quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bárbara Paz e Paulo Azevedo apresentam Hell em BH



“Hell é um espetáculo de alta categoria que honra o teatro. (Bárbara Heliodora – O Globo ****)

“A arrebatadora atuação de Bárbara Paz é, em si, um espetáculo a parte dentro da poderosa encenação que Hector Babenco fez de Hell, de Lolita Pille. (Jefferson Del Rios – O Estado de S. Paulo)

Hector Babenco dirige Bárbara Paz e Paulo Azevedo em primeira adaptação teatral do romance da jovem francesa Lolita Pille. Montagem está entre os 10 melhores espetáculos de 2011 (O Globo) e ganhou o prêmio de Melhor Atriz ( Revista Quem). Em cartaz no Teatro SESIMINAS dias 14 e 15 de setembro, sexta e sábado, às 21h


O projeto Teatro em Movimento traz a capital mineira o espetáculo Hell, com Bárbara Paz e o mineiro Paulo Azevedo.  Fenômeno editorial na França e best-seller em dezenas de países, o romance “Hell” marcou em 2003 a estreia da escritora francesa Lolita Pille, então com 21 anos. Retrato devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, a obra poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso. Esse é o enredo que o público pode conferir em apenas duas apresentações, dias 14 e 15 de setembro, sexta e sábado, às 21h, no teatro SESIMINAS.

Em Belo Horizonte, a produção local é da Rubim Produções, de Tatyana Rubim, idealizadora do projeto Teatro em Movimento, que tem o apoio cultural do Instituto Unimed BH e da Porto Seguro, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O espetáculo

Na adaptação do livro para o teatro, a primeira no mundo, Babenco teve a parceria de Marco Antônio Braz, concentrando a dramaturgia em dois personagens: Hell, a protagonista interpretada por Bárbara Paz, e Andrea, o homem que ama, vivido por Paulo Azevedo.

Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante. Niilista despreza a natureza e o único credo é que seja bela e consumista. A adaptação concentra a ação da peça na trágica história de amor vivida pela protagonista e Andrea - um jovem tão rico e tão imerso no desespero quanto ela. A experimentação de um afeto verdadeiro assim como uma total inabilidade para lidar com ele, constituem o fio narrativo principal da transposição para a cena desse romance.

Na equipe de criação da montagem, Giovanni Bianco, o diretor de arte de renome internacional, assina a concepção de imagem (figurinos, visagismo, design); Murilo Hauser é o co-diretor, Felipe Tassara fez a cenografia e Beto Bruel é o responsável pela iluminação. Direção de produção de Henrique Mariano e produção executiva de Roberta Koyama.

Esse é o terceiro espetáculo que Hector Babenco dirige. Os anteriores foram Loucos de Amor (1988), de Sam Shepard, com Edson Celulari, Xuxa Lopes, Antonio Calloni e Linneu Dias; e Closer - Mais Perto (2000), de Patrick Marber, com Renata Sorrah, José Mayer, Marco Ricca e Guta Stresser.

Hell, por Hector Babenco

“Sou essencialmente um homem de teatro. Foi assim que comecei e assim tenho prosseguido. Deixando esta marca forte dentro dos meus filmes. A descoberta do livro Hell me despertou de uma forma feroz, como nunca antes me aconteceu. Loucos de Amor, de Sam Shepard, Closer, de Patrick Marber, ambos dirigidos por mim, e outros espetáculos que produzi, nasceram de uma vontade enorme de voltar ao palco. O encontro do livro Hell me deixou perplexo diante da devastadora banalidade da vida narrada em primeira pessoa pela personagem principal, que nos leva a uma história de amor, intensa e cega, que com a mesma força que nasce e se mantém, se desfaz, imersa num universo de drogas e futilidades. Penso que a transposição deste texto para dramaturgia de dois atores possa de alguma forma flagrar um instante de vida onde a vida real parece impossível. Gostaria de entregar no palco a sensação do fracasso do amor, entre pessoas que tem tudo para serem felizes e que são impedidas pelos vícios ou por um comportamento doentio delas mesmas.”

Bárbara Paz

Formada pela Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Trabalhou com o Grupo Tapa, Parlapatões e Pia Fraus. Com mais de 15 peças no currículo, seus principais trabalhos foram A Importância de ser Fiel, de Oscar Wilde, dirigida por Eduardo Tolentino; Madame de Sade, de Yukio Mishima, dirigida por Roberto Lage; Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, dirigida por Alexandre Reinecke; Contos de Sedução, de Guy de Maupassant, direção de Eduardo Tolentino. No cinema, fez Ilha Rá-Tim-Bum, de Eliana Fonseca, e Seja o que Deus quiser, de Murilo Salles. Recebeu o Prêmio Kikito de melhor atriz em 2003 pelo curta-metragem Produto Descartável, de Rafael Primot. Dirigiu e escreveu, em 2005, seu primeiro curta. Dirige e apresenta o programa Curta na Estrada, no Canal Brasil. Em televisão, recentemente fez o papel da Renata na novela Viver a Vida, da Rede Globo.

Paulo Azevedo 
Ator, promotor cultural e jornalista. Atua há 15 anos como ator e produtor com grupos e diretores reconhecidos da cena brasileira, como Hector Babenco, Cibele Forjaz; Yara de Novaes; Ione de Medeiros e Mônica Ribeiro. É fundador e ex-integrante do Grupo Espanca!, realizando os espetáculos “Por Elise” (Representante brasileiro na Copa da Cultura – Berlim 2006, a peça foi indicada pela Revista Bravo! como um dos 100 melhores espetáculos produzidos nos últimos oito anos no Brasil e foi vencedor de dois dos mais importantes prêmios no país: Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA e Shell São Paulo de Melhor Texto, em 2005) e “Amores Surdos” (Indicado como Melhor Ator ao Qualidade Brasil São Paulo e Usiminas SINPARC MG, além de três indicações ao Prêmio Shell SP). Assinou a concepção, roteiro e atuava, em parceria com Rita Clemente, no espetáculo “Histórias de Chocar”, baseado na romance “Ensaios de Amor”, de Alain de Botton. É dramaturgo dos espetáculos “Sonetos de Areia” e “Nômades” do Projeto Cena 3x4 Galpão Cine Horto, sob a coordenação do diretor Antônio Araújo e do dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Em 2011, dirigiu o espetáculo "A Carne Exausta", com texto inédito de Cássio Pires, que retorna ao cartaz em 2012.

Lolita Pille e Hell

 “Se Lolita Pille provavelmente fez parte da geração dopada por Bret Easton Ellis e Frédéric Beigbeder, isso não a impediu de reler Harmonie du soir, de Baudelaire. E, por baixo de sua insolência exasperante, descobrimos uma jovem mulher dotada de uma grande lucidez para decodificar as regras do jogo de um mundinho medíocre."Le Monde
Lolita Pille (nascida em agosto de 1982) descreve sem pudor o mundo ao seu redor. Ela escreveu Hell, “num instante de rebeldia”, segundo suas palavras, quando tinha 18 anos, nas mesas de bares da moda, às quatro horas da manhã, depois de sair das boates mais caras de Paris. Escreveu também nos intervalos (e durante) as aulas, que pouco assistia, no Liceu La Fontaine, frequentado pela juventude pretensamente dourada do 16ème Arrondissement. Não precisou pesquisar muito: bastava olhar para os lados, conversar com as amigas insolentes e mimadas e descrever seu próprio cotidiano, vivido em badalados restaurantes, bares de hotéis e áreas vips de boates, sem falar nos passeios em carros de luxo e nas viagens nos jatinhos de amigos.
Hell é fascinante e provocador, desabusado e lúcido, diante do qual é impossível permanecer indiferente. Talvez o segredo de seu impacto esteja no fato de que, por trás da irritante exaltação do meio que frequenta, Lolita o denuncia da forma mais dura possível. Quando faz um aborto, ela adquire uma consciência amarga da vacuidade da sua existência. É então que a autora desvenda sem hipocrisia o mundinho fútil dos muito ricos, o lado sombrio da juventude dourada.
Ela nunca disse que qualquer semelhança de seu livro com a realidade seria mera coincidência, ao contrário, ela afirma que não exagerou em nada, apenas romanceou um pouco a sua vida real. Ela é filosoficamente pessimista, tendo moldado seu ceticismo nas leituras de Baudelaire e Bataille: “Se os ricos não são felizes, é por que ‘Felicidade não existe’”, reflete. Ou ainda: “A humanidade sofre, e eu sofro com ela”. Mas por mais cínica diante da mediocridade que a rodeia, Lolita/Hell se recusa a assumir o papel de pobre menina rica. Ela não abre mão dessa vida, mordida pela engrenagem infernal da noite. “Não vou parar de sair. O que iria fazer de meu guarda-roupa Gucci?”.
Depois dos relatos, Lolita foi proibida de entrar em boates e rejeitada por amigos que se viram retratados em situações embaraçosas. Ela se mudou da luxuosa casa dos pais para um apartamento no bairro do Marais, desistiu das noitadas e deu continuidade à bem-sucedida carreira literária, lançando Bubble gum (2004) e Crépuscule Ville (2008). Além disso, escreve crônicas na revista Femmes.

Ficha Técnica:
Texto: Lolita Pille / Adaptação: Hector Babenco e Marco Antonio Braz / Direção: Hector Babenco
Co-direção: Murilo Hauser / Elenco: Barbara Paz e Paulo Azevedo / Concepção de Imagem: Giovanni Bianco / Cenografia: Felipe Tassara / Iluminação: Beto Bruel / Direção técnica: Marta Tramonti / Assistente de Produção: Laura Salerno / Produção Executiva: Roberta Koyama / Direção de Produção: Henrique Mariano / Realização: HB Filmes Ltda /Patrocinio: Sabesp

Serviço:
“Hell”, com Bárbara Paz e Paulo Azevedo, direção de Hector Babenco
Classificação: 14 anos / Duração: 75 minutos
Local: SESIMINAS – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia
Dias/Horários: 14 e 15 de setembro – sexta e sábado, às 21h
Ingressos: R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia entrada
Informações: (31) 3241.7181


Informações para a imprensa BH: Jozane Faleiro
(31) 3261.1501 / 9204.6367 – contato@jozanefaleiro.com

Nenhum comentário: