terça-feira, 29 de maio de 2012

GORETE MILAGRES COMEMORA 18 ANOS DA PERSONAGEM FILOMENA EM ESTREIA NACIONAL DE “FILÓdáEMPREGO.COM” EM BH




Gorete Milagres sobe aos palcos com o espetáculo que celebra os 18 anos de criação da personagem Filomena. Em “FILÓdáEMPREGO.COM”, a atriz mostra as transformações que Filó passou nos últimos anos, com direção de Eliana Fonseca e cenografia e figurinos de André Cortez. Esperta como ela só, nesses tempos de mudança, onde está mais fácil arrumar marido do que uma empregada, ela abre as portas da sua agência “Filódáemprego.com, oferecendo dicas a empregadas e patrões. “A personagem evoluiu, mas não perdeu a sua essência, a sua simplicidade, a sua pureza e o seu encanto”, enfatiza Gorete Milagres que está muito feliz em fazer a sua estreia nacional em Belo Horizonte, no mesmo local onde tudo começou. A estreia nacional ocorre no dia 1º de junho, no Teatro Dom Silvério, em Belo Horizonte, permanecendo em temporada por dois finais de semana, até o dia 10 de junho, sempre de sexta a domingo.

Em Belo Horizonte, o espetáculo é realizado em parceria com o selo do projeto Teatro em Movimento, idealizado por Tatyana Rubim, e viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com o patrocínio da FIAT. Depois da capital mineira, o projeto segue com a montagem para Betim, fazendo única apresentação no município, no dia 16 de junho, sábado, às 20h, com entrada gratuita, na Casa de Cultura Josephina Bento.
“FILÓdáEMPREGO.COM
O texto é da própria Gorete Milagres, que sentiu a necessidade de fazer sua personagem evoluir de acordo com as tendências culturais, sociais e econômicas do país. A Filomena começou como diarista, passando a mensalista, arrumadeira, copeira, até virar governanta. E essa evolução é narrada com muito humor no espetáculo. “A percepção da necessidade da mudança foi minha. Passaram-se 18 anos e muitos fatos ocorreram. Eu queria evoluir a Filomena porque todo mundo evoluiu. A ascensão da classe C me fez pensar e comecei, há um ano, a injetar novidades nas apresentações fechadas. Era impossível, nos tempos de hoje, ficar com a Filomena, por exemplo, de dente podre. Hoje, a empregada tem empregada, quer deixar de ser doméstica e virar balconista, atendente, recepcionista, ela acha mais chique. A profissão está mais respeitada, inclusive com melhorias na Lei que a representa. Então, tratei os dentes, melhorei a barriga, fui mesclando o texto antigo com um pouco do novo, até chegar ao roteiro final, completamente diferenciado. No teste, a mudança de visual e a saúde da personagem não interferiram na aceitabilidade do público”, lembra Gorete.

Já governanta, vendo as patroas brigarem pelos seus serviços, a Filó passa um mês em cada casa, com a finalidade de ensinar os serviços para as empregadas. Muitas vezes ela percebe que tem que substituí-las. Mas como? Onde encontrar alguém de confiança e boa de serviço? Da vida real para o palco, diante da dificuldade de se conseguir uma empregada doméstica, Filomena abre sua agência de emprego virtual, a “FILÓdáEMPREGO.COM”. Ela ganha um Iphone da patroa, cria um e-mail e começa a se conectar, à sua maneira, às novidades do mundo virtual e empresarial. E, como governanta muito solicitada em várias casas, de diferentes cidades do país, aonde ela chega, se propõe a fazer um evento para selecionar empregadas. E a peça é o evento de Filó. Só que ela não tem preparo para fazer eventos e muito menos para ser palestrante, para falar em público, mas faz tudo do seu jeito, achando que está arrasando. E nessa seleção surgem as mais inusitadas perguntas para as empregadas, como: se é hipocondríaca, se é preguiçosa e por aí vai. Filó também decide que a patroa também deve ser entrevistada e quer saber: se ela faz barulho na hora de dormir, se é bipolar, se é viciada em remédio. E, na peça, o tempo todo o telefone toca. É a patroa que a contratou na cidade, que quer saber onde ela está, falar do trabalho. E a contratante da Filó é uma personalidade conhecida de todos na cidade.  “Como já é recorrente em minhas apresentações, ocorre completa interatividade com a plateia. Na peça, todos são empregados ou patrões. Vira uma diversão”, explica Gorete Milagres. Na entrada do espetáculo as pessoas recebem um papel e são convidadas a registrar algum causo e entregar para a produção. A história pode aparecer na próxima sessão. A ideia é ir substituindo as histórias, mantendo sempre um frescor nas apresentações.

Direção
Pela primeira vez, Gorete Milagres convidou alguém para dirigi-la. “Sempre fiz tudo em meus espetáculos, desde a produção. Mas desta vez queria dar uma atenção maior à montagem, é um momento especial de minha carreira. Por isso, convidei a Eliane Fonseca para a direção. Ela foi minha redatora no programa “Ó Coitado”, no SBT, e, na peça, fez também a supervisão do texto”, diz Gorete.

A diretora conta que já conhecer a personagem Filomena foi essencial para o sucesso na direção da montagem. “Devido ao trabalho do seriado na TV, eu tinha completo domínio do perfil da Filomena. Já tinha muita familiaridade com a personagem e seu universo. Para comemorar esses 18 anos, foi criada uma nova concepção. Repaginamos a Filó, que evoluiu junto com sua categoria”, explica Eliana Fonseca.

Para a diretora, um dos desafios e prazeres do trabalho é a complexidade da personagem. “A Filomena tem vida própria, pensa sozinha. O bacana dessa complexidade é que ela representa uma classe muito brasileira, que evoluiu durante os anos. E isso é de uma riqueza e profundidade fantástica. A Filó é meio Macunaíma, é o Zé Grilo, nos lembra de tantos personagens que também tem a brasilidade em seu cerne. A minha dificuldade não é com a Gorete, com a atriz, é com a Filó. Isso porque a personagem cria, e é muito bom o que ela faz e fala, e é tudo muito engraçado. Ela tem um farto vocabulário e muitos casos. A dificuldade estava em tirar o excesso, porque a Filó inventa demais e tudo é muito bom. E para conseguir manter o tempo de 1h30 de peça, ritmo, desenho e estrutura, fica complicado. Tem uma hora que você fala chega, vamos fechar nisso ”, conta Eliana Fonseca. Para ela, a personagem é mais difícil de lidar do que com a atriz.  “A Gorete é interessante porque como atriz é muito completa. Tem um trabalho de corpo excelente, o tempo dramático dela é fantástico, tem total domínio cênico, o que poucos atores têm. Juntando tudo isso, a personagem complexa e uma atriz completa, vira um prato cheio para qualquer diretor, um presente para mim”, completa Eliana.

Cenário e figurino                      
Para a cenografia e o figurino, Gorete Milagres convidou o premiado cenógrafo André Cortez, que encontrou no crochê o elemento principal para mostrar a evolução da personagem, sem, no entanto, fazê-la perder a ingenuidade. “O cenário tem ideia de um lugar preparado pela Filó, com todos seus limites, mas caprichoso. Tudo se passa no evento dela, no qual ela apresenta seu novo projeto de vida, que é ser agenciadora, uma ponte entre patroa e empregada. A dificuldade era como manter o clima brejeiro e ao mesmo tempo marcar essa evolução da personagem e esse up grade que ela deu na vida. Trabalhar com a Filó é muito delicado, por ser uma personagem querida, que tem um desenho definido, era complicado mudar. O desafio é como manter a essência da personagem que já era tão forte e dá uma cara nova,” lembra Cortez. Ele conta que foi a partir de pesquisas que surgiu a ideia do crochê como referência de material, por se um produto trabalhado, que passa pela sofisticação, mas ainda consegue manter o estilo forte de brejeiro e de mineiro. “Pesquisei em cima disso e vi que o crochê permeia por todas as estações, pode estar numa casinha simples, é feito manualmente, mas inspira um pensamento mais elaborado, é feito com cuidado. A partir disso, construímos o figurino, e virou o material básico de todo o visual da peça. O crochê aparece no tapete, cobrindo os móveis, e, além disso, criamos um jogo de mesas de várias dimensões para dar um ar de arte contemporânea, mas ao mesmo tempo com a cara e o improviso da Filó. É algo construído em conjunto pelo cenógrafo e pela personagem, com toda a sua ingenuidade. O público vai encontrar a sutileza da construção e ingenuidade da Filó”, antecipa.

A mobilidade também foi um artifício pensado pelo cenógrafo. “Afora a Filó, entrou a característica da Gorete, que é uma pessoa da estrada, em que o cenário tem que ser prático e ter mobilidade para atender a necessidade de locomoção da peça, porque depois de estrear nos teatros nas capitais, ela vai para os lugares mais díspares que podemos imaginar, como sempre fez ao longo destes anos”, finaliza.

Essa é a primeira vez que Gorete e André trabalham juntos, mas a admiração pelo trabalho um do outro já vem de tempos. “Conheço a Gorete desde que surgiu a personagem, assistindo como plateia as apresentações do FIT em BH, na década de 90. E, agora, é um prazer participar desse projeto comemorativo. Nosso trabalho foi em parceria. Teria que ser coletivo porque a personagem Filomena é como uma entidade, que merece todo o tato, o tempo toda estávamos nessa linha de equilíbrio entre o ingênuo e o naife , o inteligente e o sofisticado”, revela Cortez.

Gorete Milagres conta que o convite a André Cortez veio pela admiração que tem pelo trabalho dele. “Meu cuidado era tirar o tom de stand up da Filó. Ela é uma personagem teatral que merecia uma atenção no cenário e luz. Eu já faço tudo sempre e dessa vez queria diferente. O André é mineiro, gosta da Filó e é talentoso. O processo de criação foi coletivo, mas ele entregou a proposta perfeita com o crochê, porque mudar o figurino da Filó era muito arriscado e cair na mesmice era fácil ”, diz Gorete.

 Serviço Belo Horizonte
“FILÓdáEMPREGO.COM, com Gorete Milagres

Datas e horários: 01 a 03 de junho / 08 a 10 de junho – sextas e sábados às 21h e domingos às 19h
Ingressos antecipados: R$ 30,00 inteira – R$ 15,00 meia entrada
Ingressos no dia: R$ 40,00 inteira - R$ 20,00 meia entrada
Local: Teatro Dom Silvério (Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi)- Belo Horizonte/MG
Informações: (31) 21915700

VENDAS SINPARC
Preço: R$ 12,00 – VALOR ÚNICO - No posto SINPARC (Avenida Afonso Pena, 1055 - Mercado das Flores)


Serviço Betim
“FILÓdáEMPREGO.COM, com Gorete Milagres
Data e horário: 16 de junho, sábado, às 20h
Local: Casa de Cultura Josephina Bento - Rua Padre Osório Braga, 18, Centro – Betim
 Entrada Gratuita
Informações: (31) 3532-2911

Informações para a imprensa:
Jozane Falero / AB Comunicação (31) 3261 1501 / (31) 92046367

sexta-feira, 11 de maio de 2012

TEATRO EM MOVIMENTO TRAZ “PALÁCIO DO FIM” A BH




Baseada em três histórias reais, peça escrita pela canadense Judith Thompson
com Camila Morgado, Antônio Petrin e Vera Holtz no elenco, faz curta temporada no Sesiminas, dias 19 e 20 de maio


O projeto “Teatro em Movimento”, da Rubim Produções, traz a Belo Horizonte o elogiado espetáculo “Palácio do Fim”. Baseada em relatos verídicos, a montagem apresenta três visões particulares sobre o drama iraquiano. Com direção de José Wilker e elenco formado por Antônio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz, a peça, escrita por Judith Thompson, um dos principais nomes do teatro canadense contemporâneo, descreve com precisão e intensidade a forma pela qual três vidas, mesmo em lados opostos de um conflito, podem ser modificadas e conectadas pela barbárie. “Palácio do Fim”, referência à antiga sede da câmara de tortura de Saddam Hussein, leva o público a observar como, nas mais diferentes culturas, a irracionalidade traça sempre o caminho da dor. O espetáculo fica em cartaz no teatro SESIMINAS, dias 19 e 20 de maio, sábado e domingo.

No primeiro conto, denominado “Minhas Pirâmides”, Camila Morgado dá voz a Lynndie England, oficial do exército americano acusada na corte marcial pelo abuso de prisioneiros em Abu Ghraib. Grávida do ex-namorado, ela reflete sobre as fortes imagens que expuseram ao mundo as grotescas técnicas de tortura que arquitetou ― presos sendo puxados por coleiras e amontoados nus em pirâmides.

“Colinas de Horrowdown”, segunda história,  tem como protagonista o Dr. David Kelly ― vivido por Antonio Petrin ―, inspetor de armas britânico que relatou à BBC que não havia armas de destruição em massa no Iraque. Após ser atacado e humilhado pelo governo britânico, o cientista se prepara para a morte no cenário bucólico do bosque próximo a sua casa, na Inglaterra. Suas últimas horas são dedicadas a um discurso de mea culpa em que revela as circunstâncias pelas quais apresentou falsas premissas para a guerra.

A peça termina com  “Instrumentos de Angústia”, testemunho de Nehrjas Al Saffarh, interpretada por Vera Holtz, ativista iraquina membro do Partido Comunista. Com a doçura e o equilíbrio da maturidade, ela recorda como sobreviveu à polícia secreta de Saddam Hussein e aos horrores aos quais foi submetida no Palácio do Fim.

O cenário de Marcos Flaksman, os figurinos de Beth Filipecki e iluminação de Maneco Quinderé operam em perfeito equilíbrio com o texto, proporcionando um cuidadoso conjunto das vozes apresentadas.

“Palácio do Fim”, que estreou no Rio de Janeiro, em 13 de outubro de 2011, com produção de Claudio Rangel e José Wilker.  Em Belo Horizonte, a produção local é da Rubim Produções, de Tatyana Rubim, idealizadora do projeto Teatro em Movimento, que tem o apoio cultural do Instituto Unimed BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO:
Palácio do Fim, de Judith Thompson. Três emocionantes histórias reais sobre experiências vividas no Iraque antes e depois da invasão americana em 2003. Direção de José Wilker. Com Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz.
Dias 19 e 20 de maio, sábado e domingo
Teatro Sesiminas – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia – BH
Horário: sábado às 21h e domingo às 18h
Ingressos: R$ 60,00 - inteira e R$ 30,00 - meia-entrada
Informações: (31) 3241.7181
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos

FICHA TÉCNICA
Autora: Judith Thompson / Tradução: João Gabriel Carneiro / Direção: José Wilker / Elenco: Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz / Cenografia: Marcos Flaksman / Figurinos: Beth Filipecki / Iluminação: Maneco Quinderé / Música original:  Marcelo Alonso Neves / Projeto gráfico: Felipe Taborda (direção de arte) e Lygia Santiago (design) /
Direção de Produção: Cláudio Rangel / Realização: M.I. Produções Artísticas

ASSESSORIA DE IMPRENSA
AB Comunicação: Jozane Faleiro  - 31 92046367 | 3261.1501 - jozane@ab.inf.br

SOBRE PALÁCIO DO FIM

Palácio do Fim surgiu da ideia de transformar um artigo de jornal em pequeno monólogo. Na época, o que mais chamou a atenção da dramaturga canadense Judith Thompson foi a cobertura da imprensa para o caso Lynndie England, oficial americana presa pela participação na tortura de prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib. A autora notou que os comentários sobre Lynndie eram repletos de ódio misógino, sem qualquer relação com política, e decidiu transformá-la em personagem.

Após uma primeira versão da peça, que contou com a atuação da atriz Waneta Storms, Judith incorporou outros personagens ao texto. O primeiro foi baseado na trajetória do cientista britâncio David Kelly, cuja coragem a sensibilizou. Para completar, era necessário dar voz a uma mulher iraquiana ― e, por coincidência, alguns de seus vizinhos eram imigrantes do Iraque. Foi essa a maneira pela qual entrou em contato com a história das torturas sofridas durante os anos 1960 pela mulher de um famoso comunista daquele país.

Estava pronto o conceito final de Palácio do Fim, produzido pela primeira vez como um peça completa no Epic Theatre, em Nova York. Em seguida foi montada em Los Angeles, no CanStage (Toronto), e no Royal Exchange (Manchester), recebendo o prêmio Amnesty International Freedom of Speech. Também venceu os prêmios Susan Smith Blackburn e Dora (o Tony de Toronto).

Diretor: José Wilker
Ator, diretor, escritor, crítico e produtor nas áreas de teatro, cinema e televisão. José Wilker é dono de um currículo que conta com 58 filmes, 41 novelas e minisséries na TV e 54 peças de teatro. Entre os longas de que participou está um dos maiores fenômenos de bilheteria da história do cinema brasileiro: Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), visto por 12 milhões de espectadores. Este ano, Wilker estreia na direção de um longa metragem com Giovanni Improtta ― do qual também é protagonista ―, onde retoma o papel do personagem criado por Aguinaldo Silva para a novela Senhora do destino (2004). Vencedor por dois anos do prêmio Molière, como melhor Ator, em 1976, e melhor Diretor de Teatro, em 1986.  No exterior foi laureado com o prêmio Melhor Ator Festival de Paris, em 2007 e o Troféu Tatu Tumpa por sua atuação em El Amor Más Grande del Mundo, no IX Festival Iberoamericano de Cine de Santa Cruz de 2007. 







Autora: Judith Thompson
Judith Thompson é autora, diretora, roteirista, atriz e professora. Graduou-se em atuação pela National Theatre School of Canada, em Montreal, e atualmente é professora titular da Universidade de Guelph, em Ontário, Canadá, onde vive com o marido e os cinco filhos. Considerada um dos mais importantes nomes do teatro canadense contemporâneo, Judith escreveu 11 peças, dois roteiros para cinema, entre eles Lost and Delirious (2001), e uma série de artigos sobre escrita dramática e docência em teatro. Reconhecida por seu teatro visceral que dá voz a personagens marginais, Thompson ganhou uma série de prêmios, entre eles o Governor General’s Award de literatura por duas peças: White Biting Dog, em 1984, e The Other Side of the Dark, em 1989. Em 2007, ela conquistou o prestigiado prêmio Walter Carsen Prize  por sua excelência nas artes cênicas. Por Palácio do Fim, recebeu o Dora Mavor Moore Award, em 2008, e o Freedom of Expression Award, em 2009.

Camila Morgado é atriz de teatro, cinema e televisão, e atualmente apresenta o programa Saia Justa, no GNT. Por seu papel de estreia na televisão em A Casa das Sete Mulheres, em 2003, ganhou prêmios de melhor atriz revelação. Nos últimos nove anos participou de várias novelas e minisséries de televisão e dois filmes, entre os quais Olga, no qual interpreta a personagem principal e ganhou o Washington Award de melhor atriz estrangeira. No teatro, Camila se formou pela Casa de Artes de Laranjeiras (CAL), estudou com Antunes Filho no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) e trabalhou por quatro anos na companhia de Gerald Thomas. Esteve em cartaz com a comédia Doce Deleite, dirigida por Marília Pêra, e Igual a Você, com direção de Ernesto Piccolo, feita de esquetes sobre transtornos comportamentais. Recentemente gravou uma participação na minissérie As Brasileiras, da TV Globo, no papel de uma cartomante no episódio “As apaixonadas de Niterói”. 

Antônio Petrin tem um vasto currículo teatral como ator e produtor: atuou em 54 peças, produziu nove e dirigiu 12. Recentemente esteve no ar com a novela Amor e Revolução, no SBT. No teatro, protagonizou Seria cômico se não fosse sério, texto de Friedrich Dürrenmatt e direção de Alexandre Reinecke. Atuou em várias novelas e especiais de televisão e 27 filmes, entre eles o clássico Eles Não Usam Black Tie (1980), de Leon Hirschman, e Se Nada Mais der certo (2007), de José Eduardo Belmonte. Foi premiado pela atuação na peça Ganhar ou Ganhar, em 1983, prêmio APETESP, e ganhou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor ator pelo seu papel em A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett, montagem de Francisco Medeiros, que ficou em cartaz de 2000 a 2005.

Vera Holtz é atriz de teatro e televisão, com mais de 50 trabalhos entre peças, novelas, minisséries e filmes. Após cursar a Escola de Arte Dramática (EAD) e a escola de teatro da Uni-Rio, estreou profissionalmente em Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho. Com Pérola, texto e direção de Mauro Rasi, de 1995, arrebatou os principais prêmios de atuação do Rio de Janeiro e em São Paulo, num trabalho consagrador que ficou cinco anos em cartaz. Nos últimos dez anos, trabalhou com os Irmãos Guimarães, de Brasília, fazendo um estudo sobre a obra de Samuel Beckett. O resultado foi a montagem de peças como Dias Felizes e Balanço. Aventurou-se como diretora em O Estrangeiro, de Albert Camus, em 2009, e em Sonhos de Vestir, em 2010, de Sara Antunes. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Beatles Num Céu de Diamantes” chega a BH



Musical de Charles Möeller e Claudio Botelho, que se tornou um fenômeno teatral, faz duas apresentações, dias 5 e 6 de maio, no Palácio das Artes


O projeto Teatro em Movimento traz a Belo Horizonte o musical “Beatles Num Céu de Diamantes”, produzido  pela Aventura Entretenimento. Após conquistar uma marca de quase 200 mil espectadores nas apresentações que fizeram no Rio, São Paulo, Curitiba e até em Lyon, na França, a montagem chega ao Palácio das Artes para curta temporada, nos dias 5 e 6 de maio, sábado e domingo.

Elogiado pela crítica e público, “Beatles Num Céu de Diamantes” inicia a sua primeira turnê no Brasil, que vai de maio a junho, começando pela capital mineira. O segredo do sucesso do espetáculo, que tem o patrocínio nacional da Bradesco Seguros, é que, após quase quatro décadas do fim do grupo, a dupla de diretores Charles Möeller e Claudio Botelho conseguiu fazer quase o impossível: criar algo original a partir da obra dos Beatles.

Em Belo Horizonte, o Teatro em Movimento tem patrocínio da Paranasa, por meio da Lei Rouanet - Federal de Incentivo à Cultura.

Beatles Num Céu de Diamantes

Sem diálogos e acompanhados de piano, percussão e violoncelo, dez cantores-atores criam uma fantástica história através de quase 50 músicas da banda inglesa. Entre as canções escolhidas estão: “Help”, “I wanna hold your hand”, “Lucy in the sky with diamonds”, “Let it be”, entre outras. A simplicidade do musical também está no cenário. Guarda-chuvas, malas, giz, bolhas de sabão, papel picado e cadeira são os recursos cênicos utilizados.

“Os Beatles são considerados a banda mais bem-sucedida da história e com fãs, desde jovens a velhinhos, no mundo inteiro. Por isso, é muito complicado mexer com a obra do grupo. É gratificante e surpreendente as proporções e o sucesso que o nosso musical tomou e estamos muito empolgados com essa nova temporada. Queremos que os mineiros tenham essa oportunidade de entrar no nosso mundo beatlesmaníaco”, comenta Charles Möeller.

No palco, estará reunido todo o elenco que já encenou o espetáculo em diferentes fases: Gottsha, Chris Penna, Thiago Marinho, Kacau Gomes, Jules Vandystadt, Marya Bravo, Pedro Sol, Felipe de Carolis e Analu Pimenta serão acompanhados pelos músicos Claudia Elizeu (piano), Lui Coimbra (violoncelo) e Jonas Hammar (percussão) que também canta e atua no espetáculo.

Ganhador do Prêmio Shell de Teatro (arranjo musical), “Beatles Num Céu de Diamantes” foi classificado como um dos maiores sucessos da temporada teatral dos últimos tempos. “A música dos Beatles é universal, então não tivemos nenhum problema em nos apresentar em outros lugares do mundo”, revela Claudio Botelho.
       
Sobre a Aventura Entretenimento:
Em pouco mais de três anos, que foram completados em outubro, a Aventura Entretenimento, empresa dos sócios Aniela Jordan, Charles Moeller, Claudio Botelho e Luiz Calainho, levou mais de um milhão de pessoas ao teatro. Foram 1.500 apresentações de espetáculos de sucesso, como “Beatles num céu de diamantes”, “A Noviça Rebelde”, “O Despertar da Primavera”, “Gypsy” e agora “Um Violinista no Telhado”, entre outros. Nesse período a Aventura quebrou paradigmas, criou novos modelos e identificou inúmeras oportunidades de crescimento do “negócio teatro musical”.

FICHA TÉCNICA:
Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho
Elenco (em ordem alfabética): Analu Pimenta, Chris Penna, Felipe de Carolis, Gottsha, Jonas Hammar, Jules Vandystadt, Kacau Gomes, Marya Bravo, Pedro Sol e Thiago Marinho.
Músicos: Claudia Elizeu (piano), Jonas Hammar (percussão) e Lui Coimbra (violoncelo)
Direção: Charles Möeller / Direção Musical: Cláudio Botelho / Roteiro: Cristiano Gualda e Charles Möeller / Arranjos: Delia Fischer / Arranhos Vocais: Jules Vandystadt / Direção de Movimento: Charles Möeller e Renato Vieira / Iluminação: Paulo Cesar Medeiros / Direção de Arte: Charles Möeller / Desenho de Som: Marcelo Claret / Realização: Aventura Entretenimento / Produção local: Rubim Produções / Classificação Etária: 10 anos

SERVIÇO

Espetáculo:



Beatles num céu de diamante
Local:
Palácio das Artes

Data:
05 e 06 de maio

Horário:
Sábado às 21h. Domingo às 19h.
Informações:
3236-7400


Classificação:
10 anos


Duração:
90 min.


IngressoS:



Plateia I
Inteira
 R$      90,00

Meia Entrada
 R$      45,00

Plateia II
Inteira
 R$      80,00

Meia Entrada
 R$      40,00

Balcão
Inteira
 R$      70,00

Meia Entrada
 R$      35,00




Informações para a imprensa: Jozane Faleiro e Afonso Borges – AB Comunicação e Cultura
(31) 3261.1501 / (31) 92046367 / jozane@ab.inf.br