quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gabriel Villela apresenta HÉCUBA - Tragédia grega estrelada por Walderez de Barros

Foto - Jõao Caldas

Depois de duas temporadas de sucesso em São Paulo, começa a viajar pelo País o espetáculo Hécuba, de Eurípides, primeira tragédia grega a ser montada pelo premiado diretor mineiro Gabriel Villela, em seus quase 25 anos de carreira profissional. A primeira cidade a receber a peça é Belo Horizonte, justamente no Estado natal do diretor, que é natural de Carmo do Rio Claro (sul de Minas Gerais). As apresentações serão nos dias 9, 10 e 11 de março (sexta a domingo), no Teatro Alterosa.

Hécuba traz no papel central a consagrada atriz Walderez de Barros, que não fazia teatro desde Fausto Zero, em 2004, quando também foi dirigida por Villela. Seu mais recente papel na televisão foi como a divertida dona Hortênsia, na novela Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo.

Contracenando com Walderez no papel de Odisseu, rei de Ítaca, está Flávio Tolezani, jovem protagonista da telenovela Corações Feridos, atual sucesso do SBT, como o personagem Eduardo Sotelli. No elenco de Hécuba também estão: Fernando Neves, (Poliméstor), Leonardo Diniz (Agamêmnon), Luísa Renaux (Troiana), Luiz Araújo (Polidoro), Marcello Boffat (Corifeu), Nábia Vilela (Polixena) e Rogério Romera (Taltíbio).

Depois de montar Crônica da Casa Assassinada (com Xuxa Lopes e grande elenco) e Ricardo III (com o grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte), Gabriel Villela estreou Hécuba em São Paulo e agora proporciona a várias cidades do País a chance de conhecer este trabalho muito elogiado pela crítica. Ele também prepara para este ano a remontagem de Romeu e Julieta para comemorar os 30 anos do Grupo Galpão, inclusive de volta a Londres em maio, no palco do mesmo Globe Theater (onde a peça se apresentou com estrondoso sucesso no ano 2000). E não é só isso. O diretor está ensaiando, em São Paulo, mais um texto de William Shakespeare: Macbeth, com Marcello Antony como protagonista e estreia prevista para maio.  

Além da direção, Gabriel Villela é responsável pela adaptação do texto de Eurípides e pelos elogiados figurinos. O coro veste máscaras confeccionadas pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, que veio de Natal especialmente para elaborar os adereços de Hécuba. Na montagem, o coro canta ao vivo e a capella os arranjos vocais que o músico mineiro Ernani Maletta compôs para a peça, baseados em trilha do sérvio Goran Bregovic. A voz do elenco foi preparada por Babaya, renomada mestra da área de voz, em atuação em Belo Horizonte, onde mora, e pela italiana Francesca Della Monica. A cenografia de Márcio Vinicius trabalha com elementos contrastantes, como a madeira em tom claro e o polietileno negro.

Depois de Belo Horizonte, Hécuba já tem marcadas apresentações nas seguintes cidades brasileiras: Recife (dias 16, 17 e 18 de março), São José dos Campos (dias 24 e 25 de março), Santos (dias 30 e 31 de março), Curitiba (dias 7 e 8 de abril, como parte da programação do tradicional festival curitibano), Santo André  (dias 13, 14 e 15 de abril), São José do Rio Preto (dias 20 e 21 de abril), Ribeirão Preto (dias 27 e 28 de abril) e Porto Alegre (dias 5 e 6  de maio).


SINOPSE
Após a queda de Tróia, os gregos, vitoriosos, desejam partir de volta à Pátria, mas suas naus ficam retidas no Quersoneso Trácio, por falta de ventos favoráveis. Neste ínterim, o fantasma de Aquiles aparece aos gregos para pedir-lhes que seja sacrificada sobre seu túmulo a virgem Polixena, uma das filhas de Príamo e Hécuba, rei e rainha de Tróia.

Odisseu dirige-se à tenda onde está Hécuba, de rainha a escrava, com a missão de levar Polixena para o sacrifício. Ele não se comove com o desespero de Hécuba nem com a circunstância, relembrada por ela, de Odisseu dever-lhe a própria vida. Mas Polixena, demonstrando altivez heróica e irredutível em sua honra, prefere a morte à escravidão e segue espontaneamente Odisseu.

Hécuba prepara os funerais da filha sacrificada quando uma nova desgraça recai sobre ela. Descobre que também morreu Polidoro, seu filho mais novo, que fora confiado pelo pai durante a guerra de Tróia a Polimestor, rei do Quersoneso Trácio, levando consigo parte dos tesouros do rei dos troianos.

Ao saber da rendição de Tróia, Polimestor havia mandado matar o menino com a intenção de apoderar-se dos tesouros, ordenando que lancem o cadáver ao mar. O corpo vem ter à praia e é entregue à rainha desesperada. Hécuba apela a Agamêmnon para que vingue a morte do filho, mas ele reluta em atender, e prefere liberá-la para que faça sozinha o que quer que tenha em mente.

Diante disso, Hécuba vinga-se com suas próprias mãos e a ajuda de suas fiéis escravas troianas, atraindo Polimestor e seus filhos à sua tenda, onde ela e suas companheiras de cativeiro matam os filhos do anfitrião traidor e arrancam seus olhos. Cego e desesperado, Polimestor revela que o oráculo de Dioniso previra a transformação de Hécuba em cadela, antes de morrer lançada ao mar pelos ventos.

SOBRE CADA UM DOS PERSONAGENS:

HÉCUBA   Walderez de Barros
Segunda mulher de Príamo, teve com ele 50 filhos (número que algumas fontes diminuem para 19 e outras para 14). Era muito rica e perde tudo: de rainha a escrava, vira personagem paradigmática desse tema recorrente nas tragédias de Eurípides: “Tudo o que é demais pode reverter no seu oposto.” Telúrica, suas lágrimas pingam na terra.  Nas peças desse autor, é comum que as frágeis figuras idosas centrem forças na palavra, não na ação. Hécuba reverte isso, porque age no final, com muita energia. Na hora da vingança contra Polimestor, reassume sua potência de rainha, mas de forma bárbara e animalesca, como uma cadela.

POLIMESTOR     Fernando Neves
Rei bárbaro da Trácia, genro de Príamo, por quem foi incumbido, assim que começa a Guerra de Troia, de cuidar de seu filho Polidoro.  Mas não respeita as leis de anfitrionagem e mata seu hóspede por ouro. Vira o alvo da vingança tramada por Hécuba. Ambicioso e mentiroso, capaz de praticar uma dissimulação às vezes muito sutil e, por isso, muito eficiente, é ele quem diz a frase que muitos consideram a epígrafe desta tragédia: “Nada é seguro. A glória não o é – e a ventura presente nada nos garante contra os males do futuro.”

ODISSEU        Flávio Tolezani
Também chamado de Ulisses, pelos latinos. Rei de Ítaca, senhor central dentro de uma fortificação na mítica ilha. Habilidoso politicamente, persuasivo, ardiloso, astucioso, um grande negociador. Representa o requinte da retórica de Eurípides. É ele, com seu “espírito com múltiplos recursos”, quem consegue persuadir o exército da necessidade do sacrifício da jovem Polixena em respeito ao pedido de Aquiles morto.

AGAMÊMNON
       Leo Diniz
Rei de Argos, casado com Clitemnestra, irmã de Helena. Foi o poderoso comandante dos gregos na Guerra de Troia, episódio central de sua vida. Cassandra, filha de Hécuba, volta da Guerra de Troia como sua concubina. Para realizar a vingança contra Polimestor, Hécuba vai até ele em busca de ajuda, mas acaba por bradar, colérica: “Tua omissão será suficiente, não pleiteio tua cumplicidade.”
POLIDORO   Luiz Araújo
 O prólogo da peça é falado por ele. Já morto, insepulto e na condição de ‘fantasma’, conta quem é: filho mais novo de Príamo e Hécuba. Junto com um valioso tesouro, ele é deixado pelo pai com um rei trácio – Polimestor – para ser poupado no caso de um final funesto da Guerra de Troia. Mas quando Príamo morre, Polimestor mata seu hóspede Polidoro e atira seu jovem cadáver no mar, ficando com todo o ouro de Príamo.

POLIXENA   Nábia Vilela
Filha mais nova de Príamo e Hécuba, tem de ser imolada sobre o túmulo de Aquiles, para apaziguar a alma do herói, a pedido dele, que ordena o sacrifício da virgem, após uma breve aparição. Polixena prefere a morte à indignidade. Seu valor heróico é a altivez. Ela chora e se lamenta em cantos de dor, mas pelo infortúnio da mãe, pois, para Polixena, em sua vida de ultraje e ruína, morrer será a “melhor fortuna”.  Julga-se “muito mais afortunada” morta do que viva. Eurípides pretendeu ilustrar, com a metáfora da exigência do sacrifício de uma virgem, as desmedidas e os excessos da guerra.

TALTÍBIO Rogério Romera
Emissário, não é um membro da realeza: sua fala dá contraste ao verbo real. Simples, veicula a lei, a visão de mundo, a sabedoria popular. É humanista, meigo, capaz de chorar, como se tivesse toda a humanidade do mundo contida nele. É uma espécie de contador de histórias, um arauto, que introduz informações e tem o papel importante de descrever a execução de Polixena. É quem põe o sacrifício da jovem filha de Hécuba no imaginário do espectador.

CORIFEU Marcello Boffat
Uma espécie de ‘chefe’ dos coros gregos, em todas as tragédias e comédias. É quem enuncia partes isoladas e importantes do texto coral. Muitas vezes, é um membro tão destacado do coro que pode dialogar com os atores.

TROIANA   Luísa Renaux
Após a queda de Troia, as mulheres são escravizadas e aguardam o embarque para os novos lares, sem saber de quem serão cativas e de que forma serão ‘distribuídas’ entre os heróis da guerra. Nesta tragédia de Eurípides, essas troianas formam um coro de fiéis seguidoras da ex-rainha Hécuba, ajudando-a a executar seu plano de matar Polimestor e seus dois filhos.


Serviço Belo Horizonte
Hécuba – Direção de Gabriel Villela, com Walderez de Barros e elenco

Data/horários: 09 a 11 de março, sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h
Ingressos Antecipados: R$ 40,00 (inteiro) e R$ 20,00 (meia entrada)
Dias da apresentação: R$ 50,00 (inteiro) e R$ 25,00 (meia entrada)
Local: Teatro Alterosa - Av. Assis Chateaubriand, 499 – Floresta - Capacidade: 320 lugares
Informações: (31) 3237-6611 
Bilheteria:
 Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, das 12h às 19h30 e nos dias de espetáculos até o horário de início da apresentação.

Informações para a imprensa: AB Comunicação
Jozane Faleiro – (31) 3261.1501 / 92046367 – jozane@ab.inf.br



CRÍTICA DO ESPETÁCULO EM SÃO PAULO:

“A atemporalidade dos temas — a disputa de poder e o sofrimento materno — surge devidamente tratada com a reconhecida criatividade de Gabriel Villela e também cercada de uma fidelidade ao gênero trágico. As simbologias são extraídas dos detalhes, e as referências convivem em harmonia com a dramaturgia. Personificada de forma extremamente rigorosa pela atriz Walderez de Barros, a protagonista apoia-se na força da palavra e na economia dos gestos. Personificada de forma extremamente rigorosa pela atriz Walderez de Barros, a protagonista apoia-se na força da palavra e na economia dos gestos. Em duas décadas, Villela sempre demonstrou afinidade com o universo trágico e, surpreendentemente, esperou a maturidade cênica e poética para mergulhar em um original. Fez isso com uma mão respeitosa e sem perder a personalidade, na hora certa.”
Dirceu Alves Jr., revista Veja SP

“Existem vários motivos para que o espectador se encante com a bela montagem de Hécuba, por Gabriel Villela. O brilho da direção, o cenário e os figurinos (do próprio Villela), o texto de Eurípides e a qualidade da interpretação. Walderez de Barros domina a cena com sua criação da infeliz rainha de Troia. Todos esses motivos são fortes, mas há mais um ao qual você deve estar atento. A própria Walderez impressiona pela forma como diz o texto clássico. São anos de estrada, mas o que dizer dos integrantes do coro e de Nábia Vilela, que faz a filha? Quando ela canta, exibindo intensidade e potência vocal, o espectador tem certeza de que algo milagroso se produziu no palco.”
Luiz Carlos Merten, jornal O Estado de S.Paulo

“Relembrando o esplendor das máscaras micênicas, os artefatos africanos, a tecelagem indígena, e, enfim, a mistura de todas essas técnicas e representações consagradas pela distância temporal ou pela tradição laica e religiosa, o espetáculo se empenha na valorização estética do artesanal e, portanto, do bárbaro.”
Mariângela Alves de Lima, jornal O Estado de S.Paulo

“A amplitude de conhecimento (de Gabriel Villela) talvez explique os fantásticos acertos dessa extraordinária tragédia grega, do século V a.c., que sob seu comando enche os olhos, ouvidos e o coração. Como se isso fosse pouco, os atores-cantores arrasam. Vale destacar ainda a cenografia, assinada por Márcio Vinícius, de superbom gosto, discreta e totalmente funcional. Nota dez. É imperdível. Não deixe de ver.”
Maria Lúcia Candeias, site Aplauso Brasil

“Gabriel Villela de novo se arrisca em equilibrismo, sem rede de proteção. Uma tragédia grega não é fácil em nenhum aspecto, e ele aceita o desafio. Conta com um belo grupo de técnicos e artistas que o auxiliam na difícil tarefa de conceber e executar máscaras, cenário, figurinos, adereços, luzes e, principalmente, música e cantores. Por último, e não menos importante, com uma esplêndida atriz, Walderez de Barros , para o papel título. O resultado é um espetáculo de grande beleza, cheio de técnica e de demonstrações de habilidade em movimentos, sons, cenografia.”
Renata Pallotini, dramaturga, em seu blog

“Impossível não sair muito impactado da montagem de Hécuba, tragédia de Eurípides, posta em cena sob a batuta do premiado encenador Gabriel Villela e apontada pela crítica como uma das melhores em cartaz. Apoiado em interpretações magníficas de um elenco aplicado, rigoroso e formalista, o texto foi compactado pelo próprio diretor para pouco menos de uma hora – e o resultado é uma forte e rápida concentração de sentimentos arquetípicos, como ganância, dor e vingança, que nos arrebata do começo ao fim. Dói no fundo de nossa alma ver retratada com tanta precisão a instabilidade que caracteriza nossa passagem pela vida. Se um dia somos reis, no outro podemos passar a escravos, como se dá com a protagonista, antologicamente vivida por Walderez de Barros. O visual do espetáculo é esplendoroso, demonstrando a coragem do diretor em ousar e renovar, sem medo de romper com o academicismo intocável que muitas vezes engessa a estética das tragédias gregas. E o canto coral é deslumbrante, uma atração à parte. Você não vai sair ileso. É teatro do mais alto nível.”
Dib Carneiro Neto, dramaturgo, no site da revista Personnalité

“Histórias e textos clássicos permanecem vivos e provocam reflexão sempre que encenados e reencenados. É o caso da tragédia de Eurípides, Hécuba, que revela o horror da guerra e suas trágicas consequências. Com adaptação, direção e figurinos de Gabriel Villela, quem dá vida à rainha de Troia é a premiada e consagrada atriz Walderez de Barros, em mais uma de suas brilhantes atuações.”
Maurício Mellone, site Aplauso Brasil

“Apesar da temática pesada, a montagem de Gabriel Villela tem um ar de beleza e até de leveza. Os figurinos, também criados por ele, trazem movimento, cor e fascinam a plateia, que sai comentando a beleza de tudo aquilo. Não usar só o preto ou branco é um ponto que merece destaque e atrai o público. Além disso, Gabriel remonta a ideia das máscaras usadas no teatro. O efeito das máscaras é incrível. O diretor centra o olhar da plateia e projeta uma voz diferenciada, além, claro, de exigir um trabalho corporal que é brilhantemente feito pelos atores escolhidos.”
Kyra Piscitelli, site Cena Paulistana


SOBRE A PROTAGONISTA WALDEREZ DE BARROS:

Com quase 50 anos de profissão, Walderez é uma atriz consagrada pela crítica especializada, tendo seu nome ligado a inúmeros trabalhos dos mais contundentes no teatro brasileiro, além de atuações marcantes na televisão e no cinema.
Dentre suas inúmeras indicações para as mais importantes premiações, Walderez conquistou 3 Prêmios Molière e 3 Prêmios Mambembe, como Melhor Atriz de Teatro. Alguns de seus premiados trabalhos em teatro: Medéia, tragédia grega de Eurípides; A Gaivota, de Anton Tchécov; Max, monólogo de Manfred Karge; O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchécov; Elektra, de Sófocles; As Portas da Noite, espetáculo com poemas e canções de Jacques Prévert; Lago 21, roteiro de Jorge Takla para trechos de Hamlet e Gaivota; Madame Blavatisky, texto de Plínio Marcos; O Abajur Lilás, texto de Plínio Marcos; O Evangelho Segundo Jesus Cristo, adaptação do romance de José Saramago feita por Maria Adelaide Amaral; A Ponte e a Água de Piscina, de  Alcides Nogueira, dirigida por Gabriel Villela; Fausto Zero, de Göethe, direção de Gabriel Villela. Em televisão, começou com Beto Rockfeller, na Tevê Tupi; na Tevê Globo, destacou-se em O Rei do Gado, de Benedito Rui Barbosa, com a personagem Judite. Por esse trabalho, recebeu vários prêmios, entre eles o Prêmio de Melhor Atriz de Televisão da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Do mesmo autor, participou recentemente da novela Paraíso. Participou também, entre outras novelas, de Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, novelas de Manoel Carlos. Atuou, ainda, em várias minisséries: Dona Flor, Hilda Furacão, Luna Caliente. E acaba de participar da novela Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo. Estava no elenco da série Alice, produzida pela HBO, com direção geral de Karim Aynouz. Em cinema, seus mais destacados trabalhos são: Outras Estórias, adaptação de contos de Guimarães Rosa, dirigido por Pedro Bial; e Copacabana, um filme de Carla Camurati. Seu último filme foi Quincas Berro D’água, adaptação do conto de Jorge Amado, com direção de Sérgio Machado.

SOBRE O ENCENADOR GABRIEL VILLELA:


Diretor, cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela estudou direção teatral na USP e iniciou sua carreira em 1989 com Você Vai Ver o que Você Vai Ver, de Raymond Queneau, e O Concílio do Amor, de Oscar Panizza. Ganhador de diversos prêmios, como Molière, Prêmio Sharp, Shell, Troféu Mambembe, APCA, Apetesp e Panamco, Gabriel, desde então, é um colecionador de prêmios, por montagens de autores como  Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de la Barca (A Vida é Sonho), William Shakespeare (Romeu e Julieta e Ricardo III), Nelson Rodrigues (A Falecida e Vestido de Noiva), Arthur Azevedo (O Mambembe), Strindberg (O Sonho), Samuel Beckett (Esperando Godot), Albert Camus (Calígula), Goethe (Fausto Zero), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Chico Buarque (Ópera do Malandro, Os  Saltimbancos e Gota D'Água), Alcides Nogueira (A Ponte e a Água de Piscina)  e Dib Carneiro Neto (nas adaptações de Estação Carandiru, que se chamou Salmo 91, e de Crônica da Casa Assassinada).

Ficha técnica de HÉCUBA

Texto – EURÍPIDES. Tradução - MÁRIO DA GAMA KURY - Direção, Adaptação e Figurinos - GABRIEL VILLELA. Assistência de direção - CÉSAR AUGUSTO e IVAN ANDRADE. Elenco – Walderez de Barros, Flávio Tolezani, Fernando Neves, Leo Diniz, Luisa Renaux,  Luiz Araújo, Rogério Romera, Nábia Vilela e Marcelo Boffat.  Cenografia - MÁRCIO VINÍCIUS. Adereços - SHICÓ DO MAMULENGO. Desenho de luz - Miló Martins. Preparação vocal – BABAYA. Antropologia da voz - FRANCESCA DELLA MONICA. Direção musical e arranjos vocais - ERNANI MALETTA. Preparação corporal - RICARDO RIZZO. Fotos: JOÃO CALDAS (Crédito Obrigatório). Direção de Produção: CLAUDIO FONTANA. Produção local: RUBIM PROJETOS E PRODUÇÕES



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