de 500 apresentações para 150 mil pessoas aproximadamente. De trajetória ininterrupta, a companhia se destaca pela contemporaneidade de sua temática, coesão, qualidade técnica e artística do elenco. Outra característica do grupo formado por 13 bailarinos é o aprimoramento da pesquisa de movimento na busca de uma linguagem coreográfica própria. O Ballet de Londrina, sob a direção de Leonardo Ramos, é mantido pela Fundação Cultura Artística de Londrina (FUNCART), uma organização não governamental cujo principal objetivo é democratizar o acesso à formação e produção cultural de qualidade, por meio de uma ampla rede de projetos.

Serviço:
Ballet de Londrina em  “A Sagração da Primavera"
Dia/hora/local:  22 de setembro, quinta-feira, às 21h, no Teatro Sesiminas – Rua Padre Marinho  60, Bairro Santa Efigênia - BH
Ingresso: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada)

Assessoria de imprensa:
Jozane Faleiro - jozane@ab.inf.br / contato@jozanefaleiro.com - Tel: (31) 92046367 / 3261.1501

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Murilo Rubião - homenagem com teatro, exposição e mostra de filmes

O projeto Teatro em Movimento, realizado pela Rubim Produções, completa 10 anos em 2011, trazendo a Belo Horizonte montagens de destaque na cena teatral brasileira. De 16 a 18 de setembro, apresenta, no Sesc Palladium, o espetáculo “O Amor e Outros Estranhos Rumores”, peça com importantes profissionais mineiros em sua ficha técnica. O texto é do escritor Murilo Rubião (1916-1991), a direção de Yara de Novaes e o elenco conta com Débora Falabella, e Rodolfo Vaz, ator convidado especialmente para esse trabalho, além dos atores Priscila Jorge e Maurício de Barros.

A montagem é uma homenagem a Murilo Rubião, que no dia 16 de setembro, data da estreia em BH, completa 20 anos de sua morte. Essa turnê conta com preços populares de ingressos e já estão a venda na bilheteria nos valores de R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia entrada.

Além disso, o Grupo 3 de Teatro promove um colóquio com apoio da UFMG, uma mostra de vídeos e filmes adaptados da obra de Murilo, no SESC Palladium e a exposição o Reescritor Fantástico, com expografia de André Cortez. Atividades gratuitas. (Programação no final do release).

Espetáculo
A peça, que é comemorativa dos cinco de atividades do Grupo 3 de Teatro, encena três contos de Rubião, mestre brasileiro do realismo fantástico: O Contabilista Pedro Inácio, cujo personagem contabiliza os custos de um amor; Bárbara, em que um marido resignado se vê diante dos pedidos incessantes e nada comuns da esposa, que engorda a cada desejo satisfeito; e (Três nomes para) Godofredo, uma interpretação aguda sobre o casamento e a solidão. Risíveis e absurdas, essas histórias compõem um espetáculo que busca expressar o quanto há de ordinário e, ao mesmo tempo, extraordinário em nossas vidas.

O espetáculo tem cenografia de André Cortez, trilha sonora de Morris Picciotto, iluminação de Fabio Retti, e Fábio Namatame assina figurinos e visagismo. A adaptação ficou a cargo de Silvia Gomez, autora de O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade. A direção de produção é de Gabriel Fontes Paiva.

A obra de Murilo Rubião permaneceu praticamente desconhecida para o grande público durante mais de três décadas. A reedição do seu livro de contos O Pirotécnico Zacarias, em 1974, o tiraria do esquecimento, transformando-o praticamente em um best-seller nacional, admirado pelos leitores e por intelectuais do porte de Mário de Andrade que, em 1943, escreveu que “o mais estranho é o seu dom forte de impor o caso irreal . O mesmo dom de um Kafka : a gente não se preocupa mais, é preso pelo conto, vai lendo e aceitando o irreal como se fosse real, sem nenhuma reação mais”.

Os contos e o espetáculo, pela diretora Yara de Novaes
Os três contos – Memórias do Contabilista Pedro Inácio; Os Três nomes de Godofredo e Bárbara – tem em comum a questão do amor. No primeiro, o amor contabilizado como uma lista de Excel, o protagonista diz “Jandira me custou tantas cartelas de aspirina e tantas passagens de bonde, me saiu por tantos contos de reis”. Um homem que está sempre contabilizando seus ganhos e perdas no amor que nunca se realiza, que não satisfaz. No segundo, um homem meio Barba Azul, colecionador de esposas que vai matando, em busca de uma felicidade/um amor perdidos na memória. No terceiro, o amor de um marido pela esposa alienada num universo próprio e narcísico, insaciável, a esposa que não o vê senão como fonte de satisfação material.

De qualquer maneira, são três formas de amor sem sucesso, fadadas desde o início de cada conto ao fracasso e à infelicidade, temas próprios de Rubião. Além desse link do amor também queríamos criar elementos de ligação, uma conexão entre esses personagens e por isso um prólogo e um elemento absurdo – alguém com cabeça de coelho – como personagem entre as cenas, como construtor e mediador da cena. Essa estranheza de um coelho, algo parecido com o que David Lynch fez no filme Império dos Sonhos, surgiu de um quarto conto de Rubião, Teleco, o coelhinho. E ele sugere esse absurdo, o que não se pergunta e o que não se responde, tônica do autor que tentamos materializar.

A cenografia também se fez inspirada na lógica mágica que o autor desenvolve em seus contos. A repetição e a tendência ao infinito, quase como uma condenação sofrida pelas personagens foi o nosso motivo maior. Assim, junto como cenógrafo André Cortez e o iluminador Fabio Retti, escolhemos um espaço que se fecha e se abre progressivamente, e repetidamente, podendo se fechar novamente, num movimento circular, passando por uma simulação de um corredor encontrado nos caminhos que Murilo imprime na sua obra.

Conhecer um pouco mais da vida e das idéias de Murilo Rubião, através das entrevistas que lemos, nos fez ter a certeza de que várias de suas personagens são quase simulacros do próprio escritor. Isso nos deu uma pista muito interessante para a composição dos figurinos e da maquiagem: Pedro Inácio, Godofredo e o Marido de B. seriam feitos do mesmo barro, teriam a mesma linhagem do contista. Terno, bigode, óculos e certo ar dos anos 50. Mas precisávamos dar a eles uma camada mais alegórica. Foi assim que chegamos ao imaginário delirante das cidades retratado por George Grosz em seus quadros e aos retratos de Modigliani, com suas figuras humanas monótonas e rígidas, com uma “expressão de muda aceitação da vida”, nas palavras do próprio pintor. Fabio Namatame também cunhou as roupas femininas com o mesmo raciocínio de correspondência entre realidade e alegoria.

O universo muriliano, apesar da precisão e clareza do texto, é essencialmente imagético. Entretanto, essa figuração, como nas artes plásticas, é desprovida de compromisso com a realidade que vemos. Inicialmente, o músico e parceiro Morris Picciotto sugeriu que tudo ocorresse em silêncio, só com as falas. Porém, na cena, a música e a intervenção sonora revelaram-se essenciais na criação de parte dessas "imagens visuais", apoiando a elaboração do universo fantástico. Stravinsky, Varese, Sex Pistols com sua iconoclastia, os sons da natureza e do nosso cotidiano serviram de referência e a sonoridade acabou ganhando status de personagem.

A composição das personagens foi um trabalho de grande detalhamento. Os atores vão da narração ao dramático sem nenhum apoio ou degrau. O discurso direto e o indireto compõem a natureza das falas das personagens criando níveis diferentes de significação, mas convivendo naturalmente. Isso exige um raciocínio que abandone a lógica naturalista e os psicologismos próprios dela. A metamorfose se dá no discurso, no corpo, na relação com os objetos, com todas as circunstâncias que ajudam a compor o universo onírico. O ator precisa ter inteligência cênica para saber que sua personagem está em todas as coisas que existem no palco. Débora Falabella, Mauricio de Barros, Priscila Jorge e Rodolfo Vaz fazem isso com grande talento e, parafraseando Mario de Andrade, têm o dom forte de impor o caso irreal.

Serviço :  O amor e outros estranhos rumores”, com Débora Falabella e elenco
Classificação etária: 14 ANOS
Duração: 70 minutos
Dias/Horários: de 16 a 18 de setembro, sexta e sábado às 21h e domingo às 19h
Local: Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, 420, Centro - BH
Ingressos: R$ 20,00 inteira e meia-entrada R$ 10,00
Informações: (31) 3214-5350

Informações para a imprensa: Jozane Faleiro
(31) 3261.1501 / 9204.6367 – jozane@ab.inf.br


Colóquio
Reescrituras murilianas


No dia 16 de setembro, sexta-feira, ocorrerá o colóquio sobre Murilo Rubião, às 10h30 da manhã, no auditório 1001 da FALE, UFMG. Os participantes serão:

Profa.Eneida Maria de Souza (UFMG)
Prof.Reinaldo Marques (UFMG)
Prof.Roniere Meneses (CEFET-MG)
Profa.Sandra Nunes.(FAAP – SP)

O ato de reescrever e a opção pelo insólito definem a trajetória do mineiro Murilo Rubião (1916-1991), cuja obra se condensa em 33 contos. Esse universo insólito traduz-se pelo Grupo 3 de Teatro no espetáculo “O Amor e Outros Estranhos Rumores”. Encontra-se reescrito, ainda, nas imagens estéticas que dialogam com sua obra e na sua trajetória como intelectual.

Serviço :  Reescrituras Murilianas
Dias/Horários: 16 de setembro, sexta às  10:30
Local: Auditório 1001 da FALE (UFMG – Campus Pampulha)
Ingressos: Gratuito
Informações: (31) 3409-5106

Exposição

Exposição - O Reescritor Fantástico

O Grupo 3 de Teatro que tradicionalmente amplia suas ações de pesquisa por meio de oficinas, working in progress e publicações, apresentará em forma de exposição o universo de Murilo Rubião. No saguão do SESC Palladium,  o público aguardará o início do espetáculo participando de uma exposição interativa com expografia de André Cortez, que assinou as comentadas exposições no Museu da Língua Portuguesa: “Gilberto Freire interprete do Brasil” e “O Francês no Brasil em todos os sentidos”.


Serviço :  O Reescritor Fantástico
Dias/Horários: de 16 a 18 de setembro,
Local: Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, 420, Centro - BH
Ingressos: Gratuito
Informações: (31) 3214-5350



Mostra de filmes e vídeos

Mostra Muriliana

Curta metragem

- O Pirotécnico Zacarias
Direção: Rodolfo Magalhães

- O Bloqueio
Direção: Cláudio de Oliveira

Média metragem 

- O Ex-Mágico da Taberna Minhota
Direção: Rafael Conde

Vídeos/TV

- O Ex-Mágico da Taberna Minhota
Direção: Eder Santos
Contos da Meia Noite (TV Cultura)

- Livro Aberto - aniversário de 90 anos Murilo Rubião-
Rede Minas
Serviço :  Mostra Muriliana
Classificação etária: 14 ANOS
Duração: 90 minutos
Dias/Horários:  17 e 18 de setembro, sábado e domingo às 17h
Local: Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, 420, Centro - BH
Ingressos: Gratuito
Informações: (31) 3214-5350







Seis anos do Grupo 3 de Teatro
Essa é a terceira montagem do Grupo 3 de Teatro que em setembro de 2005, estreava A Serpente, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Formado por Débora Falabella, Gabriel Paiva e Yara de Novaes, mineiros radicados em São Paulo, que davam continuidade ao trabalho feito em Belo Horizonte, desde 1999. O cenário dessa montagem foi agraciado com o prêmio Shell (2005) e um dos representes do Brasil na Quadrienal de Praga (2007). 

Além dos três fundadores, o Grupo possui uma equipe fixa de criadores que vem desenvolvendo um trabalho sistemático e contínuo cujo resultado é uma estética própria, inovadora e reconhecida. Em 2007, o Grupo produziu O Continente Negro, considerado um dos melhores espetáculos do ano: texto do chileno Marco Antonio de La Parra, dirigido por Aderbal-Freire Filho e estrelado por Débora, Yara e Ângelo Antônio. Em 2009, o grupo publicou a tradução do texto com fotos e criticas do espetáculo, na ocasião de estréia da temporada Carioca.

Em 2008, apresentou no SESC Pompéia a Mostra Contemporânea de Arte Mineira que contemplou mais de 300 artistas em uma semana repleta de atrações entre teatro, música e ritos feitos em Minas.

Foi justamente durante a Mostra Contemporânea de Arte Mineira que o universo mágico, estranho e mineiro de Rubião, se tornou realidade e imprescindível para o Grupo 3. Com ele e através dele o Grupo decidiu avançar em uma linguagem particular, tendo a literatura como ponto de partida para o exercício teatral. Uma literatura de excelência e vocacionada para a cena. A leitura e o estudo dos 33 contos de Murilo Rubião seriam, então, propositores de uma pesquisa em que todos os elementos da cena entrariam em consórcio para a criação de uma nova obra.


Teatro em Movimento – 10 anos
O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, foi criado há 10 anos, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para outros Estados e também pequenas cidades. Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto levou à capital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Paulo Autran, Debora Bloch, Glória Menezes, Diogo Vilela, Antônio Fagundes, dentre outros. Desde sua criação, foram mais de 150 peças e shows que somam 477 apresentações. O projeto atua em diversos Estados brasileiros, sendo co-realizador da circulação dos espetáculos do grupo Ponto de Partida nas cidades de Mariana (MG), São Luiz (MA), Vitória (ES) e Aracajú (SE).

Nesta edição de 2011 estreia com o patrocínio da FIAT, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e com o apoio do Instituto Unimed por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Os resultados do projeto vão além da inclusão das cidades na circulação das montagens. A iniciativa possibilita a formação de um espectador mais crítico e de um público mais preparado e habituado a lotar as salas dos teatros. A idéia é consolidar o hábito de ir ao teatro e fomentar a cultura das artes cênicas, por isso os espetáculos acontecem ao longo do ano e não concentrados em um curto período como nos festivais. O teatro, sendo um agente de transformação social, é capaz de atuar como um difusor de idéias e de cultura podendo ser usado como um instrumento de comunicação. Para ratificar a potencialidade de transformação social e cultural do teatro e colocar em prática os objetivos do projeto, o Teatro em Movimento ainda promove sempre que possível oficinas gratuitas, palestras e workshops para profissionais da área e interessados. Dessa forma, cria-se uma rede de circulação de informação fortalecendo a possibilidade de sustentabilidade do setor cultural.

Moscovis para crianças


Parietal, Tetragonóptero, Catáfora, Epísio, Nacele, Gorgolão, Hoste, Matroca, Alforje. Alguém aí sabe o que isso quer dizer? Está aberta a temporada de caça aos significados. Para encontrá-los basta consultar “O Menino Que Vendia Palavras”. Ele pode não ter as respostas, mas seu pai, que é “o homem mais inteligente do bairro”, com certeza sabe. E o menino, que não é bobo nem nada, aprendeu que as palavras têm o seu “valor”. Vale um chiclete, uma bala, sorvete, até mesmo fotografias de um navio de guerra. Toda essa diversão está no espetáculo “O Menino Que Vendia Palavras”,  baseado no premiado livro de Ignácio de Loyola Brandão, que traz no elenco  Eduardo Moscovis, Pablo Sanábio, Letícia Colin, Renato Linhares, Luciana Froés e Raquel Rocha. A montagem fica em cartaz dias 17 e 18 de setembro, sábado e domingo, no Teatro Oi Futuro Klauss Viana.

Pedro Brício assina a dramaturgia da peça - que tem classificação livre - destinada a todas as idades. A direção é de Cristina Moura, com colaboração de Mariana Lima. O projeto recebeu o Prêmio Sesc de Fomento à Cultura 2010 na categoria infantil e foi selecionado pelos editais Eletrobrás e Oi Futuro deste ano.  A Bradesco Seguros apresenta nacionalmente o espetáculo. Co-patrocínio da MULTITERMINAIS.

Vencedor do prêmio Jabuti de 2008 como melhor livro de ficção, “O Menino Que Vendia Palavras” conta a história de um menino (Pablo Sanábio) que tem muito orgulho de seu pai (Eduardo Moscovis), um homem culto, inteligente, que conhece as palavras como ninguém. Se os amigos do menino querem saber o significado de alguma palavra, é ao pai dele que sempre recorrem. A curiosidade das crianças é tão grande que o menino logo percebe: e se começasse a negociar o significado das palavras?

Para escrever esta história, o jornalista Ignácio de Loyola Brandão se inspirou em sua própria infância, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, nos anos 40. Seu pai, assim como o pai do personagem do livro, era um apaixonado pelas palavras que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes. Segundo Ignácio conta, foi o pai quem o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. E revela outra verdade: sim, ele chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas.

No palco, os atores podem ser crianças, adultos, gigantes, bichos, em um fascinante jogo de faz de conta. Na transposição para teatro, o espetáculo foi sendo construído em um processo colaborativo, inclusive a própria versão final do texto. “Tive que escolher, selecionar, editar, rearrumar e também criar a partir de uma enorme quantidade de  material cênico, desenvolvido durante os ensaios”, explica Pedro Brício. Ele revela que manteve o foco da adaptação na descoberta das palavras, o que considera uma aventura que propicia grande prazer intelectual e emotivo. Pedro pôs em primeiro plano ainda a relação afetiva com o pai, passando da admiração à percepção de que ele é um cara normal, que também não sabe certas coisas.

A força do livro foi o grande estímulo para Pedro e Cristina Moura no momento da criação. “Inventamos mais estórias, cenas, personagens, mas a narrativa que conduz o espetáculo e os conflitos principais são os do livro. Gosto muito da liberdade, da imaginação, da força que o menino descobre quando se aventura pelo universo das palavras, exalta Pedro. “O espetáculo discorre também sobre a vida, com todas as suas maravilhas e incompreensões. No mundo contemporâneo e tecnológico não se pode esquecer da maravilha que é ler um livro!”, complementa Cristina.

Lidar com o universo infantil foi outro desafio estimulante para Cristina, que buscou alcançar o lúdico sem ser infantilóide, incluindo adultos e crianças num imaginário comum. Pedro Brício acredita que o espetáculo é feito para todas as idades e criou pensando nas crianças, nos pais, nos avós. Para ele, é fundamental o prazer da descoberta e a diversão, sem perder de vista a possibilidade de pensar, de trabalhar intelectualmente.

A montagem de “O Menino Que Vendia Palavras” tem forte apelo imagético, uma opção da diretora, que acredita em um teatro interdisciplinar, que transita entre corpo, texto, imagem, pensamento. “Aqui todas as disciplinas se combinam para promover essa viagem teatral, há a tentativa de contar algo com palavras e com imagens, da mesma maneira que funciona o pensamento narrativo de uma criança, habilidade que perdemos à medida que vamos crescendo”, explica Cristina.

A cenografia assinada por Vera Hamburger tem como base uma espécie de “biblioteca”, com cerca de 3000 livros, mas também lida com elementos diversos e conta ainda com a colaboração do artista plástico Franklin Cassaro, que desenvolveu um de seus infláveis performáticos especialmente para a peça. “Queríamos retratar a cabeça do pai como uma forma inflável que receberá projeções de imagens referentes ao que estaria contido como memória e construção de uma personalidade a todos nós muito importante: a cabeça de um pai universal e justamente aí pensamos no Franklin”.

Outro elemento cênico importante é uma bicicleta. Vera trabalhou com o conceito de pluralidade, utilizando-a de várias maneiras. Ora ela é uma banca de troca/comércio, ora é o veículo que possibilita a viagem pelas palavras. A ideia principal é lidar com objetos cotidianos e atribuir a eles diversos significados, investindo também na interatividade, concebendo o cenário como uma instalação, que terá livre acesso do público após o espetáculo.

O trabalho de Vera se complementa e dialoga com as criações de Paola Barreto, que concebeu as intervenções em vídeo levando em conta o lado lúdico da imagem, de lanterna mágica, brincadeira de sombras. Para essas projeções, serão usadas três telas, que se revelam ao longo da peça, não estando à vista no primeiro momento. Foram criados  vídeos para a cena, com técnicas variadas, além de animações em stop motion, algumas gravações em estúdio e uma edição de milhares de imagens que já existem, em uma mistura de processos artesanais e digitais.

Os figurinos de Thanara Schonardie estão de acordo com o espírito colaborativo do projeto. Ela conta que foi convidada a experimentar, a criar roupas para personagens que se encontram em constante trânsito entre imaginação e realidade, ator e personagem, criança e adulto, palco e plateia. “Pode-se dizer que esse figurino nada mais é que um experimento. Como ele não seria criado em cima de um texto pronto, mas das vivências diárias nos ensaios, as ideias foram sobrepostas como as páginas de um livro que não tem fim”. 

Em cena, surgem super-heróis vestidos de utensílios domésticos, gigante com cabeça de bolas infláveis, ou pompons de lã. Thanara estimula a imaginação, a liberdade de conceitos e formas e o exercício de intuir como criança, sem procurar sentidos, apenas agindo, construindo pelo sentimento.  A figurinista concebeu uma proposta de retirar toda a cor e iniciar a história como páginas em branco a serem coloridas aos poucos, além de utilizar camadas de materiais diversos, tons foscos e brilhantes, formas simples e abstratas.
  
A ficha técnica é complementada com Tomás Ribas (iluminação) e Domenico Lancelotti e Pedro Sá (direção musical/trilha sonora original), que criaram todas as canções especialmente para o espetáculo. A produção local é da Rubim Projetos e Produções, de Tatyana Rubim.

Ficha Técnica:
Baseado na obra de Ignácio de Loyola Brandão
Direção: Cristina Moura / Colaboração: Mariana Lima / Assistente de direção: Fernanda Félix
Dramaturgia: Pedro Brício / Elenco: Eduardo Moscovis, Pablo Sanábio, Leticia Colin, Renato Linhares, Luciana Froés, Raquel Rocha / Cenário: Vera Hamburger / Direção Musical / Trilha Sonora Original: Domenico Lancelotti e Pedro Sá / Figurino: Thanara Schonardie / Iluminação: Tomás Ribas / Vídeos: Paola Barreto / Coordenação de produção: Cássia Vilas Boas / Direção de produção: Gustavo Nunes / Produção Executiva: Daniela Paita / Produção Local: Rubim Projetos e Produções Foto: Sergio Baia

Serviço :  “O Menino Que Vendia Palavras”, com Eduardo Moscovis e elenco
Classificação etária: livre
Duração: 60 minutos
Dias/Horários: de 17 a 18 de setembro, sábado às 16h e domingo às 11h
Local: Teatro Oi Futuro Klauss Viana / Av. Afonso Pena 4001 - Mangabeiras
Ingressos: R$ 15,00 inteira e meia-entrada R$ 7,50
Informações:  (31) 3229 3131

Informações para a imprensa: Jozane Faleiro
(31) 3261.1501 / 9204.6367 – jozane@ab.inf.br