segunda-feira, 13 de maio de 2013

“Arte”, com Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel, em BH




Com texto de Yasmina Reza e direção de Emílio de Mello, comédia que é sucesso internacional de público e crítica, faz uma análise inteligente e muito divertida da amizade, através da ótica masculina. Espetáculo tem curta temporada no teatro SESIMINAS, de 17 a 19 de maio


Um jogo cênico envolvente e bem humorado, com diálogos afiados que giram em torno da amizade de três amigos e seus conflitantes pontos de vista sobre a arte, comportamento, trabalho, relacionamento e os mais diversos assuntos. Yamina Reza, a consagrada autora de “Deus da Carnificina” apresenta a comédia “Arte”, com Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel, por intermédio do projeto “Teatro em Movimento” e do Banco Volkswagen, em temporada no SESIMINAS, de 17 a 19 de maio, sexta a domingo.

Sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo, a montagem é considerada pelo jornal carioca O Globo um dos 10 melhores espetáculos de 2012. Sob a direção de Emílio de Mello, que também assina tradução do texto.

O Ministério da Cultura, ao lado do Instituto Unimed-BH e Rubim Produções viabilizam o projeto “Teatro em Movimento” em Belo Horizonte.

O espetáculo – Uma visão masculina sobre a amizade.
Sérgio (Claudio Gabriel), Marcos (Marcelo Flores) e Ivan (Vladimir Brichta) têm uma relação de grande amizade que vai sendo revelada e questionada à medida que se desenvolve uma mera discussão sobre um quadro aparentemente branco comprado na véspera por Sérgio. Um simples quadro monocromático acaba por colorir de sentimentos, emoções e pensamentos a divertida e contundente relação desses três amigos. Eles são levados à reflexão de suas vidas e expõem o avesso de suas relações, numa devoração crítica crescente que chega ao extremo. Num estilo simples e bastante original, Yasmina Reza revela-se uma grande artesã do não dito, do subentendido e do silêncio musical entre as palavras, buscando exprimir o todo através do nada, o trágico através do cômico, o grave através da suavidade.

“Não acredito que o ser humano seja pacífico. Penso que ele não evoluiu desde a Idade da Pedra e que o verniz social que nos protege da selvageria é inquietamente suave e sempre a ponto de estourar. Eu escrevo um teatro de tensão, porque as tensões nos governam. Meus personagens são pessoas educadas que pretendem manter a compostura. Mas como são também impulsivos, não conseguem manter as regras que impuseram a si mesmos. E é precisamente essa luta contra si mesmos que me interessa. Minhas obras sempre foram consideradas comédias, mas penso que são tragédias divertidas. Mas tragédias, ao fim...” -        Yasmina Reza

A produção
Sobre o roteiro de “Arte”, o diretor Emílio de Mello afirma: “O texto apropria-se de situações corriqueiras e mundanas e nos devolve toda uma discussão muito divertida sobre questões da sociedade e do mundo contemporâneo.”

Vladimir Britcha, que pela primeira vez produz um espetáculo, assistiu a montagem argentina, com Ricardo Darin, em cartaz há mais de 10 anos em Buenos Aires e se encantou com o texto. “Quando o Marcelo (Flores) me chamou para montar este projeto não tive dúvida e vi que era o momento de realizar também a minha primeira produção. Pra mim, que venho exercitando a comédia na TV e no cinema com frequência, só justificaria voltar a ela no teatro se o riso fosse o meio e não o fim. E é isso que Yasmina faz com maestria. Premiada nos mais expressivos centros teatrais do mundo, o uso do humor de forma corrosiva, que destrói o verniz social e nos expõe a todos de forma demasiadamente humana”, conclui Brichta, que acaba de receber o Prêmio Contigo! de TV de melhor ator de série por Tapas & Beijos.

Marcelo Flores completa: "Nessa época que a qualidade e os limites do humor estão sendo questionados a todo o tempo, e as relações tendem à superficialidade virtual,  encontramos nesta excelente peça de Yasmina Reza o formato ideal para dar nosso testemunho e nossa opinião, após várias conversas com Vladimir e Lázaro Ramos (pra mim, uma espécie de padrinho desse nosso projeto)".

Montada em diversos países, como França, Inglaterra, EUA, Alemanha e Argentina, a peça, de 1994, foi encenada pela primeira vez no Brasil em 1998, com direção de Mauro Rasi e com Pedro Paulo Rangel, Paulo Goulart e Paulo Gorgulho no elenco. Mais recentemente, teve duas montagens no país, na Bahia, em 2004, com direção de Ewald Hackler, e em São Paulo, em 2006, com direção de Alexandre Heinecke. Agora, ganha uma nova montagem, com direção de Emílio de Mello, um dos nomes mais respeitados da cena teatral contemporânea, como ator e diretor. Além de dirigir Sonho de Outono (2009), de Jon Fosse, assinou a direção de dois outros textos de Yasmina Reza, O Homem Inesperado (2006) e Deus da Carnificina (2010), este último atualmente em cartaz e pelo qual foi indicado ao 23º Prêmio Shell de Teatro, na categoria de melhor direção.

Trechos de críticas do espetáculo

Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel formam um elenco exemplarmente equilibrado, beneficiados que são, para além de seus talentos e técnicas, pela amizade e companheirismo de que desfrutam na vida real. Com biotipos diversos e adequados a cada um desses três amigos cuja amizade repentinamente é posta à prova, os três jovens atores mais o jovem diretor nos garantem que o teatro brasileiro tem matéria para bom presente e bom futuro” – Barbara Heliodora (Jornal O Globo)

“O tom informal reforça a intimidade entre os personagens. Cria, assim, o ambiente apropriado para as ótimas atuações de Marcelo Flores (o autoritário Marcos), Vladimir Brichta (o conciliador Ivan) e Claudio Gabriel (o polêmico Sérgio)”
 – Carlos Henrique Braz (Revista Veja Rio)

“Explorando com inteligência e sensibilidade diálogos brilhantes e personagens solidamente construídos, o diretor Emílio de Mello impôs a cena uma dinâmica precisa e despojada, irretocável no tocante aos tempos rítmicos e cuja expressividade advém do fato de o diretor priorizar o que realmente interessa: os conflitos entre os personagens e as múltiplas variações de tom que marcam os embates entre eles” – Lionel Fischer


FICHA TÉCNICA

De Yasmina Reza/ Tradução e direção: Emilio de Mello / Com: Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel / Cenário: Aurora Campos / Figurinos: Marcelo Olinto / Iluminação: Tomás Ribas / Trilha Musical: Marcelo Alonso Neves / Fotos: André Wanderley / Direção de Produção: Dadá Maia e José Luiz Coutinho / Realização: Mbrichta Produções / Produção Local: Rubim Produções/ Apresentação Local: Teatro em Movimento, com apoio cultural do Instituto Unimed-BH
 

SERVIÇO
“Arte”, com Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel
Classificação: 14 anos / Duração: 90 minutos / Gênero: Comédia
Local: SESIMINAS – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia
Dias/Horários: 17 a 19 de maio – sexta, às 21h; sábado, às 20h; e domingo às 19h
Ingressos R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia entrada
Venda online: WWW.ingresso.com / 4003.2330
Informações: (31) 3241.7181
Sites: www.teatroemmovimento.art.br – www.rubim.art.br

Informações para a imprensa BH: AB Comunicação – Afonso Borges e Jozane Faleiro - (31) 3261.1501 / 9204.6367 – jozane@ab.inf.br

CURRÍCULOS

Yasmina Reza – Autora
Atriz, dramaturga, roteirista e escritora francesa, considerada um dos principais nomes da dramaturgia contemporânea mundial. Traduzida para mais de 30 idiomas, ela alcança, invariavelmente, um grande êxito de crítica e público em produções das mais respeitadas mundialmente, tais como: Royal Shakespeare Company, em Londres; o Schaubühne Theater, em Berlim; o Burgteater de Viena, além de Teatros consagrados em Moscou e na Broadway. Acumula prêmios da maior importância como MOLIÉRE, LAURENCE OLIVIER, TONY, dentre outros. Sua obra contém oito textos teatrais: Deus da Carnificina, Um Homem Inesperado, Três versões da Vida, A Passagem do Inverno, Conversas depois de um Enterro, Uma peça Espanhola e Arte.
Deus da Carnificina foi adaptado para o cinema. “Carnage”, com direção o Roman Polanski, conta no elenco com Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly e sua estreia no Brasil está prevista para o segundo semestre de 2012.

Emilio de Mello – Diretor
Ator formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo e pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Iniciou sua carreira em São Paulo em 1987, na Companhia Teatral São Paulo-Brasil. Atuou em várias montagens de textos clássicos, como Antígona, de Sófocles (1991) e direção de Moacyr Góes; O Avarento, de Moliére (2000) e direção de Amir Haddad; Ensaio. Hamlet, inspirado na obra de Shakespeare (2006/2008) e Gaivota – Tema para um conto curto (2006/2008), adaptação do clássico de Tchekhov, ambos sob a direção de Enrique Diaz. Participou também dos espetáculos A Prova (2002), Baque (2005)  e In On It (2009/2011).
Como diretor teatral, fez a co-direção de O Rei da Vela (1999), com Enrique Diaz,
e assinou a direção dos espetáculos O Homem Inesperado (2006), de Yasmina Reza; Sonho de Outono (2009), de Jon Fosse e Deus da Carnificina (2010),
também de Yasmina, pelo qual foi indicado ao 23º Prêmio Shell de Teatro, na categoria de Melhor Direção.

Vladimir Brichta – Ator
Cursou Artes Cênicas - Interpretação Teatral na Universidade Federal da Bahia.  Atuou em mais de vinte espetáculos, com destaque como protagonista para A Casa de Eros, de José Possi Neto, indicado ao prêmio de melhor ator no Troféu Bahia Aplaude; Equus, direção de Fernando Guerreiro, indicado para o prêmio de melhor ator do Troféu Bahia Aplaude; Calígula, direção de Fernando Guerreiro, ganhando o prêmio de melhor ator no Troféu Copene; A Máquina, de Adriana Falcão e João Falcão; Os Produtores, direção de Miguel Falabella; A Hora e Vez de Augusto Matraga e Hamelin, ambos dirigidos por André Paes Leme.
No cinema atuou nos filmes A MáquinaFica Comigo esta NoiteRomance, A Mulher Invisível, Quincas Berro D´Água. A serem lançados ainda este ano, A Coleção Invisível, de Bernard Attal, baseado no conto homônimo do autor austríaco Stepan Zewig, onde interpreta o protagonista Beto; e Minutos Atrás, de Caio Soh, baseado no peça de mesmo nome do diretor e roteirista.
Em televisão, seu trabalhos incluem as novelas: Porto dos Milagres; Coração de Estudante; Kubanacan; Começar de novo; Belíssima, e as séries: Faça a sua História; Separação; Amor em 4 Atos e Tapas & Beijos, esta última atualmente no ar; todos na Rede Globo.

Marcelo Flores – Ator
Bacharel em Artes Cênicas- Interpretação pela Escola de Teatro da UFBa. Integrante da Cia de Teatro OS ARGONAUTAS, que tem no repertório espetáculos como Nada Será como Antes (remontada no Rio de Janeiro, em 2006); Como Raul já dizia e Antígona. Iniciou a carreira na Bahia e desde então atuou em vinte e oito espetáculos, entre os quais destacam-se A ver Estrelas, de João Falcão ; Cuida Bem de mim, de Luiz Marfuz; Hamlet e BAAL, ambos dirigidos por Harildo Deda. No Rio de Janeiro atuou nos espetáculos Macbeth, Hamlet, ambos dirigidos por Aderbal Freire-Filho e A Hora e vez de Augusto Matraga, dirigido por André Paes Leme. Acumula participações na TV (As Cariocas, A Grande Família, Cilada, Faça sua História, dentre outras)  e na publicidade. No cinema, atuou em Transeunte, direção de Erik Rocha e De Pernas pro Ar, direção de Roberto Santucci. Seu último trabalho, na televisão, foi com a novela Cordel Encantado, da TV Globo.


Claudio Gabriel – Ator
Formou-se como ator na cidade do Rio de Janeiro, em 1992, pela Escola de Teatro Martins Penna. Acumula em seu currículo diversos trabalhos no teatro, no cinema e na TV, com destaque para as peças Bartleby, o escriturário (Direção: João Batista), A Invenção de Morel (Dir: Moacir Chaves), Os Cafajestes (Dir: Fernando Guerreiro), A Hora e Vez de Augusto Matraga (Dir: André Paes Leme) e Desesperados (Dir: Fernando Ceylão). No cinema, destacam-se Bellini e a Esfinge (Dir: Roberto Santucci), Anahy de las Misiones (Dir: Sérgio Silva) e 1972 (Dir: José Emílio Rondeau).

Na Rede Globo, atuou nas novelas Laços de Familia, A Padroeira e Cabocla, entre outras. Em 2007, passou a ser exclusivo da Rede Record, onde atuou nas novelas Bela, a Feia, Amor e Intrigas e Bicho do Mato, no seriado A Lei e o Crime e na minissérie Sansão e Dalila. Foi indicado ao Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem, no ano de 1996, por seu trabalho em Histórias de Sherazade (Direção: Jorge Crespo) e ganhou o prêmio de Melhor Ator, no Festival Internacional de Cinema do Paraná, em 2008, por seu trabalho no filme Alucinados, de Roberto Santucci. Atualmente, é um dos protagonistas de Fora de Controle, série policial de quatro episódios prevista para ir ao ar neste mês de maio, uma parceria Record e Gullane Filmes, com direção de Johnny Araújo e Daniel Rezende.

TEATRO EM MOVIMENTO
O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, foi criado há 12 anos, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para outros Estados e também pequenas cidades. Desde sua criação, foram mais de 170 peças e shows que somam mais de 492 apresentações. Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto levou à capital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Bibi Ferreira, Thiago Lacerda, Glória Menezes, Antônio Fagundes, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Marco Nanini, Luana Piovani, Lilia Cabral, Rodrigo Lombardi, Cláudia Raia, Marisa Orth, e muitos outros.  Dentre os espetáculos, que o projeto deslocou para a capital mineira, estão os premiados musicais “Gonzagão – a Lenda”, “Bibi Ferreira – Histórias e Canções”, “Farsa da Boa Preguiça”, “Beatles Num Céu de Diamantes” etc.
O projeto também já atuou em diversos Estados brasileiros, tendo sido co-realizador da circulação dos espetáculos do grupo Ponto de Partida nas cidades de Mariana (MG), São Luiz (MA), Vitória (ES) e Aracajú (SE).
Os resultados do projeto vão além da inclusão das cidades na circulação das montagens. A iniciativa possibilita a formação de um espectador mais crítico e de um público mais preparado e habituado a lotar as salas dos teatros. A idéia é consolidar o hábito de ir ao teatro e fomentar a cultura das artes cênicas, por isso os espetáculos acontecem ao longo do ano e não concentrados em um curto período como nos festivais. O teatro, sendo um agente de transformação social, é capaz de atuar como um difusor de idéias e de cultura podendo ser usado como um instrumento de comunicação. Para ratificar a potencialidade de transformação social e cultural do teatro e colocar em prática os objetivos do projeto, o Teatro em Movimento ainda promove sempre que possível oficinas gratuitas, palestras e workshops para profissionais da área e interessados. Dessa forma, cria-se uma rede de circulação de informação fortalecendo a possibilidade de sustentabilidade do setor cultural.




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