quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Hamlet de Thiago Lacerda chega a Belo Horizonte


Sob a concepção e direção de Ron Daniels, que volta ao Brasil depois de 12 anos, espetáculo coloca em cena 15 atores para contar a tragédia desse que é um dos mais enigmáticos personagens do teatro. De 19 a 21 de abril, no grande teatro do Sesc Palladium



“Hamlet é um thriller inteligente e cheio de humor, onde correm lágrimas e sangue e que fala com urgência de nós mesmos e do nosso tempo.”
Ron Daniels

O fantasma do velho rei da Dinamarca à procura de seu filho e clamando por vingança está de volta. A tragédia de Hamlet, considerado um dos mais perfeitos persona­gens criados por William Shakespeare, é revisitada por um elenco de 15 atores que tem Thiago Lacerda como o príncipe dinamarquês. Em cena estão Antonio Petrin, Selma Egrei, Sylvio Zilber, Eduardo Semerjian, Anna Guilhermina, André Hendges, Chico Carvalho, Everson Romito, Fernando Azambuja, Marcelo Valente Lapuente, Marcos Suchara, Rafael Losso, Ricardo Nash e Rogério Romera. Montagem faz curta temporada no Grande teatro do Sesc Palladium, de 19 a 21 de abril, sexta a domingo.

Integrante do programa cultural Vivo EnCena, a parceria permite uma série de ações como circulação do espetáculo, após cumprir temporada na cidade de São Paulo e Rio de Janeiro, workshops e debates que promovem maior acessibilidade, reflexão e intercâmbios para todos. O espetáculo é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Ainda dentro do projeto Vivo EnCena, o ator Thiago Lacerda participa da série “Encontros Vivo EnCena”. Sob a mediação de Expedito Araújo, curador do projeto, ocorre um bate papo que pretende envolver estudantes, grupos de teatro da cidade – profissionais e amadores – e público em geral para trocas de experiências e maior acessibilidade. A partir da trajetória do ator, extremamente engajado no fazer teatral, assim como o fato de encenar um grande desafio: seu primeiro Shakespeare no papel que dá título ao espetáculo, Hamlet, a série “Encontros Vivo EnCena” acontecerá no sábado dia 20 de abril, às 16h30, no Teatro do SESC Palladium. Não há necessidade de inscrições e a abertura da sala acontecerá às 16h. Entrada Gratuita.



Produção
Para enfrentar o desafio de encarnar o mítico personagem que proferia emblemática frase "Ser ou não ser, eis a questão", o ator Thiago Lacerda contou com a batuta do diretor anglo-brasileiro Ron Daniels, hoje, um dos Diretores Associados da Royal Shakespeare Company (Nova York). Desde julho de 2012, Daniels se mudou para São Paulo para dedicar-se à montagem. Hamlet é o seu retorno aos palcos brasileiros -- sua última encenação no Brasil foi Rei Lear, em 2000, protagonizada pelo ator Raul Cortez. O diretor também foi responsável pela fundação do Teatro Oficina, ao lado de José Celso Martinez Corrêa e Renato Borghi.

“Hamlet paira constantemente entre a vida e a morte, a esperança e a desilusão, o que é verdadeiramente trágico e o que é gozado também. É uma peça violenta, onde corre o sangue, o cuspe e as lágrimas, e que fala da maneira mais íntima e urgente de nós mesmos e do nosso tempo. Uma trajetória maravilhosa que a cada nova montagem define todo o espírito de uma geração”, declara Daniels.



“Estava há tempos pensando em fazer meu primeiro Shakespeare por identificar, nos textos do autor, a maior fonte dramática para exercitar meu ofício", diz Thiago Lacerda que também deu luz à extravagância de Calígula, texto clássico do escritor argelino/francês Albert Camus (1913-1960) dirigido por Gabriel Villela em 2008/2010. “Mas não pensava em "Hamlet". A coisa mudou quando recebeu o convite de Ruy Cortez - diretor que neste projeto assina a idealização e curadoria artística. “Descobri em Ron um mestre. Estou realizando um sonho, meu trabalho é me comunicar com o público, e não temo essa responsabilidade. Shakespeare dá trabalho, mas o aprendizado é grande”, acrescenta Thiago.


TODOS CONHECEM O SEU GRANDE MONÓLOGO. MAS QUEM É ESTE PERSONAGEM, E DO QUE TRATA A PEÇA?

Na cidade de Elsinore, capital do longínquo reino da Dinamarca, o velho rei acaba de morrer. Seu sucessor não é o seu filho, um jovem universitário, mas o seu poderoso irmão, eleito pelo congresso. A rainha viúva se casa logo com o novo rei e a transferência do poder ocorre com toda tranquilidade. Só que à noite o fantasma do velho rei ronda as muralhas do castelo à procura de seu filho. A verdade, diz ele, é que foi assassinado pelo irmão, numa réplica do primeiro crime, a morte de Abel pelas mãos de Caim. O pai fantasma exige e o filho promete vingança imediata. Olho por olho…

Mas como acreditar num fantasma? E numa época civilizada e cristã, como não perdoar a aqueles que nos ofendem. Confuso, sem prova alguma do que alega o fantasma, se sentindo culpado por ser incapaz de cumprir sua promessa de vingança e obcecado pela traição voluptuosa de sua mãe, Hamlet entra em crise. Profundamente enojado de si mesmo e de tudo, ele vai à procura da morte. Ser ou não ser. É essa mesmo a questão…

O personagem, um lindo rapaz, homem perfeito e cheio de esperança, se esfacela, seu coração arrebentado. E, à medida que vai se estraçalhando, vamos nós mesmos perdendo a nossa inocência, aprendendo a corrupção do nosso mundo e da nossa humanidade. A nova geração sofre pelas falhas da antiga e os filhos são herdeiros dos crimes cometidos pelos seus pais. E por trás dos sorrisos dos poderosos, vai se revelando a ambição dos canalhas. Pelo menos assim é, e não só na Dinamarca.

A CONCEPÇÂO, POR RON DANIELS

“Shakespeare não escrevia suas peças só para as elites e a linguagem do seu teatro não era para ser entendida apenas pelos intelectuais. Por mais rebuscados que seus temas fossem, pertenciam à cultura popular. Seu teatro era moderno, vigoroso, com narrativas empolgantes e dinâmicas. Nada de precioso. As palavras que Shakespeare usava vinham da língua do povo, mesmo que o seu gênio fizesse com que a maneira de organizar estas palavras resultasse no que o guru do teatro inglês Peter Brook chama de “harmonia espiritual” – a música das esferas. E se hoje em dia precisamos de um dicionário especial para entender o significado dos termos sexuais de suas peças (A Dictionary of Shakespeare’s Sexual Puns and their Significance, publicado pela Macmillan Press em 1984), na época o espectador entendia todas as piadas e todas as vulgaridades do texto por mais requintadas que fossem.

Shakespeare era um homem do teatro e seu objetivo era comunicar suas ideias e seus enredos da forma mais direta possível. É certo que ele tinha um vocabulário enorme, mas não procurava propositadamente usar palavras que o seu público desconhecia. Não era poeta ou filósofo – ou se o era, era só por casualidade. Não escrevia poesia nem dissertações filosóficas e abstratas, mas teatro, ação e personagens – embora como todos os escritores da época, obedecia às regras do chamado verso “pentâmetro iâmbico”: cada linha do texto em verso constituído de cinco pares de sílabas, uma fraca seguida de outra forte, sendo que as palavras importantes sempre caem na sílaba forte. Mas essas são exigências do verso em inglês, que não têm nada a ver com o português escrito – muito menos o falado. Além disso, como diz o diretor John Barton da Royal Shakespeare Company, o “pentâmetro iâmbico” é a forma natural e gostosa de falar inglês. Se for assim, porque traduzir ou encenar o texto de forma rebuscada, embolada ou contorcida? Porque não traduzir o seu teatro através de uma forma natural e gostosa de falar o português? Uma forma direta, muscular, e lúcida que permita ao espectador entender tudo, palavra por palavra, sem dicionário, sem tempo de reflexão, no momento imediato da ação.

Então, vai faltar poesia? Pelo contrário. O que será revelado na boca do ator, sem mistificação, é o conteúdo mais profundo da fala que nos conduz ao encontro direto com o personagem em toda a sua humanidade e com todas as suas contradições. E através do personagem às verdades universais que falam de todos nós, das nossas vidas e do nosso tempo. Um Shakespeare verdadeiramente moderno, brasileiro e autêntico – como se ele tivesse nascido não em Stratford-on-Avon, na Inglaterra, mas em São Paulo ou em qualquer canto do Brasil. E o nosso espectador sairá do espetáculo totalmente empolgado, dizendo “Ué! Como é que é isso? Entendi tudo! Que gênio de autor. Que maravilha de peça! Essa é uma das principais razões que justificam essa montagem.”

Serviço:
Hamlet, com Thiago Lacerda e grande elenco
Dias/Horários: 19 a 21 de abril – sexta e sábado às 21h e domingo às 19h
Local: Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, 420, Centro – BH – estacionamento no local
Ingressos: Plateia I e II: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia-entrada
Plateia III: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia-entrada
Classificação etária: 14anos
Venda online: WWW.ingresso.com / 4003.2330
Duração: 2h45 – com intervalo de 15 minutos
Informações: (31) 3279.1500


Ron Daniels (conhecido também como Ronaldo Daniel) nasceu em Niterói, Estado do Rio de Janeiro e estudou teatro com Adolfo Celi e Dulcina na Fundação Brasileira de Teatro no Rio de Janeiro. Estreou profissionalmente aos 17 anos de idade, em SANGUE NO DOMINGO, adaptação moderna de ROMEO E JULIETA (Walter Hugo Durst), sob a direção do legendário diretor Ziembinski. Mudou-se para São Paulo para integrar o elenco de estréia de BÔCA DE OURO (Nelson Rodrigues) e, um ano depois, participa da fundação do Teatro Oficina, ao lado de José Celso Martinez Corrêa e Renato Borghi. No Teatro Oficina, atuou como ator em  A INCUBADEIRA (José Celso M. Corrêa), JOSÉ DO PARTO À SEPULTURA (Augusto Boal), QUATRO NUM QUARTO (Katayev), ao lado de Madame Morineau em TODO ANJO É TERRIVEL (Thomas Wolfe), com Maria Fernanda em UM BONDE CHAMADO DESEJO (Tenessee Williams) - direção de Augusto Boal-, e como NilVassilievitch na primeira montagem de OS PEQUENOS BURGUÊSES (Gorki), sob a direção de José Celso.  Mudou-se para a Inglaterra em 1964, onde continuou sua carreira de ator interpretando protagonistas como Brutus (JÚLIO CÉSAR), Hotspur (HENRIQUE IV), Orlando (COMO QUEREIS), e Macbeth (MACBETH) e, na Royal Shakespeare Company, Marco Antonio (JÚLIO CÉSAR) e John Grass na estréia mundial da peça de Arthur Koppit (ÍNDIOS). Em 1969, começou sua carreira de diretor no Teatro Vitoria, de Stokeon Trent, dirigindo peças de repertório clássico como HAMLET, CORIOLANUS, MAJOR BARBARA (de George Bernard Shaw), ELECTRA (de Sófocles) e AULULÁRIA (de Plautus). Em 1977 foi nomeado Diretor Artístico do Teatro The OtherPlace da Royal Shakespeare Company em Stratford-upon-Avon e ocupou esta posição por 15 anos. Em 1980 passou a ser um dos Diretores Associados Companhia.
Entre suas montagens para o Royal Shakespeare Company encontram-se A TEMPESTADE, PERICLES, ROMEO E JULIETA, TIMÃO DE ATENAS, JULIO CÉSAR, SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, MUITO BARULHO POR NADA, duas montagens do HAMLET (uma delas o “Hamlet de pijama” com Mark Rylance), RICARDO II e HENRIQUE V (Prêmio de Melhor Produção em Turnê dos Criticos de Teatro de Manchester, Inglaterra), PEER GYNT, PENA QUE ELA SEJA UMA PUTA, uma adaptação moderna do LORENZACCIO, O PROCESSO DANTON, e também de peças modernas como DESTINY e MAYDAYS, A CIDADE DA MATANÇA e LARANJA MECÂNICA, com trilha composta por Bono e The Edge do grupo irlandês U2, especialmente para a montagem.
Ron tambémtrabalhou no National Theatre of Great Britain, ondedirigiu BLINDED BY THE SUN and REMEMBER THIS (Stephen Poliakoff), e em West End, dirigiu BREAKING THE SILENCE (também de Stephen Poliakoff), ACROSS FROM THE GARDEN OFALLAH (Charles Wood), CAMILLE (Pam Gems), THE BEASTLY BEATITUDES OF BALTHAZAR B. (J.P.Donleavy) e THE FEAST OF SNAILS (Olaf Olafsson). Em 1991 foi trabalhar nos Estados Unidos como Diretor Artístico Associado da Companhia American RepertoryTheatre, em Cambridge (Massachussets), onde encenou HAMLET, a primeira e segunda partes do HENRIQUE IV - Prêmio de Melhor Produção, por Críticos de Teatro de Boston, HENRIQUE V, A TEMPESTADE (Shakespeare), A GAIVOTA e O JARDIM DAS CEREJEIRAS (Checov), A ÓPERA DOS TRÊS VINTENS (Brecht) e A LONGA JORNADA DE UM DIA PARA DENTRO DA NOITE (Eugene O’Neil).

Hoje, Ron Daniels trabalha como diretor freelancer, com base em Nova Iorque, e entre suas produções nos Estados Unidos estão: ONE FLEA SPARE (Naomi Wallace) encendo no PublicTheatreof New York, HAVANA IS WAITING (Eduardo Machado) no Cincinnati Playhouse, HEDDA GABLER no Dallas Theatre Centre e RICHARD II, RICHARD III e MACBETH, no The Theatre for a New Audience, na cidade de Nova Iorque.

Recentemente,  dirigiu POINTS OF DEPARTURE (Michael John Garcés) no Intar - Companhia de Teatro Latino emNova York-, e o workshop THE SUITCASE TRILOGY por HanOng - para a Companhia de Teatro Ma-yi, THE FRONT PAGE no Festival de Teatro de Williamstown e A MEGERA DOMADA e MUITO BARULHO POR NADA para o OldGlobe, em San Diego. 
No Japão montou, em japonês, HAMLET e TITUS ANDRONICUS, com MikijiroHira. Em 2000, estreou REI LEAR com Raul Cortez, em São Paulo, peça que recebeu o Premio de Melhor Produção do Ano, e fez grande sucesso no Rio de Janeiro no ano seguinte. Entre sua montagens de ópera se encontram O REI PASTOR e COSI FAN TUTTE (Mozart); MADAME BUTTERFLY (Puccini), espetáculo que foi remontado no ano passado na Opera de Washington, com o brasileiro Thiago Arancam no papel de Pinkerton) - este espetáculo será remontado este ano na Opera de Los Angeles; CARMEN (Bizet); A VOLTA DO PARAFUSO (Benjamin Britten); TOSCA - no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e também na Opera de Colorado; LA FORZA DEL DESTINO (Verdi) na Ópera de San Francisco. Em setembro de 2010 a ópera IL POSTINO teve a sua estréia mundial em Los Angeles, com Plácido Domingo cantando o papel do Pablo Neruda. IL POSTINO foi vista depois em Vienna, Paris, na Cidade do México, no Festival de Guanajuato do México, e em Santiago do Chile e tem estréia marcada no Teatro Real de Madri em julio de 2013. DIE ENTFUHRUNG AUS DEM SERAIL (Mozart) estreou na Opera de Nice em janeiro e sua nova montagem do musical SWEENEY TODD (Stephen Sondheim) estreou na Opera de St Louis em maio deste ano. Uma nova montagem de IL TABARRO (Puccini) e PAGLIACCI (Leoncavalo) estreia em junho de 2013 e SWEENEY TODD será remontado na Opera de Virginia em 2014. Ron foi o produtor executivo do filme OS CÃES DO GRAMADO, com roteiro de Naomi Wallace e o seu primeiro longa, OS MENINOS DE GUERRA, está sendo distribuído por Maya Entertainment e pela Netflix.

Thiago Lacerda é ator e principia sua carreira no ano de 1998. Seu primeiro grande trabalho de destaque na TV Brasileira foi na minissérie Hilda Furacão (Aramel), tendo conquistado o premio de Ator Revelação conferido pelos profissionais e colegas de televisão nesse mesmo ano. Em 1999, protagoniza ao lado de Ana Paula Arósio, Raul Cortez e Antonio Fagundes a “novela do século” Terra Nostra, dirigida por Jayme Monjardim e exibida em mais de 120 países, onde interpretava um imigrante italiano (Matteo), em busca de uma vida melhor no Brasil. Para isso estudou a língua e a sonoridade do sotaque italiano aprofundando-se na cultura dos imigrantes italianos, em São Paulo.

Desde então, foi protagonista de vários trabalhos na TV GLOBO entre novelas, séries e minisséries. Destaque para:
- A Casa das Sete Mulheres (Giuseppe Garibaldi – 2003), trabalho pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator da América Latina conferido pela emissora Telemundo (USA) no Festival Internacional de Televisão Latina de Miami.
- Cordel Encantado (Rei Teobaldo – 2011)
- Viver a Vida e Páginas da Vida (Bruno – 2009 e Jorge – 2006), ambas escritas por Manoel Carlos
- Eterna Magia (Conrado – 2007)
- Quem vai ficar com Mário (série exibida pela TV Globo, Mário – 2005-2006)
- América, escrita por Gloria Perez (Alex/Roberto – 2005)
- Celebridade, novela de Gilberto Braga ( Otávio -2003)
- O Beijo do Vampiro ( Beto/Conde Rogério – 2002)
- As Filhas da Mãe (Adriano – 2001)
- Pecado Capital (um remake de Gloria Perez, Vicente – 1998)
- Aquarela do Brasil, minissérie também exibida em diversos países (Mário Lopes – 2000), entre outros.

No teatro, em 2001, ao lado de Pedro Paulo Rangel e sob direção de Uisses Cruz, encena o espetáculo O Círculo das Luzes, de Doc Comparato. Em 2003, estreia o Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Nobel de Literatura José Saramago, em adaptação para o teatro de Maria Adelaide Amaral e direção de José Possi Neto. Espetáculo encenado em todo o Brasil e temporada longa em Lisboa, Portugal. Apresenta-se por três temporadas na tradicional encenação pernambucana da Paixão de Cristo (Jesus – 2004, 2008 e 2011) no maior teatro a céu aberto do mundo em Nova Jerusalém – PE. Por duas temporadas (2008 e 2010) encena sob direção de Gabriel Villela o clássico texto do franco-argelino AlbertCamus, Calígula, trabalho que lhe rendeu o prêmio Contigo de melhor ator por voto popular de 2010. No Cinema, participou do elenco de A Paixão de Jacobina (Franz-2002), de Fábio Barreto. Protagonizou Irmãos de Fé, com direção de Moacir Góes (Saulo/Paulo-2004) e por duas vezes foi dirigido por Daniel Filho, a primeira no Blockbuster Se Eu Fosse Você 1, visto por mais de cinco milhões de pessoas e posteriormente no teen-cult Muito Gelo e dois Dedos D`água. Soma-se à experiência cinematográfica as dublagens de dois filmes de animação produzidos pela DreamWorks. Simbá, o Marujo (Simba-2004) e Megamind (Metromam-2010), ambos originalmente dublados pelo ator americano Brad Pitt. Ainda inédito “O Tempo e o Vento”, baseado na obra de Érico Veríssimo, com direção de Jayme Monjardim, Thiago interpreta Capitão Rodrigo.

Ficha Técnica
Texto: William Shakespeare/ Tradução: Marcos Daud e Ron Daniels/ Concepção e Direção: Ron Daniels / Elenco: (por ordem de entrada em cena): Francisco, sentinela e Fortinbrás, príncipe da Noruega - André Hendges/ Bernardo, sentinela:                 Marcelo Valente Lapuente / Padre O Terceiro Ator - Horácio, amigo de Hamlet: Rafael Losso/ Marcelo: Rogério Romera/ Capitão do exército norueguês e Fantasma do velho rei da Dinamarca: Antonio Petrin / O Primeiro Ator Hamlet, seu filho,príncipe da Dinamarca: Thiago Lacerda / Ofélia, filha de Polônio: Anna Guilhermina/ Laertes, filho de Polônia: Marcos Suchara/  Cláudio, o novorei da Dinamarca: Eduardo Semerjian/ Gertrudes, a rainha da Dinamarca:  Selma Egrei / Polônio, conselheiro do rei: Sylvio Zilber / O Primeiro Coveiro, Reinaldo, servidor de Polônio: Fernando Azambuja / O Segundo Coveiro,  Rosencrantz, amigo de Hamlet: Chico Carvalho / Guildenstern, amigo de Hamlet: Ricardo Nash / O Segundo Ator, Osric : Everson Romito                                                                                                                                                                                                                                                     
                      
Equipe de Criação
Cenografia: André Cortez/ Figurinos: Cássio Brasil / Desenho de Luz    : Domingos Quintiliano/ Trilha Sonora: Aline Meyer/ Coreografia de Lutas: Ricardo Rizzo/ Assistência de Direção: Leonardo Bertholini/ Preparação Vocal: Babaya/

Equipe Técnica
Construção de Cenário e Adereços: Mais Cenografia – Márcio Vinicius, André Aires, Júlia Munhoz,  Niltom Vieira, Ailtom Vieira, Gabriela Souza/ Assistência de Cenografia: Fernanda Ocanto/ Projeto de Sonorização: André Luís Omote/ Produção de Figurinos: Ângela Figueiredo/ Costureiras   : Salete e Nilda/ Assistente de Iluminação: Luiz Fernando Vaz / Programador e Operador de Luz: Marcos Fávero/ Operador de Som: Guilherme Ramos/ Contra Regra: Jeferson Batista / Camareira: Sônia Caetano/ Fotografia: Adriano Fagundes, Pedrinho Fonseca, João Caldas / Design Gráfico           : 6D

Produção
Direção de Produção: Claudio Fontana/ Produção Nacional: BF Produções/ Produção Local: Rubim Projetos e Produções




Informações para a imprensa BH: AB Comunicação
Jozane Faleiro - (31) 3261.1501 / 9204.6367 – jozane@ab.inf.br



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