terça-feira, 26 de junho de 2012

"No silêncio da casa, ela ouve o som dos próprios passos. Passos que nunca quis escutar. Estar sozinha, no silêncio, a amendrotava. Solidão é medo. Era. Chegava, acendia todas as luzes da casa. Ligava a TV para parecer ter companhia. Começou a mudar. Sentia isso. Colocou 10 tons a menos no volume, deixando apenas as imagens lá, soltas, sem voz, quase mudas, aleatórias. O corredor queimou as lâmpadas há alguns meses. Não trocou. Deixa a penumbra chegar aos poucos. Lá dentro, as diferença. Ela sente com calma. Foi lá, bateu na porta, disse seu nome e partiu. Não entrou. Saiu inteira, não deixando a gota cair."

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