sexta-feira, 11 de abril de 2014

“Lampião e Lancelote”, com Cassio Scapin, Marcos Damigo, Daniel Infantini, Luciana Carnieli e Vanessa Prieto, chega a BH


Assistido por mais de 30 mil espectadores, musical que une o mundo desses dois personagens tão excêntricos, venceu quatro categorias no prêmio Bibi Ferreira, incluindo de Melhor Musical Brasileiro 2013; ganhou Melhor Espetáculo pelo APCA e está indicado ao prêmio Coca-Cola, em 11 categorias

A capital mineira recebe o musical “Lampião e Lancelote”, que estreou em São Paulo em 2013 e que arrebatou os mais importantes prêmios do teatro brasileiro. Na obra, o cavaleiro Lancelote, o melhor da Távola Redonda do Rei Arthur, desafia Lampião, o cangaceiro mais famoso do Nordeste Brasileiro. No entanto, trata-se de um desafio cultural. Nas linguagens do cordel e da novela de cavalaria, a disputa é de quem faz o melhor repente, cada um com suas referências particulares. Este é o fio condutor desta montagem que chega ao Teatro Bradesco, de 14 a 16 de março, sexta a domingo.

Com direção de Debora Dubois, que convidou uma das referências da nova MPB, o cantor e compositor Zeca Baleiro, para assinar a trilha e direção musical (indicado ao prêmio FEMSA Coca Cola de melhor música original), montagem tem adaptação a partir da obra homônima de Fernando Vilela, um dos livros mais premiados do Brasil. O elenco é um dos grandes trunfos do espetáculo, conduzido por Cássio Scapin como narrador, Marcos Damigo (no ar com novela Jóia Rara – Rede Globo) que interpreta Lancelote e Daniel Infantini, que vive Lampião. A peça tem ainda Luciana Carnieli no papel de Maria Bonita e Vanessa Prieto como a Feiticeira Morgana. A música é executada parte ao vivo, por Bruno Menegatti (rabeca, viola e violão) e Ana Rodrigues (acordeon e pandeiro), e parte pré-gravada, produzida em estúdio com a batuta do produtor Fernando Nunes.

No palco, o expectador confere as sutis semelhanças entre dois universos que parecem a princípio muito distantes. O autor Fernando Vilela encontrou pontos análogos e relações entre esses mundos, e Bráulio Tavares, autor da adaptação, manteve esses elementos na dramaturgia. Na montagem de Debora Dubois, a poética contida na história é mantida e ganha vida nos cenários de Duda Arruk e nos figurinos de Márcio Vinicius.

Os dois heróis retratados no livro - acompanhados por personagens míticos e históricos como Morgana e Maria Bonita -, saíram das páginas para ganhar nova vida sobre o palco, em uma encenação cuidadosa e moderna. Sua montagem, além de valorizar a cultura brasileira, encanta tanto pela beleza estética e literária - inspirada nos desenhos e xilogravuras do livro de Fernando Vilela -, quanto pela mágica de fábula que tais personagens inspiram.

Do livro para o palco
Nesta adaptação para o teatro, a estrutura literária criada pelo autor é mantida tanto nos diálogos como nas letras das músicas, para que a beleza do estilo e a poética de sua proposta sejam mantidas.
As ilustrações de Vilela brincam com os dois universos presentes no livro. Para desenvolver a ambientação medieval, ele buscou como referência as iluminuras medievais. Já para Lampião, a xilogravura popular e as fotografias de época serviram de guia para desenvolver a indumentária e o universo do cangaço. Vilela obteve o dinamismo das ilustrações e seu forte caráter gráfico com o uso de matrizes móveis e independentes, que funcionam como carimbos. Outro aspecto marcante das imagens é o uso de tons de cobre e prata. O primeiro evoca as balas, anéis, moedas e roupas de Lampião. Já a cor prata lembra a espada e a lança dos cavaleiros. Além das projeções de castelo do Rei Arthur, as batalhas no sertão e a típica seca do agreste.

Sobre o Livro
Lampião & Lancelote, editado pela Cosacnaify, é um dos livros mais premiados do Brasil. Recebeu dois prêmios Jabuti, quatro prêmios FNLIJ e menção Honrosa na feira de Bolonha. O livro mistura os registros literários, mantendo a rima e o improviso do cordel, além do léxico medieval. Nas falas do cangaceiro, Fernando Vilela usou a métrica mais tradicional do cordel, a sextilha heptassilábica, composta de seis versos com sete sílabas poéticas cada. Já nas falas do cavaleiro, foi empregada a setilha, sete versos de sete sílabas, consagrada nos duelos (de Lampião) escritos por José Costa Leite. Por fim, para a travessia de Lancelote, Vilela apropriou-se dos termos e estrutura de sentenças das novelas de cavalaria. As narrativas épicas da cultura medieval e as sextilhas dos cordelistas do sertão são matrizes que se juntam pra criar uma história em prosa e verso, em carimbo e em xilogravura, mostrando o instante em que dois universos paralelos se cruzam através das figuras de seus maiores heróis.

Fernando Vilela – autor do livro
Artista plástico, designer e professor, além de escritor e ilustrador de livros. Por sua primeira obra para crianças, “Ivan Filho-de-Boi” (Cosac Naify, 2004), de Marina Tenório, ganhou o prêmio Revelação Ilustrador 2004, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2005, participou da Bienal Internacional de Ilustração de Bratislava, na Eslováquia. Como artista plástico, já realizou diversas exposições no Brasil e no exterior. Seu trabalho pode ser visto no site www.fernandovilela.com.br.

Braulio Tavares - dramaturgia
Escritor, poeta e compositor brasileiro. Estudou cinema na Escola Superior de Cinema da Universidade Católica de Minas Gerais.  É pesquisador de literatura fantástica e ficção científica e compilou a primeira bibliografia do gênero na literatura brasileira, o “Fantastic, Fantasy and Science Fiction Literature Catalog” (Fundação Biblioteca Nacional, Rio, 1992). É colunista de jornal e escreve roteiros para shows, cinema e televisão. Escreveu diversos contos e o romance “A Máquina Voadora”. Foi roteirista dos longas “Besouro” (2009) - com Patrícia Andrade e João Daniel Tikhomiroff - e “O Homem que Desafiou o Diabo” (2007) - com Moacyr Góes e Nei Leandro de Castro.

Debora Dubois – direção geral
Estreou como diretora em 1998, com a peça juvenil “Cuidado, Garoto Apaixonado”, de Toni Brandão (Prêmio Mambembe de direção de teatro infantil e espetáculo, e Prêmio Apetesp de trilha sonora). Desde então, dirigiu espetáculos como: “Grogue”, de Toni Brandão (indicado ao Prêmio Panamco de direção, atriz coadjuvante e espetáculo); “Pirata na Linha”, de Aimar Labaki (prêmios Panamco de autor e ator, APCA de espetáculo jovem); “Motorboy”, de Aimar Labaki (Prêmio Qualidade Brasil de direção e espetáculo jovem, e indicação ao Panamco em 6 categorias); “Três Cigarros e a Última Lasanha”, de Fernando Bonassi e Victor Navas (indicada ao Prêmio Shell nas categorias autor, ator e diretor); “A Lenda dos Jovens Detentos” (indicada ao Panamco de autor, ator, diretor e espetáculo); “Guerra na Casa do João”, de Toni Brandão (indicada ao Panamco por cenário, produção e ator revelação; recebeu o APCA de melhor cenário); “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, (indicada ao Panamco por direção, espetáculo jovem, cenário e produção. Recebeu o Panamco de trilha sonora). Em 2004, trabalhou como diretora convidada no Teatro Della Limonaia em Florença/Itália, dirigindo o espetáculo “Una Notte Intera – Poda”, de Aimar Labaki. Seus trabalhos mais recentes são “Sabor a Freud”, de Jose Pablo Feinmann, que estreou em 2010 e ainda excursiona pelo Brasil; e “Quem tem medo de Curupira?”, com texto e músicas originais de Zeca Baleiro, (indicada a oito prêmios Femsa. Este espetáculo recebeu o Femsa por trilha originalmente composta, ator coadjuvante, iluminação e espetáculo jovem, além do APCA de Direção de Arte). Em 2011, estreou “O Silêncio em Apuros”, de Vanessa Prieto.
Trabalhos na TV: “O Cego e o Louco”, de Claudia Barral, e “O Homem do Saco”, de Bosco Brasil, ambos teleteatros da TV Cultura.

Zeca Baleiro – música
O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro comemora neste ano 15 anos de carreira fonográfica (seu primeiro disco, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, foi lançado em 97). De lá pra cá, foram 12 CDs, seis DVDs e alguns projetos especiais (como o CD em parceria com a escritora e poeta Hilda Hilst, “Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé”, de 2006). Em 2010, Zeca Baleiro lançou os CDs “Concerto” e “Trilhas” pelo seu próprio selo, Saravá Discos, fato que inaugura uma nova fase em sua carreira. No mesmo ano, Baleiro também se lançou em novas áreas, com o programa “Biotônico” na rádio UOL; os livros “Bala na Agulha (reflexões de boteco, pastéis de memória e outras frituras)” e “Vida é um Souvenir Made in Hong Kong – Livro de Canções”; e a estreia do musical infanto-juvenil “Quem tem medo de Curupira?”, de sua autoria.

Prêmios
Vencedor do Prêmio Bibi Ferreira nas categorias: melhor musical brasileiro; melhor ator (Daniel Infantini – Lampião); melhor figurino e melhor cenário
Prêmio APCA: melhor espetáculo2013
Prêmio Arte Qualidade Brasil: melhor ator (Daniel Infantini)

Indicado em 11 categorias no Prêmio FEMSA Coca-Cola: texto adaptado; direção; cenário; figurino; iluminação; música original; ator principal; atriz principal; ator coadjuvante; produção e melhor espetáculo.

Ficha Técnica
Livre adaptação de Braulio Tavares do livro “Lampião & Lancelote”, de Fernando Vilela / Música Original e Direção Musical: Zeca Baleiro / Assistente de Direção: Márcio Macena / Direção e Concepção: Debora Dubois / Elenco: Cássio Scapin – Narrador / Daniel Infantini – Lampião / Marcos Damigo – Lancelote / Luciana Carnieli – Maria Bonita / Vanessa Prieto – Morgana / Ale Pessôa – Stand In Lancelote e Bando de Lampião / Músicos: Ana Rodrigues e Bruno Menegatti / Cenário: Duda Arruk / Figurinos: Márcio Vinicius / Pesquisa e Arte Gráfica: Fernando Vilela / Iluminação: Debora Dubois
Fotografia: João Caldas / Preparação vocal: Tarita de Souza / Preparação corporal e coreografias: Roberto Alencar / Vídeo: Filmes Para Bailar / Direção Musical: Zeca Baleiro / Produção Musical: Fernando Nunes / Administração:  Vanessa Campanari / Assistente de Produção: Nicole Marangoni e Vanessa Campanari / Produtores Associados: Debora Dubois, Edinho Rodrigues, Elza Costa, Vanessa Prieto / Direção de Produção: Brancalyone Produções Artísticas (Edinho Rodrigues e Elza Costa) / Realização: Brancalyone Produções Artísticas / Patrocínio: Sulamérica Seguros Saúde / Produção Local BH: Rubim Produções

Serviço: “Lampião e Lancelote”, com Cassio Scapin e elenco
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Data: 14 a 16 de março, sexta-feira e sábado às 21h e domingo, às 19h
Local: Teatro Bradesco – Rua da Bahia 2244, Lourdes (613 lugares)
Ingressos: Plateia I e II - R$ 60,00 / Plateia II – R$ 50,00 - valor promocional limitado a 20% da capacidade da casa.
Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001)
Clientes e associados SulAmérica tem desconto de 25% sobre inteira (não cumulativo).
Informações:  (31) 3516 -1360
www.rubim.art.br ou http://teatrobradescobh.com.br

Informações para a imprensa: AB Comunicação
Jozane Faleiro: (31) 92046367 / 32611501 - jozane@ab.inf.br


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