quarta-feira, 18 de março de 2015

Teatro em Movimento abre programação de 2015 com “Tribos”, espetáculo com Antonio e Bruno Fagundes e elenco



Pai e filho produzem e atuam nesta comédia perversa, da inglesa Nina Raine, que usa a surdez como mote para explorar o universo familiar e suas limitações. No elenco estão acompanhados de Arieta Correa, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon e Maíra Dvorek, dirigidos por Ulysses Cruz. “Tribos” tem duas apresentações no Sesc Palladium, dias 13 e 14 de março 

Como toda tribo, cada a família tem sua linguagem própria, suas limitações, seu jeito de amar e de exigir do outro. Na peça “Tribos”, que abre a programação do Teatro em Movimento 2015, o enredo usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida e politicamente incorreta, revive as típicas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência. O elenco é formado por Antonio e Bruno Fagundes, pai e filho dividindo mais uma vez o palco e a produção (estiveram juntos em “Vermelho”, em 2012) e os atores Arieta Correa, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon e Maíra Dvorek, dirigidos por Ulysses Cruz, neste premiado texto da inglesa Nina Raine, com tradução de Rachel Ripani. Dias 13 e 14 de março , sexta, às 21h30 e sábado, às 21h, no Sesc Palladium. A sessão de sábado conta com tradução em Libras. É EXPRESSAMENTE PROIBIDO ENTRAR APÓS O INÍCIO DAS SESSÕES. 

Para a realização de suas atividades, em 2015, o projeto mantém as parcerias de patrocínios com Itaú e com o Instituto Unimed BH, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

O enredo usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida e politicamente incorreta, revive as típicas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência - como em toda tribo. “O espetáculo tem uma humanidade muito grande. É muito fácil se identificar porque ela fala sobre nossos problemas hoje. Além de tudo, tem o fator intrigante da surdez. Vemos em cena uma família. Por mais que ela seja estereotipada, com suas questões exageradas – afinal elas estão em cima de um palco –, você consegue ver situações que vive com seu pai ou seus irmãos. Coisas que só um ambiente familiar possibilita. Por isso o nome “Tribos”: não existe nada mais tribal do que uma família. Cada uma tem uma linguagem própria, uma cultura diferente, maneiras únicas de se relacionar. Quem olha de fora, talvez até não entenda. Mas existem especificidades que chamam atenção de todos por serem comuns. É impossível não se identificar”, explica Bruno.

“Tribos” estreou em setembro de 2013, ficou em cartaz em São Paulo, fez temporada em Portugal e, desde o final de 2014, segue em turnê pelo Brasil. Antonio e Bruno estiveram juntos no palco pela primeira vez com a peca “Vermelho”, em 2012.  Em “Tribos”, Bruno Fagundes interpreta Billy, que nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth (Eliete Cigaarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek). Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia (Arieta Correa), uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

Sucesso no Royal Court Theater, em Londres, e vencedor do New York Drama Critics, quando em cartaz nos Estados Unidos, “Tribos” aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: 1) daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. 2) dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros. "Somos só mais um na multidão"; "O mundo é surdo", diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor? Sao algumas perguntas atiradas ao publico e que o conclama a refletir. 

Ficha Técnica:
Autor: Nina Raine / Tradutora: Rachel Ripani / Diretor: Ulysses Cruz / Elenco: Bruno Fagundes, Arieta Correia, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon, Maíra Dvorek e Antonio Fagundes / Figurinista: Alexandre Herchcovitch / Cenógrafo: Lu Bueno / Iluminador: Domingos Quintiliano / Assistente de cenografia: Livia Burani e Moises Moshe Motta 
Assistente de produção: Gustavo de Souza / Diretor de produção: Marcos Santos
Realização: Antonio Fagundes e Bruno Fagundes / Realização em Belo Horizonte: Teatro em Movimento, com patrocínio do Itaú e do Instituto Unimed BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura/ Produção local: Rubim Produções / Site do espetáculo: www.tribosnet.com

Serviço: “Tribos”, com Antonio Fagundes e elenco
Classificação: 14 anos -   Duração: 100 minutos – Gênero: Comédia Perversa
Dias/horários: 13 e 14 de marco de 2015, sexta às 21h30 e sábado às 21h
*NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO
*Sessão de sábado, dia 14/03, com tradução em LIBRAS
Local: Grande Teatro Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro (estacionamento pago no local)
Ingressos: Plateia I: 70,00 R$  / Pláteia II: R$60,00 / Plateia II últimas fileiras: R$ 50,00 / Plateia III: R$ 50,00 
Vendas: bilheteria do teatro e www.ingressos.com
Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001)
10% da capacidade vendável do teatro é destinada gratuitamente para entidades de baixa renda devidamente comprovadas. 20% da capacidade vendável do teatro tem o valor de R$ 50,00 em atendimento ao Vale Cultura. 

Informações: Telefone:(31)  3214-5350– sites: www.teatroemmovimento.art.br
www.sescpalladium.com.br

Informações para a imprensa:
Jozane Faleiro - (31) 35676714 / 92046367 -  contato@jozanefaleiro.com


Teatro em Movimento
O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, foi criado há 14 anos, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para outros Estados e também pequenas cidades. Desde então, contabiliza 174 montagens, que somam mais de 503 apresentações, envolvendo cerca de 537 artistas, em 14 cidades, 27 teatros e público superior a 365 mil pessoas. 
Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto trouxe à capital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Bibi Ferreira, Thiago Lacerda, Vladimir Brichta, Cissa Guimarães, Mateus Solano, Glória Menezes, Antônio Fagundes, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Marco Nanini, Luana Piovani, Lilia Cabral, Rodrigo Lombardi, Cláudia Raia, Marisa Orth, Renata Sorrah, Paulo Gustavo e muitos outros.  Dentre os espetáculos que o projeto deslocou para a capital mineira estão “Hamlet”, “Incêndios”, “Esta Criança”, “Gonzagão – a Lenda”, “Bibi Ferreira – Histórias e Canções”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, “O Grande Circo Místico”, “New York, New York”, “Bem-vindo, Estranho”, “Milton Nascimento – Nada Será Como Antes”, “Cassia Eller – o Musical”, “Azul Resplendor”, “Poema Bar” e muitos outros. 

O projeto também já atuou em diversos Estados brasileiros, como São Luiz (MA), Vitória (ES) e Aracajú (SE).  Em Minas Gerais, além de Belo Horizonte, o projeto atua em Nova Lima, Betim e Araxá. Os resultados do projeto vão além da inclusão das cidades na circulação das montagens. A iniciativa possibilita a formação de um espectador mais crítico e de um público mais preparado e habituado a lotar as salas dos teatros. A ideia é consolidar o hábito de ir ao teatro e fomentar a cultura das artes cênicas, por isso os espetáculos acontecem ao longo do ano e não concentrados em um curto período como nos festivais. O teatro, sendo um agente de transformação social, é capaz de atuar como um difusor de ideias e de cultura podendo ser usado como um instrumento de comunicação. Para ratificar a potencialidade de transformação social e cultural do teatro e colocar em prática os objetivos do projeto, o Teatro em Movimento ainda promove, sempre que possível, oficinas gratuitas, palestras e workshops para profissionais da área e interessados. Dessa forma, cria-se uma rede de circulação de informação fortalecendo a possibilidade de sustentabilidade do setor cultural.

Nenhum comentário: